Arquivos coloniais nativos: Micro-histórias e comparações

Arquivos coloniais nativos: Micro-histórias e comparações

Este projecto examinará as práticas nativas de produção, preservação e circulação de documentação escrita e registos arquivísticos em situação colonial, em Angola, Goa e Timor Leste.Tomamos como hipótese central que a história conjunta do colonialismo europeu (nomeadamente o português) e sua ligação às sociedades nativas deve atender à proliferação de culturas arquivísticas, modos de literacia, e práticas de escrita de base ‘indígena’, até hoje quase desconhecidas pela historiografia. O projecto irá inquirir como e porquê se formam e reproduzem culturas nativas de escrita, mediação letrada, e guarda de documentação no contexto de interacções coloniais; como se configuram em relação, quer com repertórios culturais e formas de governo propriamente nativos, quer com histórias de colonização, comércio, conquista, evangelização e administração; e considerará enfim os modos como os próprios colonizadores se relacionaram com estas diversas formas culturais ao longo do tempo.

Estas questões traduzir-se-ão num grupo de estudos micro-históricos sobre a vida social de documentos coloniais nativos e seus usos políticos, rituais, e sociais em diferentes comunidades de África e Ásia no império português: comunidades de aldeias na Ásia do Sul (Goa); reinos nativos no arquipélago Indonésio (Timor Leste); e estados africanos (sobados) em África Ocidental (Angola).

 

INDICO é financiado por fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto “PTDC/HAR-HIS/28577/2017”

 

Estatuto: 
Entidade proponente
Financiado: 
Sim
Entidades: 
Fundação para a Ciência e Tecnologia
Keywords: 

Arquivos, Escrita, Colonialismo, Império português

Este projecto examinará as práticas nativas de produção, preservação e circulação de documentação escrita e registos arquivísticos em situação colonial, em Angola, Goa e Timor Leste.Tomamos como hipótese central que a história conjunta do colonialismo europeu (nomeadamente o português) e sua ligação às sociedades nativas deve atender à proliferação de culturas arquivísticas, modos de literacia, e práticas de escrita de base ‘indígena’, até hoje quase desconhecidas pela historiografia. O projecto irá inquirir como e porquê se formam e reproduzem culturas nativas de escrita, mediação letrada, e guarda de documentação no contexto de interacções coloniais; como se configuram em relação, quer com repertórios culturais e formas de governo propriamente nativos, quer com histórias de colonização, comércio, conquista, evangelização e administração; e considerará enfim os modos como os próprios colonizadores se relacionaram com estas diversas formas culturais ao longo do tempo.

Estas questões traduzir-se-ão num grupo de estudos micro-históricos sobre a vida social de documentos coloniais nativos e seus usos políticos, rituais, e sociais em diferentes comunidades de África e Ásia no império português: comunidades de aldeias na Ásia do Sul (Goa); reinos nativos no arquipélago Indonésio (Timor Leste); e estados africanos (sobados) em África Ocidental (Angola).

 

INDICO é financiado por fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto “PTDC/HAR-HIS/28577/2017”

 

Parceria: 
Não Integrado
Catarina Madeira Santos

INDICO

Coordenador 
Data Inicio: 
01/10/2018
Data Fim: 
30/09/2022
Duração: 
48 meses
Em curso