SOCSCI Sociedades Científicas na Ciência Contemporânea

SOCSCI Sociedades Científicas na Ciência Contemporânea

Este projecto de investigação tem por objectivo compreender o papel das associações científicas na ciência contemporânea. Centrado no caso do sistema científico português, pretende explorar em paralelo as funções e actividades das associações e as práticas associativas dos cientistas. Uma análise exploratória da bibliografia existente revelou que, ainda que as associações e as comunidades científicas tenham recebido uma atenção considerável por parte da investigação em ciências sociais, não se pode dizer o mesmo da articulação entre estes dois temas. As associações científicas têm sido estudadas quase exclusivamente em termos históricos e pouco se sabe sobre o seu papel actual no funcionamento dos sistemas científicos, nas carreiras científicas, na investigação, na comunicação entre cientistas ou na ligação entre ciência e sociedade. Este projecto pretende preencher esta lacuna, através de uma abordagem bipartida. Por um lado, será realizado um recenseamento das associações científicas portuguesas actualmente existentes, a partir do qual será extraída uma amostra de organizações. Estas associações serão então sujeitas a uma análise em profundidade, através de recolha documental, entrevistas com membros dos corpos dirigentes, observação em eventos e um inquérito por questionário aplicado aos seus membros. A finalidade destes procedimentos é obter informação sobre as actividades das associações, o seu funcionamento interno, os seus recursos e limitações, como se articulam com outras associações e outras instituições do sistema científico e ainda que papéis desempenham em algumas áreas específicas: o aconselhamento de políticas, a ligação com o meio empresarial, as relações entre ciência e sociedade, a responsabilidade social dos cientistas. Esta fase do projecto será ainda complementada com dois estudos de caso de natureza essencialmente histórica, mas com relevância para a situação actual. Por outro lado, será aplicado um inquérito por questionário a uma amostra estratificada de investigadores radicados em instituições portuguesas. Pretende-se aqui recolher informação sobre a sua pertença associativa e respectivas representações. A finalidade principal é avaliar o papel que as associações desempenham na carreira, nas práticas de investigação e na mediação entre os cientistas individuais e as estruturas colectivas mais amplas (a sua disciplina, a comunidade científica, a sociedade, o sector empresarial, o Estado). A combinação destes diferentes procedimentos metodológicos, quantitativos e qualitativos, tem por objectivo conduzir a uma compreensão mais profunda e profícua do problema de investigação em análise. No decurso deste projecto será utilizada uma definição abrangente de associações científicas, que inclui as instituições privadas sem fins lucrativos vocacionadas para fins profissionais ou disciplinares, para o activismo laboral, para a cultura científica, para o estabelecimento de laços entre o meio académico e a indústria, para as redes de diáspora, etc. O objectivo principal deste projecto é gerar conhecimento novo sobre um tema que tem sido bastante negligenciado. Este tópico particular deve ainda servir para estimular a reflexão e a discussão em torno de questões mais vastas, como a necessidade de construir pontes dentro da comunidade científica e com a sociedade em geral. Ainda que se concentre num caso nacional, pensamos que terá relevância para a comunidade internacional dos estudos sociais da ciência, visto que se espera que os seus resultados tenham validade além-fronteiras e que possam ser usados em futuros estudos comparativos. E ainda que as associações científicas ocupem um lugar relativamente menor num campo que é dominado por outro tipo de instituições, esta pesquisa deverá permitir realçar o trabalho destas organizações, aproximando um pouco mais a ciência e a sociedade, e contribuir para a tomada de decisão a diferentes níveis (nas políticas de C&T, nas estratégias e actividades das associações, nas opções dos investigadores). De forma a cumprir estes objectivos, está prevista uma divulgação alargada dos resultados de investigação, tanto nos círculos académicos como para o público em geral, através de várias acções de comunicação pública de ciência. A equipa de investigação reunida para este projecto é maioritariamente composta por investigadores nas fases iniciais da carreira, mas que já detêm uma experiência considerável na participação em projectos anteriores e em investigação autónoma ao nível pós-graduado. Este projecto beneficia ainda do aconselhamento de investigadores seniores, que participam na qualidade de consultores. A diversidade de disciplinas das ciências sociais e de instituições envolvidas representa também uma mais-valia para o projecto.

