Cidade e Cidadania em Portugal

Cidade e Cidadania em Portugal

Este projecto integra-se na maior rede de investigação mundial sobre valores políticos e poder local, a rede FAUI (Fiscal Austerity and Urban Innovation) (veja-se "Parcerias e Redes Internacionais"), iniciada pela Universidade de Chicago. Trata-se de uma rede internacional que tem vindo a acompanhar desde os anos 70 a emergência e desenvolvimento da chamada "Nova Cultura Política" (NCP). Esta NCP caracteriza-se pela articulação de um certo liberalismo social (tolerância) com conservadorismo fiscal (desconfiança face ao Estado Providência). Terá surgido pela primeira vez nos anos 70, em algumas cidades norte-americanas, tendo vindo a ganhar expressão desde então em resultado do processo de globalização económica e cultural. A literatura disponível sugere que os representantes políticos a nível local estarão entre os primeiros agentes sociais a aderir à NCP, bem como a formular políticas públicas no seu âmbito.

É necessário ter em conta que a "Nova Cultura Política" encerra um conjunto de valores sociais e políticos tipicamente associado uma elite urbana, de classe média alta. Isto é, embora os agregados urbanos sejam máquinas de produção de riqueza, eles também produzem e expandem desigualdades. Por conseguinte, este projecto inclui um estudo de caso sobre o processo de segregação económica urbana em curso no concelho de Cascais.

Estatuto: 
Entidade participante
Financiado: 
Não
Rede: 
rede FAUI (Fiscal Austerity and Urban Innovation)
Keywords: 
Cidadania, Participação Política

Este projecto integra-se na maior rede de investigação mundial sobre valores políticos e poder local, a rede FAUI (Fiscal Austerity and Urban Innovation) (veja-se "Parcerias e Redes Internacionais"), iniciada pela Universidade de Chicago. Trata-se de uma rede internacional que tem vindo a acompanhar desde os anos 70 a emergência e desenvolvimento da chamada "Nova Cultura Política" (NCP). Esta NCP caracteriza-se pela articulação de um certo liberalismo social (tolerância) com conservadorismo fiscal (desconfiança face ao Estado Providência). Terá surgido pela primeira vez nos anos 70, em algumas cidades norte-americanas, tendo vindo a ganhar expressão desde então em resultado do processo de globalização económica e cultural. A literatura disponível sugere que os representantes políticos a nível local estarão entre os primeiros agentes sociais a aderir à NCP, bem como a formular políticas públicas no seu âmbito.

É necessário ter em conta que a "Nova Cultura Política" encerra um conjunto de valores sociais e políticos tipicamente associado uma elite urbana, de classe média alta. Isto é, embora os agregados urbanos sejam máquinas de produção de riqueza, eles também produzem e expandem desigualdades. Por conseguinte, este projecto inclui um estudo de caso sobre o processo de segregação económica urbana em curso no concelho de Cascais.

Objectivos: 
<p>O projecto "Cidade e Cidadania em Portugal" tem dois objectivos distintos. Em primeiro lugar, pretende-se analisar a prevalência dos valores políticos associados à chamada "Nova Cultura Política" entre os autarcas da Área Metropolitana de Lisboa, uma vez que a literatura disponível demonstra que estes estão entre os seus principais agentes disseminadores. O segundo objectivo é o de analisar os efeitos sociais e políticos de processos de privatização do espaço urbano e da sua segregação física, económica e social que nos últimos anos ganharam crescente expressão no nosso país, muito especialmente na AML e, em particular, no concelho de Cascais. Como tal, este projecto pretende efectuar uma comparação entre os valores sociais e políticos, bem como os níveis e modalidades de participação cívica, dos residentes em condomínios fechados/ condomínios privados, bairros de habitação social e população em geral, de forma a analisar os impactos deste tipo de segregação.</p>
State of the art: 
Frank Lloyd Wright, one of America?s greatest architects, once said that, ?Form follows function ? that has been misunderstood. Form and function should be one, joined in a spiritual union?. This remark by Wright is one of those statements to which we would certainly grant our approval. The physical form of our cities should indeed join ?in a spiritual union? the functions human beings expect them to perform. Truth be told, this has been the case for most of the functions a city is expected to perform. In most of the developed countries, cities are privileged places in terms of means of transportation, housing, health care, education, and shopping facilities. Not to mention economically related activities, with office space being one of the most important defining features of modern metropolis. There is, however, one function that the city is supposed to perform but that contemporary practices of city-building are utterly denying; we refer to the rights of citizenship, the exercise of which makes us autonomous and free citizens. If form and function are indeed to be joined in a spiritual union, as Wright suggests, then the civic form should meet halfway with civic participation. This is the insight we wish to pursue in the course of the research project we hereby submit, mobilizing theoretical and methodological resources from several scientific disciplines, namely political science and political theory, urban sociology and political geography. <br />A recent promising line of research conciliates Weber and Simmel?s concern with the normative dimensions of urban experience with Chicago?s ecological theory?s concern with the spatial features and evolution tendencies of urban areas. We refer to the critical urban studies agenda being developed by political scientists and theorists (e.g., James Tong and Susan Bickford), political geographers (e.g., David Harvey and Richard Peet), and urban sociologists (e.g., Manuel Castells and Claude S. Fischer). Our own perspective is somewhat indebted to this variant of critical theory insofar it emphasizes the link between civic form and civic participation, that is, the relation between the architectonic or spatial configuration of urban areas (civic form) and the political behaviour and civic values of the citizenry living in those areas.
Mónica Brito Vieira
Susana Cabaço
Coordenador ICS 
Data Inicio: 
01/02/2007
Data Fim: 
01/02/2010
Duração: 
36 meses
Concluído