Filosofia, Medicina e Sociedade
Filosofia, Medicina e Sociedade
A especificidade da medicina no campo dos saberes revela-se, desde logo, no modo como ela se relaciona com a sua história e com as tradições locais. De facto, o progresso extraordinário da medicina desde o início do século XIX - a que não é alheia a fundação do hospital - não tira interesse a procedimentos e representações médicos tradicionais. Diferentemente das outras ciências, o vínculo entre tradição e inovação é congénito à medicina moderna, residindo aí um ponto de afinidade entre as ciências sociais e humanas e a medicina. Essa afinidade é ainda mais estreita ao nível da problematicidade imanente ao saber médico e ao seu exercício.
Em síntese, a medicina levanta questões de inteligibilidade no que respeita ao estatuto do saber médico, à necessidade ou contingência das patologias, ao modo de articulação entre o local e o global, o singular e o universal, a ordem e a desordem. Trata-se de questões que podem ser abordadas pelas ciências sociais e humanas, que importa estudar.
Em síntese, a medicina levanta questões de inteligibilidade no que respeita ao estatuto do saber médico, à necessidade ou contingência das patologias, ao modo de articulação entre o local e o global, o singular e o universal, a ordem e a desordem. Trata-se de questões que podem ser abordadas pelas ciências sociais e humanas, que importa estudar.
Estatuto:
Entidade proponente
Financiado:
Sim
Keywords:
Inteligibilidade médico-filosófica, Ethos médico
A especificidade da medicina no campo dos saberes revela-se, desde logo, no modo como ela se relaciona com a sua história e com as tradições locais. De facto, o progresso extraordinário da medicina desde o início do século XIX - a que não é alheia a fundação do hospital - não tira interesse a procedimentos e representações médicos tradicionais. Diferentemente das outras ciências, o vínculo entre tradição e inovação é congénito à medicina moderna, residindo aí um ponto de afinidade entre as ciências sociais e humanas e a medicina. Essa afinidade é ainda mais estreita ao nível da problematicidade imanente ao saber médico e ao seu exercício.
Em síntese, a medicina levanta questões de inteligibilidade no que respeita ao estatuto do saber médico, à necessidade ou contingência das patologias, ao modo de articulação entre o local e o global, o singular e o universal, a ordem e a desordem. Trata-se de questões que podem ser abordadas pelas ciências sociais e humanas, que importa estudar.
Em síntese, a medicina levanta questões de inteligibilidade no que respeita ao estatuto do saber médico, à necessidade ou contingência das patologias, ao modo de articulação entre o local e o global, o singular e o universal, a ordem e a desordem. Trata-se de questões que podem ser abordadas pelas ciências sociais e humanas, que importa estudar.
Objectivos:
Este projecto tem os seguintes objectivos:
<br>a) aprofundar o vínculo entre Ciências Sociais e Humanas e Medicina, explorando a inteligibilidade recíproca entre uma e outra;
<br>b) determinar a especificidade da Medicina no âmbito dos saberes;
<br>apurar em que medida a qualidade da relação médico-doente interfere na eficácia do acto médico;
<br>c) evidenciar a relevância das Ciências Sociais e Humanas na obra de alguns médicos (Sanches, Glisson, Stahl, Pinel e Claude Bernard) e o impacto dessa obra na produção filosófica;
<br>d) indagar o modo de ligação entre tradição e inovação na Medicina;
<br>e) prestar uma atenção especial à génese do novo;
<br>f) determinar o significado da fundação do hospital no início do século XIX;
<br>g) perspectivar os debates e controvérsias mais relevantes no interior da medicina e entre médicos e cientistas sociais (ex. debate sobre a astrologia judiciária, entre Descartes e Regius, entre Leibniz e Stahl, o debate sobre a anestesia na primeira metade do século XIX);
<br>h) caracterizar o ethos médico e analisar as questões fundamentais que estão em debate hoje no domínio da bioética.