O projecto é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (PTDC/CS-ECS/101592/2008) e conta com a participação do CIES-IUL e SOCIUS-ISEG.

Estatuto: 
Entidade proponente
Financiado: 
Não
Entidades: 
Fundação para a Ciência e Tecnologia
Keywords: 

Associações Científicas; Comunidade Científica; Cientistas; Associativismo

Este projecto de investigação tem por objectivo compreender o papel das associações científicas na ciência contemporânea. Centrado no caso do sistema científico português, pretende explorar em paralelo as funções e actividades das associações e as práticas associativas dos cientistas. Uma análise exploratória da bibliografia existente revelou que, ainda que as associações e as comunidades científicas tenham recebido uma atenção considerável por parte da investigação em ciências sociais, não se pode dizer o mesmo da articulação entre estes dois temas. As associações científicas têm sido estudadas quase exclusivamente em termos históricos e pouco se sabe sobre o seu papel actual no funcionamento dos sistemas científicos, nas carreiras científicas, na investigação, na comunicação entre cientistas ou na ligação entre ciência e sociedade. Este projecto pretende preencher esta lacuna, através de uma abordagem bipartida. Por um lado, será realizado um recenseamento das associações científicas portuguesas actualmente existentes, a partir do qual será extraída uma amostra de organizações. Estas associações serão então sujeitas a uma análise em profundidade, através de recolha documental, entrevistas com membros dos corpos dirigentes, observação em eventos e um inquérito por questionário aplicado aos seus membros. A finalidade destes procedimentos é obter informação sobre as actividades das associações, o seu funcionamento interno, os seus recursos e limitações, como se articulam com outras associações e outras instituições do sistema científico e ainda que papéis desempenham em algumas áreas específicas: o aconselhamento de políticas, a ligação com o meio empresarial, as relações entre ciência e sociedade, a responsabilidade social dos cientistas. Esta fase do projecto será ainda complementada com dois estudos de caso de natureza essencialmente histórica, mas com relevância para a situação actual. Por outro lado, será aplicado um inquérito por questionário a uma amostra estratificada de investigadores radicados em instituições portuguesas. Pretende-se aqui recolher informação sobre a sua pertença associativa e respectivas representações. A finalidade principal é avaliar o papel que as associações desempenham na carreira, nas práticas de investigação e na mediação entre os cientistas individuais e as estruturas colectivas mais amplas (a sua disciplina, a comunidade científica, a sociedade, o sector empresarial, o Estado). A combinação destes diferentes procedimentos metodológicos, quantitativos e qualitativos, tem por objectivo conduzir a uma compreensão mais profunda e profícua do problema de investigação em análise. No decurso deste projecto será utilizada uma definição abrangente de associações científicas, que inclui as instituições privadas sem fins lucrativos vocacionadas para fins profissionais ou disciplinares, para o activismo laboral, para a cultura científica, para o estabelecimento de laços entre o meio académico e a indústria, para as redes de diáspora, etc. O objectivo principal deste projecto é gerar conhecimento novo sobre um tema que tem sido bastante negligenciado. Este tópico particular deve ainda servir para estimular a reflexão e a discussão em torno de questões mais vastas, como a necessidade de construir pontes dentro da comunidade científica e com a sociedade em geral. Ainda que se concentre num caso nacional, pensamos que terá relevância para a comunidade internacional dos estudos sociais da ciência, visto que se espera que os seus resultados tenham validade além-fronteiras e que possam ser usados em futuros estudos comparativos. E ainda que as associações científicas ocupem um lugar relativamente menor num campo que é dominado por outro tipo de instituições, esta pesquisa deverá permitir realçar o trabalho destas organizações, aproximando um pouco mais a ciência e a sociedade, e contribuir para a tomada de decisão a diferentes níveis (nas políticas de C&T, nas estratégias e actividades das associações, nas opções dos investigadores). De forma a cumprir estes objectivos, está prevista uma divulgação alargada dos resultados de investigação, tanto nos círculos académicos como para o público em geral, através de várias acções de comunicação pública de ciência. A equipa de investigação reunida para este projecto é maioritariamente composta por investigadores nas fases iniciais da carreira, mas que já detêm uma experiência considerável na participação em projectos anteriores e em investigação autónoma ao nível pós-graduado. Este projecto beneficia ainda do aconselhamento de investigadores seniores, que participam na qualidade de consultores. A diversidade de disciplinas das ciências sociais e de instituições envolvidas representa também uma mais-valia para o projecto.

