Português
Os Circos não Existem
Tanto se fala de um circo que tão mal se conhece! Quase não se fala do circo sem nostalgia. Contudo, quase ninguém pode responder a uma simples pergunta: por trás do espectáculo, que são os circos? Joana Afonso fez esta pergunta e foi viver com um circo para poder responder. E descobriu que «os circos não existem». Mas, claro, existem pessoas e famílias de circo. É delas que nos fala este estudo pioneiro em Portugal.
Na Posse da Palavra
Portugal e Brasil conheceram, durante longos períodos, regimes autoritários. Nesses anos, tentaram fixar-se, de cada país, imagens oficiais harmónicas e tradicionalistas. Mas, nos subterrâneos da vida social, outras forças, destinadas a serem agentes de mudanças profundas, estavam operando. Os Pentecostais podem incluir-se nessas forças. Neste livro, a antropóloga Clara Mafra examina uma importante manifestação. A Igreja Universal Reino de Deus é hoje uma presença forte em todo o Brasil, considerado o maior país católico do mundo, mas também está em Portugal.
Ambiente e Desenvolvimento
O ICS divulga os dados referentes ao inquérito sobre ambiente e desenvolvimento realizado em 2000.O inquérito abrange as seguintes dimensões analíticas: práticas ambientais - disponibilidade para custear a protecção do ambiente; comportamentos pró-ambientais; comportamentos de participação ambiental; conhecimentos - conhecimentos científicos gerais e conhecimentos específicos; atitudes acerca do ambiente - crenças, preocupações e atitudes face a diversos aspectos relacionados com o ambiente.
O Século XIX Português
O Parlamento Português: uma reforma necessária
Nesta obra, galardoada com o Prémio Adelino Amaro da Costa, um conjunto de investigadores ligados às Ciências Sociais e ao Direito Constitucional procede a uma análise do perfil jurídico-institucional e funcional da Assembleia da República. Em seguida, abordam-se os padrões de recrutamento dos deputados e caracteriza-se a elite parlamentar, analisa-se a evolução do estatuto dos deputados e da natureza da representação parlamentar e faz-se ainda uma avaliação da imagem do Parlamento junto da opinião pública.
Da Legislação à Legitimação
A reforma do parlamento é um tema recorrente na opinião pública portuguesa, o que sugere talvez a existência de um mal-estar. E, no entanto, os estudos sobre a Assembleia da República escasseiam. Espera-se com este livro contribuir para um conhecimento mais aprofundado e integrado do nosso parlamento. Analisam-se, assim, os principais vectores de transformação da Assembleia desde a sua constituição em 1976.
A Segunda Ascensão e Queda de Costa Cabral, 1847-1851
Derrubado, em 1846, pela Maria da Fonte e banido, em 1847, na sequência da guerra civil da Patuleia, Costa Cabral regressa ao poder em Junho de 1849, com a anuência tácita do exército e o apoio expressivo da rainha. Menos de dois anos depois, é derrubado do poder em virtude de um pronunciamento militar dirigido pelo duque de Saldanha. Entre as várias razões que determinaram o fracasso, a principal reside no facto de que, na viragem da década de 40 para 50, a hora de Cabral e a oportunidade do cabralismo já tinham passado.
João Franco e o Fracasso do Reformismo Liberal, 1884-1908
João Franco (1855-1929) foi o mais controverso chefe político português do princípio do século XX. O seu governo (1906-1908) acabou tragicamente, com o assassinato do rei D. Carlos. Esta é a primeira reinterpretação do chamado «franquismo» feita a partir de fontes de arquivo, na maior parte inéditas, e da consulta sistemática da imprensa da época.
Eça: o Regresso Impossível
O desejo de Eça de Queirós de regressar à pátria, especialmente às serras, foi um mito divulgado durante décadas. Em 1872, quando partiu para o primeiro posto consular, percebera já que os seus romances seriam melhores se escritos em países culturalmente ricos. Queixou-se, é verdade, da solidão, do clima e da falta de conversa. Mas sabia ser esse o preço a pagar pelo silêncio de que necessitava. Na realidade, nunca quis terminar a vida num exílio bucólico, mas numa cidade europeia. Deus fez-lhe a vontade. Morreria em Paris a 16 de Agosto de 1900.
Salazarismo e Cultura Popular (1933-1958)
A política cultural do Estado Novo tinha subjacente a vontade de transformar a cultura do povo. A sua intervenção fez-se sentir sobretudo nas Casas do Povo, nos ranchos folclóricos, no artesanato, nos museus etnográficos, na literatura popular e nas marchas populares (criadas em Lisboa mas depois disseminadas por todo o país, incluindo as colónias).



