Representações sobre a saúde mental nos media em Portugal

Representações sobre a saúde mental nos media em Portugal

O estudo resulta de uma parceria entre o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) e a EUTIMIA – Aliança Europeia Contra a Depressão em Portugal (http://eutimia.pt/), representante da sociedade europeia EAAD – European Alliance Against Depression (EAAD.PT). Parte do pressuposto de que a informação que circula no espaço público mediatizado sobre a saúde mental pode contribuir para a obtenção de conhecimento sobre a doença e para a adopção de comportamentos promotores de saúde e bem-estar, assim como pode também ser uma importante fonte, entre outras, com poder de influência nas opiniões e atitudes sobre as diversas vertentes da saúde mental, em particular na desconstrução ou perpetuação de estereótipos estigmatizantes (estigma social e estigma internalizado) em relação à doença mental e aos doentes com patologias diversas.

A investigação sobre os conteúdos mediáticos permite, por um lado, colocar em evidência as características da informação e os padrões discursivos que podem influenciar a aquisição de conhecimentos e as opiniões e atitudes sobre a saúde e a doença mental e, por outro lado, fornecer indicações sobre como esses temas são tratados do ponto de vista do trabalho jornalístico e dos critérios e valores editoriais associados, que podem ajudar a definir recomendações e estratégias num trabalho conjunto entre os especialistas de saúde mental e os meios de comunicação social, no sentido de melhorar conteúdos com vista à obtenção de ganhos em saúde. Nesse sentido, esta investigação teve como objectivo estudar as representações e a  tematização da saúde mental na imprensa em Portugal para um período de cinco anos (2011-2015), onde são analisadas as características editoriais e como é construída e enquadrada jornalisticamente essa informação, quer nos conteúdos que abordam a saúde mental enquanto temas principais, quer secundariamente associados a outros tópicos que a eles fazem referência na globalidade da informação que é publicada, que patologias são mais destacadas e como são os doentes retratados, que sintomas, causas e tratamentos são descritos, como é abordado o acesso aos cuidados de saúde dentro e fora do âmbito da saúde mental, que informação existe sobre a prevenção da doença e a promoção da saúde mental, como é avaliada a globalidade da informação sobre a saúde e a doença mental. É ainda estudada com maior detalhe a visibilidade do tema do suicídio e respectivos atributos discursivos.

 

Estatuto: 
Entidade proponente
Financiado: 
Sim
Rede: 
Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) e EUTIMIA – Aliança Europeia Contra a Depressão em Portugal
Keywords: 

Saúde mental, Mass media, Representações sociais, Literacia em saúde

O estudo resulta de uma parceria entre o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) e a EUTIMIA – Aliança Europeia Contra a Depressão em Portugal (http://eutimia.pt/), representante da sociedade europeia EAAD – European Alliance Against Depression (EAAD.PT). Parte do pressuposto de que a informação que circula no espaço público mediatizado sobre a saúde mental pode contribuir para a obtenção de conhecimento sobre a doença e para a adopção de comportamentos promotores de saúde e bem-estar, assim como pode também ser uma importante fonte, entre outras, com poder de influência nas opiniões e atitudes sobre as diversas vertentes da saúde mental, em particular na desconstrução ou perpetuação de estereótipos estigmatizantes (estigma social e estigma internalizado) em relação à doença mental e aos doentes com patologias diversas.

A investigação sobre os conteúdos mediáticos permite, por um lado, colocar em evidência as características da informação e os padrões discursivos que podem influenciar a aquisição de conhecimentos e as opiniões e atitudes sobre a saúde e a doença mental e, por outro lado, fornecer indicações sobre como esses temas são tratados do ponto de vista do trabalho jornalístico e dos critérios e valores editoriais associados, que podem ajudar a definir recomendações e estratégias num trabalho conjunto entre os especialistas de saúde mental e os meios de comunicação social, no sentido de melhorar conteúdos com vista à obtenção de ganhos em saúde. Nesse sentido, esta investigação teve como objectivo estudar as representações e a  tematização da saúde mental na imprensa em Portugal para um período de cinco anos (2011-2015), onde são analisadas as características editoriais e como é construída e enquadrada jornalisticamente essa informação, quer nos conteúdos que abordam a saúde mental enquanto temas principais, quer secundariamente associados a outros tópicos que a eles fazem referência na globalidade da informação que é publicada, que patologias são mais destacadas e como são os doentes retratados, que sintomas, causas e tratamentos são descritos, como é abordado o acesso aos cuidados de saúde dentro e fora do âmbito da saúde mental, que informação existe sobre a prevenção da doença e a promoção da saúde mental, como é avaliada a globalidade da informação sobre a saúde e a doença mental. É ainda estudada com maior detalhe a visibilidade do tema do suicídio e respectivos atributos discursivos.

 

Parceria: 
Rede Nacional
Coordenador 
Data Inicio: 
16/02/2016
Data Fim: 
31/12/2016
Duração: 
10 meses
Concluído