O projecto é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (PTDC/CS-ECS/101592/2008) e conta com a participação do CIES-IUL e SOCIUS-ISEG.

Objectivos: 
<p>Este projecto de investigação constrói-se em torno de uma questão central: que papel desempenham as sociedades científicas na ciência contemporânea em Portugal? Pretende-se simultaneamente traçar um panorama das sociedades científicas em Portugal e estudar o comportamento associativo e respectivas representações dos cientistas portugueses, de forma a compreender o lugar das associações científicas a diferentes escalas: na sociedade portuguesa, no sistema de ciência e tecnologia português, em disciplinas científicas específicas, nas carreiras dos cientistas e na própria investigação científica. </p><p>A investigação acerca das sociedades científicas visa promover não só o conhecimento destas organizações mas também o debate de vários temas, como o aconselhamento científico da tomada de decisão política, os laços entre a ciência e a sociedade (compreensão pública da ciência, ligações entre ciência e empresas), a internacionalização da ciência, a regulação do trabalho científico, a responsabilidade social dos cientistas.</p>
State of the art: 
<p>Associations have been a classical theme in sociology almost since its beginning as a scientific discipline, but it has largely been restricted to the sphere of political sociology. Countless studies have dealt with the social roles of associations or nongovernmental organisations as mediators between social groups and society and the Government, as means to aggregate interests, channel collective action, exert pressure, pursue collective goals. </p><p>However, scientific societies or associations are quite an under-researched issue. On the one hand, science studies have so far paid much more attention to non-formalised collectives in science: the &quot;republic of science&quot; of Polanyi, the &quot;scientific community&quot; of Hagstrom and Merton, the &quot;invisible colleges&quot; of Crane, the &quot;epistemic communities&quot; of Knorr-Cetina, the &quot;scientific field&quot; of Bourdieu. </p><p>On the other hand, existing international literature focuses mainly on the historical dimension of scientific societies, such as their role in the birth of modern science (see Shapin 1996, for instance) or the genealogy of individual institutions, such as the Royal Society, although the theories on the Mode 2 knowledge production (Gibbons et al 1994) postulate the increasing heterogeneity and organisational diversity of institutions involved in science. Other studies briefly mention the (often minor) role of scientific societies in areas such as the public understanding of science (Gregory and Miller 1998), academic labour activism (Raman 2000), the development of scientific disciplines (Shofer 2003), the &quot;boundary-work&quot; of scientific professions (Gyerin 1995), the internationalisation of science (Crawford et al 1993) or the governance of science (Barke 2003). A few articles can be found discussing the role of scientific associations in establishing codes of conduct and ethics (Iverson et al 2003), in scientific publication (Baldwin 2004) or in policy advice (Scott et al 2008), but some of them have been published in&nbsp; &quot;hard&quot; sciences journals, stemming more from internal reflexivity rather than scientific research itself. </p><p>Currently, only one empirical study focused on the specific issue of scientific societies has been identified: Schimank's (1988) study of German scientific associations. In this work the basic functions of scientific associations were defined as: &quot;communication within disciplines or subdisciplines; professional support for members' careers; representation of collective interests, enabling researchers to come into contact both with each other and with the users of their research (the &lsquo;transfer' function); and the promotion of research and the use of expertise in science policy decisions.