Inês Ponte
Inês Ponte (1979, Lisboa) é antropóloga, investigadora auxiliar.
Desenvolve investigação sobre cultura material e visual, com especial incidência em fotografia e cinema, articulando trabalho de terreno, pesquisa em arquivos institucionais e pessoais e metodologias visuais numa perspectiva histórica. É, desde fevereiro de 2023, coordenadora científica do Arquivo de História Social do ICS-ULisboa.
A sua investigação explora o potencial de metodologias visuais em pesquisa, incluindo o cinema, a fotografia e o desenho, bem como a curadoria de exposições. Em 2026 foi uma das curadoras de A Guerra Guardada Visita Luanda (Instituto Camões), versão adaptada da exposição A Guerra Guardada: fotografia de soldados portugueses em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique (1961-74), de que foi curadora com Maria José Lobo Antunes, no Museu do Aljube, Lisboa (2022). Em 2015 foi co-curadora de Uma Delicada Zona de Compromisso (UDZC), exposição a partir da obra do antropólogo, cineasta e escritor Ruy Duarte de Carvalho (1941-2010).
Concebeu o sítio virtual: www.hisfotant.org, dedicado à história da fotografia etnográfica e ao cinema em Angola numa perspectiva de longa duração. É autora de documentários e ensaios visuais, um catálogo de museu, uma caderneta de apoio à alfabetização rural em olunyaneka, artigos em revistas com arbitragem científica, tendo ainda co-editado A Guerra Guardada (2024, Tinta da China).
Lecciona no Programa de Doutoramento em Antropologia do ICS-ULisboa (DANT). Foi docente convidada no Mestrado em Sustentabilidade e no Mestrado em Comunicação de Ciência, da Universidade de Lisboa e leccionou, em universidades nacionais e internacionais, nas áreas da cultura material, antropologia visual, metodologias visuais e realização de ficção e documentário.
As suas pesquisas foram financiadas pela FCT, pela Comissão Europeia, pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Cinemateca Portuguesa.
Foi investigadora pós-doutorada CEEC e Marie Curie (Comissão Europeia), e bolseira FCT de doutoramento e de pós-doutoramento. É doutorada em Antropologia Social com Meios Visuais (2015, Universidade de Manchester, Reino Unido, Bolseira da FCT), tendo defendido uma tese sobre produção local e recolha transnacional de bonecas artesanais no Sudoeste de Angola rural bem como uma versão de 63 minutos do filme Fazer pela Vida na Estação Seca [Making a Living in the Dry Season]. Possui uma pós-graduação em Realização de Documentário (2006, Universidade Lusófona) e é licenciada em Antropologia (2003, ISCTE).
Palavras-Chave: Antropologia; Pós-colonialismo; Cultura Visual; Cultura Material; Arquivos; Angola.
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