Um conto de dois vinhos:produção e usos sociais do vinho português
Um conto de dois vinhos:produção e usos sociais do vinho português
Este projecto procura desenvolver uma história social e uma etnografia da produção e consumo de vinho português. Produto elementar da economia agrícola e dos padrões de consumo nacionais, o vinho, como objecto de investigação, possibilita a exploração de um conjunto vasto de processos históricos e sociais. Neste projecto, a pesquisa histórica e antropológica e os debates teóricos por ela suscitados, serão estruturados a partir do estudo de dois tipos de vinhos com percursos e usos distintos: um vinho "pobre", de feitura tradicional, produzido na periferia de Lisboa, historicamente consumido por classes trabalhadoras urbanas e rurais; e um vinho "rico" novo, distinto do tipo de vinhos de qualidade, como o Porto o Madeira ou o Colares, entre outros, que Portugal sempre produziu. Este último vinho é resultado de um forte investimento económico e tecnológico, característico do período posterior à adesão de Portugal à União Europeia, e é dirigido a classes médias e altas e também ao mercado de exportação, num contexto em que a economia e a "cultura do vinho" se globalizaram. O método comparativo pretende questionar os processos de formação de gosto com o desenvolvimento de um mercado específico de práticas económicas e sociais.
Antropologia da alimentação,
Classes sociais,
Estilos de vida,
Comensalidade
Este projecto procura desenvolver uma história social e uma etnografia da produção e consumo de vinho português. Produto elementar da economia agrícola e dos padrões de consumo nacionais, o vinho, como objecto de investigação, possibilita a exploração de um conjunto vasto de processos históricos e sociais. Neste projecto, a pesquisa histórica e antropológica e os debates teóricos por ela suscitados, serão estruturados a partir do estudo de dois tipos de vinhos com percursos e usos distintos: um vinho "pobre", de feitura tradicional, produzido na periferia de Lisboa, historicamente consumido por classes trabalhadoras urbanas e rurais; e um vinho "rico" novo, distinto do tipo de vinhos de qualidade, como o Porto o Madeira ou o Colares, entre outros, que Portugal sempre produziu. Este último vinho é resultado de um forte investimento económico e tecnológico, característico do período posterior à adesão de Portugal à União Europeia, e é dirigido a classes médias e altas e também ao mercado de exportação, num contexto em que a economia e a "cultura do vinho" se globalizaram. O método comparativo pretende questionar os processos de formação de gosto com o desenvolvimento de um mercado específico de práticas económicas e sociais.






