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"Espíritos da perfeição: Islão global e novas 'terapias exorcistas' em Maputo

O impulso crescente do Islão dito ‘salafita’ (impulsionado por Arabia Saudita, mas também por outros centros de irradiação) tem tido um reflexo concreto também na medicina, com a proliferação, em países muçulmanos, de clínicas nas quais são implementadas praticas reinventadas para corresponder a uma letra corânica supostamente ‘mais verdadeira’.

«Antropologia em Moçambique» e projeção de filme «Junod»

A projecção do documentário Junod, realizado por Camilo de Sousa, é o mote para discutir a história da antropologia em Moçambique. O documentário retrata a vida e obra do suíço Henri-Alexandre Junod (1863-1934), missionário protestante que desenvolveu múltipla actividade: foi antropólogo, linguista, fotógrafo, entomologista e escritor de ficção.

EDITAL N.º 20/2019 - Vacancy for 1 Research Fellowship (BI)

The Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (Institute of Social Sciences of the University of Lisbon) invites candidates to apply for a Grant as Research Assistant (BI). The Grant will be awarded within the framework of “MOBILISING ARCHIVES – Photography in Southwest Angola” (747508), funded by the European Commission (Marie-Curie Action) and coordinated by Dr Inês Ponte.

‘New slavery’ and the afterlives of the plantation in contemporary Europe - reflections from Italy’s agro-industrial enclaves

Building on fifteen years of engaged, militant research and activism on the issue of migrant labour exploitation, and in dialogue with the research of the COLOR project, the paper asks to what extent contemporary (media, legal, corporate) discourses on 'new forms of slavery' can be seen to evoke the spectre of the plantation, and to what effects. With reference to the Italian agro-industrial sector as my case study, I ask where, if at all, the plantation can be seen to survive or resurface in contemporary Europe, and in what forms.

Legados coloniais na agricultura do vale do Limpopo, Moçambique: a (ir)racionalidade do discurso científico e tecnológico face ao pragmatismo político

No paradigma científico e tecnológico em que o Estado Novo argumentava que assentasse o "desenvolvimento" dos territórios ultramarinos, a obra hidráulica ocupava um lugar central, como marco de modernidade. No vale do Limpopo, a engenharia hidráulica domesticaria as adversidades climáticas, fazendo da agricultura a pedra basilar da colonização e da economia. Cruzam-se, assim, o discurso científico-tecnológico e o da ideologia colonial.