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A Situação Social em Portugal 1960-1999, vol. II
Este segundo volume de A Situação Social em Portugal começa por ser uma actualização do anterior. Os dois capítulos designados «Os indicadores sociais», preparados, uma vez mais, com a colaboração de Clara Valadas Preto, incluem as séries estatísticas então publicadas, mas completadas com mais uns anos disponíveis e melhoradas no que foi possível. Além disso, foram incluídos novos indicadores, como, por exemplo, os relativos às empresas existentes em Portugal e respectivos trabalhadores.
Orientações perante as Desigualdades Sociais
Neste volume o ICS divulga os dados referentes ao inquérito do ISSP, realizado em 1999, sobre as atitudes perante as desigualdades sociais.
Sindicatos contra Salazar
Em 18 de Janeiro de 1934 eclode, em vários pontos do país, uma «Greve Geral Revolucionária» contra o salazarismo. Não podendo contar com a participação da corrente republicana, a revolta é sufocada. Várias foram as interpretações propostas por estudiosos, sindicalistas e políticos. Mas, após o 25 de Abril, o «18 de Janeiro» transforma-se em grande mito revolucionário comunista. Este livro é o resultado da leitura minuciosa de quanto se escreveu, desde então, sobre tão importante acontecimento feito lenda.
A Invenção Democrática
As conferências do ciclo «A Invenção Democrática», organizado pela Fundação Mário Soares, trouxeram a Portugal uma dúzia de pensadores e académicos mundialmente prestigiados. Apesar da variedade dos seus pontos de vista, a preocupação comum foi da maior actualidade: as condições do futuro da democracia. A democracia nunca está adquirida. É uma permanente invenção. À democracia parece aplicar-se justamente a ideia de eterno recomeço. E da constante renovação.
Atitudes e Práticas Religiosas dos Portugueses
Dando continuidade à parceria iniciada em 97, divulgam-se neste volume os dados referentes ao inquérito sobre atitudes e práticas religiosas. O inquérito abrange as seguintes dimensões analíticas da sociologia da religião: as crenças, as práticas, o conhecimento, a experiência e a pertença. Existem ainda indicadores de crenças populares, ascendências e socializações religiosas, representações dos papéis da Igreja e da religião, atitudes de vida, éticas e moralidades.
Trabalho e Cidadania
Este livro constitui a primeira edição do Inquérito às Atitudes Sociais dos Portugueses. Nele são focadas dimensões centrais para o estudo dos valores, atitudes e comportamentos sociais perante o trabalho e a cidadania política. Com base no inquérito do ISSP de 97, sobre as orientações perante o trabalho, os resultados obtidos em Portugal são analisados e comparados com os obtidos em Espanha, na Hungria, na Alemanha e na Suécia. Procede-se, ainda, a uma reflexão sobre o exercício da cidadania política em Portugal.
Antologia Sociológica
Com esta Antologia Sociológica, a Imprensa de Ciências Sociais pretende recordar e prestar homenagem a Adérito Sedas Nunes, sociólogo, professor, fundador do ICS e da revista Análise Social. Verdadeiro pioneiro, em Portugal, dos estudos sociológicos contemporâneos numa época em que até o nome da disciplina era banido, Sedas Nunes foi um dos mais lúcidos espíritos da academia portuguesa do seu tempo. As suas atentas observações da sociedade ainda hoje valem pelo rigor e pela riqueza das suas análises.
Trajectos
Verdadeira monografia local, este trabalho procura também situar uma freguesia das Beiras no contexto mais vasto da sociedade rural portuguesa. São estudados, em pormenor, os principais eixos de estruturação das relações sociais, a propriedade e o parentesco, assim como as suas ligações com o sistema religioso e as formas de distribuição do poder. O âmbito cronológico cobre quase dois séculos de história, desde a implantação do regime liberal até à actualidade.
Os Sons do Silêncio
Tradicionalmente, a historiografia tem atribuído o fracasso das medidas abolicionistas de 1836-1839 (sob Sá da Bandeira) à resistência colonial, à penúria de meios de acção e à inexistência de sentimentos abolicionistas em Portugal. São verdades incompletas, sobretudo quanto ao último factor. A sugestão de que existiria um vazio de opinião ou uma indiferença relativamente ao problema é enganadora. Na verdade, a cultura portuguesa dos anos 30 incluía uma muito evidente tolerância perante o tráfico de escravos. E era dominante a opinião contrária à sua supressão.
Ambiente e Emprego
Qual a relação existente entre ambiente e emprego? Contribuirá o primeiro, através das políticas ambientais, para destruir postos de trabalho em unidades incapazes de evoluírem para formas de produção mais exigentes, agravando o desemprego, inviabilizando a sobrevivência de algumas empresas e afugentando outras para localizações mais favoráveis? Ou, pelo contrário, a preocupação recente pelas questões ambientais constitui uma fonte de criação de «empregos verdes», como resposta a novas exigências comunitárias e nacionais, novas procuras sociais e novas oportunidades de negócio?



