Trabalhadores sob Pressão e Cuidados Sociais
Trabalhadores sob Pressão e Cuidados Sociais
Este projecto propõe-se estudar as tensões entre mercado de trabalho e reestruturações ocorridas ao nível do emprego, por um lado, e as responsabilidades familiares ao nível da prestação de cuidados e tarefas domésticas, por outro. O projecto tem duas dimensões de análise. A primeira, uma análise por país da política de licenças (igualdade de oportunidades, conciliação trabalho/família e políticas de conciliação) de modo a perceber quais são os princípios e os mecanismos das politicas; qual é o pacote de políticas que incide sobre o equilíbrio entre a vida profissional e vida familiar bem como sobre a igualdade de oportunidades; ideias sobre a mudança de práticas de governança relativamente a estes temas; existência/ausência de discursos de legitimação; a mudança de direcção das políticas que é perceptível tanto a nível europeu como a nível nacional. Segundo, o impacto da flexibilidade do emprego, e em particular a flexibilidade de horários de trabalho na conciliação que o trabalhador faz da sua vida profissional com a sua vida familiar. Um inquérito qualitativo será aplicado em cada país em 30 lares adoptando uma metodologia de combinação de casos ("matched cases") de acordo com alguns critérios: tipo de família (casais de duplo-emprego e famílias monoparentais), condição socioeconómica, tipos de horários, nível de pressão ou incompatibilidade de equilíbrio entre vida profissional e vida familiar. O projecto envolve a participação de 7 países europeus: Reino Unido, França, Itália, Portugal, Suécia, Alemanha e Holanda.
Estatuto:
Entidade proponente
Financiado:
Não
Keywords:
Equilíbrio trabalho/família,
políticas de apoio à prestação de cuidados
políticas de apoio à prestação de cuidados
Este projecto propõe-se estudar as tensões entre mercado de trabalho e reestruturações ocorridas ao nível do emprego, por um lado, e as responsabilidades familiares ao nível da prestação de cuidados e tarefas domésticas, por outro. O projecto tem duas dimensões de análise. A primeira, uma análise por país da política de licenças (igualdade de oportunidades, conciliação trabalho/família e políticas de conciliação) de modo a perceber quais são os princípios e os mecanismos das politicas; qual é o pacote de políticas que incide sobre o equilíbrio entre a vida profissional e vida familiar bem como sobre a igualdade de oportunidades; ideias sobre a mudança de práticas de governança relativamente a estes temas; existência/ausência de discursos de legitimação; a mudança de direcção das políticas que é perceptível tanto a nível europeu como a nível nacional. Segundo, o impacto da flexibilidade do emprego, e em particular a flexibilidade de horários de trabalho na conciliação que o trabalhador faz da sua vida profissional com a sua vida familiar. Um inquérito qualitativo será aplicado em cada país em 30 lares adoptando uma metodologia de combinação de casos ("matched cases") de acordo com alguns critérios: tipo de família (casais de duplo-emprego e famílias monoparentais), condição socioeconómica, tipos de horários, nível de pressão ou incompatibilidade de equilíbrio entre vida profissional e vida familiar. O projecto envolve a participação de 7 países europeus: Reino Unido, França, Itália, Portugal, Suécia, Alemanha e Holanda.
Objectivos:
<p>1 - Para compreender a mudança na direcção das políticas e comparar a definição de uma política de conciliação trabalho/família, este projecto tem por objectivo investigar o enquadramento de concepção das políticas considerando as iniciativas de políticas a nível europeu, nacional e a nível empresarial; </p><p>2 - Para compreender o impacto das diferentes políticas e medidas de conciliação trabalho/família na vida do trabalhador com responsabilidades ao nível da prestação de cuidados a familiares, este projecto pretende investigar um razoável número de casos em 7 diferentes países europeus: como, em diferentes contextos locais, podem os trabalhadores conciliar a pressão inerente à flexibilidade do seu trabalho (empresa pública ou privada) com as suas responsabilidades ao nível da prestação de cuidados familiares, seja porque têm crianças pequenas, ou porque um ou mais parentes idosos se estão a tornar dependentes</p>
State of the art:
A definição de um modelo social europeu de desenvolvimento enfrenta 4 grandes desafios: um baixo nível de fertilidade, envelhecimento da população e aumento do número de idosos dependentes, a persistência da desigualdade de género, em particular na divisão das tarefas domésticas bem como na prestação de cuidados (crianças/ idosos), e um elevado nível de desemprego que conduz à flexibilidade do mercado de trabalho, em particular ao desenvolvimento de horários/tempos de trabalho flexíveis e imprevisíveis. Estas mudanças podem ter efeitos contraditórios, em particular no que diz respeito à qualidade de vida a ao bem-estar do cidadão. A promoção do emprego por meio de várias formas de flexibilidade pode estar a inibir a decisão de um casal em ter um filho ou impedir que um adulto possa cuidar do seu pai/mãe dependente. A competitividade das empresas frequentemente significa mais flexibilidade, mais adaptabilidade da força de trabalho, mais complexos e imprevisíveis horários de trabalho, que são, muitas vezes, em detrimento do bem estar da família e da igualdade de oportunidades dos homens e das mulheres no mercado de trabalho. Este potencial de contradição entre a esfera pública do emprego e a esfera privada da família necessita de ser estudado em maior profundidade exigindo um melhor conhecimento das relações entre políticas de emprego e reestruturação do Estado Social (Welfare State), os quais ainda considerados dois domínios específicos da intervenção pública.