&quot; (quoted in Barke 2003: 113). </p><p>Existing Portuguese literature on scientific associations is sparse as well. Matos (1996) has studied the role of nineteen century associations in promoting the dissemination of scientific knowledge and industrial development. Several historical essays have touched upon the past of institutions such as the Academia das Ci&ecirc;ncias of the Sociedade de Geografia de Lisboa. Gon&ccedil;alves&nbsp; (1993) discusses the actions of some scientific associations in the 80's in representing the interests of the scientific community. Works on the development of public understanding of science initiatives in Portugal, some by team members of this research project (Costa et al 2005; Delicado 2006; Concei&ccedil;&atilde;o 2008), contain passing references to the role of scientific associations. A similarly brief mention is made on a study of the profession of biologist (Gon&ccedil;alves and Freire 2009). A major study on professional associations in Portugal (Freire 2004), in which one of the team members of this project participated&nbsp; (Rego 2004), included a few scientific organisations in its sample, but solely professional or disciplinary organisations. </p><p>Regarding individual behaviour (scientists as members of associations), existing international work shows that the highly qualified have high levels of participation in associations (see, for instance, Campbell 2006) and the profile of civic participation is changing, with declining membership in professional organisations and the rise of &quot;new social movements&quot; (Dekker and van den Broek 2005). However, no specific studies have been found on the associative behaviour and representations of scientists. </p><p>Participation in associations has also been extensively studied in Portugal, including work by researchers in this team (Pereira 2002; Delicado 2002 and 2003; Rego 2007), which have been unanimous in verifying the low rates of participation and the frailties of the third sector. However, there have been no studies on the associative behaviour of the scientific community. One of the few studies that has briefly touched this subject is a survey of the Portuguese scientific community (Jesu&iacute;no et al 1995), which concluded that participation in scientific societies was one of the least valued curricular aspects for acknowledging scientific authority. However, this subject was not developed further and this survey is somewhat outdated, since it precedes the astonishing growth of the Portuguese scientific system in the past decade. On the whole, existing knowledge on scientific societies is clearly insufficient, since this research subject is still very underrepresented in international and national literature, so there is ample scope for innovative work. </p><p>&nbsp;</p><p>References </p><p>Baldwin, C. (2004), What do Societies do with their Surpluses?, West Sussex, UK: The Association of Learned and Professional Society Publishers and Blackwell Survey </p><p>Barke, Richard P. (2003), &quot;Politics and Interests in the Republic of Science&quot;, Minerva, 41, </p><p>305-325. </p><p>Campbell, David E. (2006), &quot;What is Education's Impact on Civic and Social Engagement?&quot; in Measuring the Effects of Education on Health and Civic/Social Engagement, eds. Richard Desjardins and Tom Schuller, Paris: Centre for Educational Research and Innovation/OECD, pp. 25-126. </p><p>Concei&ccedil;&atilde;o, Cristina Palma (2008), Ci&ecirc;ncia Viva no Ver&atilde;o 2008: as aprecia&ccedil;&otilde;es expressas pelos participantes, Lisboa: Ci&ecirc;ncia Viva. </p><p>Costa, Ant&oacute;nio Firmino da, Cristina Palma Concei&ccedil;&atilde;o, In&ecirc;s Pereira, Pedro Abrantes and Maria do Carmo Gomes (2005), Cultura Cient&iacute;fica e Movimento Social, Oeiras, Celta Editora. </p><p>Crawford, Elisabeth, Terry Shinn and Sverker S&ouml;rlin (1993), &quot;The nationalization and denationalization of the sciences: an introductory essay&quot;, in Denationalizing Science: The Contexts of International Scientific Practice, eds. E. Crawford, T. Shinn e S. S&ouml;rlin, Dordrecht: Kluwer Academic Publisher, pp. 1-42. </p><p>Delicado, Ana, Ana Nunes de Almeida and Jo&atilde;o Ferr&atilde;o (2002), Caracteriza&ccedil;&atilde;o do voluntariado em Portugal, Lisboa: Comiss&atilde;o Nacional para o Ano Internacional do Voluntariado. </p><p>Delicado, Ana (2003), &quot;A solidariedade como valor social no Portugal contempor&acirc;neo&quot;, in Valores Sociais: mudan&ccedil;a e contrastes em Portugal e na Europa, orgs: J. Vala, M. Villaverde Cabral and A Ramos, Lisboa: Imprensa de Ci&ecirc;ncias Sociais, pp. 199-256 </p><p>Delicado, Ana (2006) &quot;Os museus e a promo&ccedil;&atilde;o da cultura cient&iacute;fica em Portugal&quot;. Sociologia, Problemas e Pr&aacute;ticas. Lisboa. N&ordm; 51, p. 53-72. </p><p>Dekker, P., and A vdn Broek (2005) &quot;Involvement in voluntary associations in North America and Western Europe: Trends and correlates 1981-2000&quot;, Journal of Civil Society, 1(1), pp. 45-59. </p><p>Gibbons, Michael et al (1994), The New Production of Knowledge. The Dynamics of Science and Research in Contemporary Societies, London, Sage. </p><p>Gieryn, Thomas F. (1995), &quot;Boundaries of Science&quot;, in Handbook of Science and Technology Studies, eds: S. Jasanoff, G. E. Markle, J.C. Petersen and T Pinch, London: Sage, pp. 393-443. </p><p>Gon&ccedil;alves, Maria Eduarda, Ana Delicado, Cristiana Bastos, H&eacute;lder Raposo and Mafalda Domingues (2007), Os Portugueses e os novos riscos, Lisboa: Imprensa de Ci&ecirc;ncias Sociais. </p><p>Gon&ccedil;alves, M. E. and Jo&atilde;o Freire (2009), Biologia e Bi&oacute;logos em Portugal: Ensino, Emprego e Sociedade, Lisboa: Esfera do Caos. </p><p>Gregory, Jane and Steve Miller (1998) Science in public: communication, culture and credibility. New York: Plenum Trade. </p><p>Iverson, Margot, Mark S. Frankel and Sanyin Siang (2003), &quot;Scientific societies and research integrity: What are they doing and how well are they doing it?&quot;, Science and Engineering Ethics, 9 (2), June, pp. 141-158. </p><p>Jesu&iacute;no, Jorge Correia et al (1995), A comunidade cient&iacute;fica em Portugal, Oeiras: Celta. </p><p>Matos, Ana Cardoso de (1996) &quot;Sociedades e associa&ccedil;&otilde;es industriais oitocentistas: projectos e ac&ccedil;&otilde;es de divulga&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e incentivos &agrave; actividade empresarial&quot;, An&aacute;lise Social, n.&ordm; 136/137, pp. 397-412 </p><p>Pereira, In&ecirc;s (2002), &quot;Identidades em rede: constru&ccedil;&atilde;o identit&aacute;ria e movimento associativo&quot;, Sociologia, Problemas e Pr&aacute;ticas, 40, pp. 107-121 </p><p>Raman, Sujatha (2000) &quot;From industrial feudalism to industrial capitalism: putting labour back into knowledge politics&quot;, in The future of knowledge production in the academy, eds: M Jacob and T. Hellstrom, Buckingham: Open University Press, pp. </p><p>109-124. </p><p>Rego, Raquel (2004), &quot;Enquadramento jur&iacute;dico e participa&ccedil;&atilde;o social&quot;, in Associa&ccedil;&otilde;es profissionais em Portugal, org. Jo&atilde;o Freire, Oeiras: Celta, pp. 187-224. </p><p>Rego, Raquel (2007), Dirigentes associativos: envolvimento e profissionaliza&ccedil;&atilde;o, disserta&ccedil;&atilde;o de doutoramento em sociologia, ISCTE-Universit&eacute; Lille 1. </p><p>Schimank, Uwe (1988), &quot;Scientific Associations in the German Research System: Results of an Empirical Study', Knowledge in Society, 1, pp. 69-85. </p><p>Schofer, Evan (2003) &quot;The Global Institutionalization of Geological Science,&nbsp; 1800 to 1990&quot;, American Sociological Review, 68 (5), pp. 730-759. </p><p>Shapin, Steven (1996), The Scientific Revolution, Chicago: University of Chicago Press. </p><p>Scott, J. Michael, Janet L. Rachlow and Robert T. Lackey (2008), &quot;The Science- Policy Interface: What Is an Appropriate Role for Professional Societies?&quot;, Bioscience, 58 (9), pp. 865-869. </p><p>Freire, Jo&atilde;o (org.) (2004), As associa&ccedil;&otilde;es profissionais em Portugal, Oeiras:Celta</p>
Parceria: 
Não Integrado
Cristina Palma Conceição
Inês Pereira
Raquel Rego
Luís Junqueira
Patrick Figueiredo
Coordenador ICS 
Referência externa 
PROJ6/2010
Data Inicio: 
01/01/2010
Data Fim: 
01/12/2011
Duração: 
23 meses
Concluído