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Diversidade e Assimetrias
A ruptura com a concepção mítica de um modelo uniforme de desenvolvimento industrial centrado na grande indústria e na mecanização permitiu interpretar a evolução do meio empresarial face às grandes mudanças do mercado internacional do trabalho e a forma de articulação entre o mundo rural e o urbano. Foram a diversidade e as assimetrias da actividade económica e social que interessaram a autora. Entre os estudos recentes e inéditos e outros publicados há muito tempo existem elos de continuidade quanto à abordagem e às preocupações subjacentes.
As Gazetas e os Livros
Como se processou a divulgação do texto impresso em Portugal na primeira metade do século XVIII? Quais os seus protagonistas? A que conflitos deu origem? Este livro, resultado de uma investigação sobre os anúncios de livros da Gazeta de Lisboa, dá origem a uma reflexão sobre a história do periódico, a qual, espera-se, permite compreender melhor o mundo das gazetas e dos livros da época de D. João V e D. José.
Famílias de Alfama
A autora conduziu, durante vários anos, um projecto de investigação no bairro histórico de Alfama. Um dos seus principais esforços foi o de tentar conhecer e caracterizar a respectiva população e seus traços específicos. A pesquisa deteve-se particularmente na existência de numerosas famílias alargadas e múltiplas que residem no bairro, a maior parte das quais em habitações inadequadas a essas estruturas familiares.
A Regeneração sob o Signo do Consenso
A história política do Portugal oitocentista, sobre tudo do período da Regeneração (1851-1890), permanece ainda largamente por fazer. Neste livro considera-se que o pronunciamento do duque de Saldanha, de Abril de 1851, marca o início de um período político importante e com identidade própria. Estabelece-se uma lógica política centrista e os conceitos de reconciliação e de consenso suprapartidário ganham adeptos.
Antropologia e Império
O que foi, na época forte da expansão imperial europeia, o colonialismo português? Que relação existiu entre as formas de poder colonial e a antropologia desse período? Confrontando perspectivas recentes dos estudos pós-coloniais e dos estudos sociais da ciência, o autor analisa as práticas de conhecimento antropológico das populações coloniais, concentrando-se num caso: a campanha de pacificação da região de Satari, Goa, em 1895-1896, merecendo especial relevo as investigações de «antropologia física» então realizadas na Índia pelo capitão de infantaria Artur da Fonseca Cardoso.
Religião e Bioética
Este livro constitui o segundo volume temático das Atitudes Sociais dos Portugueses. Os textos nele incluídos focam vários aspectos da religiosidade dos portugueses. Com base no inquérito do ISSP de 1998, os resultados obtidos em Portugal são comparados com os de outros países, sendo dada particular atenção às crenças, às práticas, à experiência, à pertença e ao conhecimento religiosos. São ainda analisados indicadores reveladores de crenças populares, ascendências e socializações religiosas, representações e atitudes em relação aos desempenhos da Igreja e ao papel da religião.
Liberalismo: o Antigo e o Novo
Os autores que participam neste volume procuram avaliar de que modo certos traços e características do liberalismo antigo se harmonizam com os seus substitutos modernos. Os autores divergem amplamente nas suas abordagens analíticas e nas suas conclusões, mas são unânimes num ponto: não existe uma única tradição de liberalismo nem uma filosofia liberal unitária. Existem, pelo contrário, muitos liberalismos, com noções concorrentes de bem e variadas concepções sobre as melhores disposições institucionais e práticas sociais.
Do Cisma ao Convénio: Estado e Igreja de 1831 a 1848
O tema deste livro é o corte de relações, nunca oficializado, entre o Estado português e a Santa Sé no início dos anos 30 do século XIX. Trata-se de um longo e complexo processo que decorre em dois períodos distintos. No primeiro estava em jogo algo essencial para a estabilização do regime constitucional: o reconhecimento do trono de D. Maria II pela cúria e o acordo entre as duas partes sobre a legtimidade dos bispos. No segundo, que culminou na assinatura do Convénio de Outubro de 1848, o que estava em causa era essencialmente a retoma da tradição concordatária interrompida.
Comunicação, Conhecimento Colectivo e Inovação
Até que ponto a proximidade física e a aglomeração geográfica proporcionam formas mais ricas de comunicação, facilitando o conhecimento e a inovação? E em que medida pode a acção pública estimular a consolidação de meios territoriais mais favoráveis à mudança baseada em processos colectivos de aprendizagem? Estas são as duas questões a que os autores deste livro procuram responder.
As Guerras Coloniais Portuguesas e a Invenção da História
«Desordem de stress pós-traumático»: é com este termo que hoje mais se refere a experiência da guerra colonial portuguesa, designadamente, para os que a viveram, as suas consequências. É também deste modo que se reinventa a respectiva história. Este livro ocupa-se do modo como as acções human as são redefinidas. Ao pensarmos nas guerras coloniais, depressa compreendemos que se assiste hoje, no espaço público, à constante reapreciação dos seus sentidos e que estes são organizados segundo vocabulários socialmente legítimos.



