INTERNATIONAL SOCIAL SURVEY PROGRAMME - 1997 Orientações perante o trabalho

INTERNATIONAL SOCIAL SURVEY PROGRAMME - 1997 Orientações perante o trabalho

O International Social Survey Programme (ISSP) é a mais antiga e vasta rede internacional de estudos comparativos e longitudinais, envolvendo a aplicação anual de questionários comuns em mais de quatro dezenas de países. Os principais objectivos são:
- desenvolver módulos temáticos na área das ciências sociais e um extenso conjunto de varáveis sociodemográficas;
- produzir dados internacionais comparativos;
- criar um instrumento de análise longitudinal;
- disponibilizar dados à comunidade científica e ao público em geral

Portugal participa pela primeira vez nesta rede em 1997 no âmbito deste projecto sobre orientações perante o trabalho.

Os inquéritos ISSP são aplicados anualmente a uma amostra representativa da população residente no continente com idade igual ou superior a 18 anos, independentemente da sua nacionalidade ou situação legal.

O questionário é constituído por dois módulos: um módulo sociodemográfico e um módulo sobre orientações perante o trabalho. Para além destes dois módulos, a equipa portuguesa entendeu acrescentar dois outros módulos que tiveram aplicação apenas em Portugal: percepções sobre a situação económica e laboral do país e a cidadania democrática.

Foi editado no âmbito deste projecto o livro:

Cabral, MV, Vala, J & Freire, J. (Orgs.), (2000). Trabalho e cidadania. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais.
Estatuto: 
Entidade proponente
Rede: 
International Social Survey Programme
Keywords: 
Trabalho
Atitudes Sociais
Valores trabalho
Estudos transnacionais
O International Social Survey Programme (ISSP) é a mais antiga e vasta rede internacional de estudos comparativos e longitudinais, envolvendo a aplicação anual de questionários comuns em mais de quatro dezenas de países. Os principais objectivos são:
- desenvolver módulos temáticos na área das ciências sociais e um extenso conjunto de varáveis sociodemográficas;
- produzir dados internacionais comparativos;
- criar um instrumento de análise longitudinal;
- disponibilizar dados à comunidade científica e ao público em geral

Portugal participa pela primeira vez nesta rede em 1997 no âmbito deste projecto sobre orientações perante o trabalho.

Os inquéritos ISSP são aplicados anualmente a uma amostra representativa da população residente no continente com idade igual ou superior a 18 anos, independentemente da sua nacionalidade ou situação legal.

O questionário é constituído por dois módulos: um módulo sociodemográfico e um módulo sobre orientações perante o trabalho. Para além destes dois módulos, a equipa portuguesa entendeu acrescentar dois outros módulos que tiveram aplicação apenas em Portugal: percepções sobre a situação económica e laboral do país e a cidadania democrática.

Foi editado no âmbito deste projecto o livro:

Cabral, MV, Vala, J & Freire, J. (Orgs.), (2000). Trabalho e cidadania. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais.
Objectivos: 
Estudar numa perspectiva comprativas atitudes e orientações perante o trabalho. Os principais temas focados são os significados atribuídos ao trabalho, as condições e características do trabalho, empregabilidade, formação e capital humano, segurança no trabalho, ética do trabalho e motivações, valores do trabalho, emprenho organizacional e envolvimento com o trabalho, satisfação, absentismo e propensão ao abandono da organização.
State of the art: 
Entre vários autores da sociologia do trabalho (e.g. Kerr, 1960, Aron 1962, Dahrendof, 1957, Andrieaux e Lignon, 1960, Goldthorpe, 1968; 1969, Bell, 1973 e Touraine, 1969) é sustentada a tese da estabilidade, evolução e transição de um tipo de sociedade moderna (sociedade industrial) para um novo tipo de sociedade (pós-industrial). Entre os traços típicos do industrialismo figurava a tendência para o assalariamento e o predomínio do emprego industrial. Também a tendência para o gigantismo das organizações parecia imparável no auge das sociedades industriais, bem como a intervenção do estado na actividade económica. A partir dos anos 70, o crescimento económico passou a seguir vias diferentes: o mercado tornou-se mais forte e o estatismo perdeu posições. O caso do trabalho independente é muito ilustrativo a este respeito; invertendo uma tendência passada, não só o emprego independente cresceu novamente nas economias desenvolvidas contemporâneas, como tal solução é objecto de políticas incentivadoras por parte do Estado. É, por isso, interessante, por exemplo, averiguar o modo como os cidadãos encaram a sua actividade profissional no tocante aos modelos de trabalho desejados, em termos do estatuto em que participam na actividade económica, da dimensão empresarial preferida e do tipo de entidade empregadora vista como mais desejável.
António Caetano
Susana Tavares
João Freire
Coordenador ICS 
Data Inicio: 
01/08/1997
Data Fim: 
01/02/2000
Duração: 
36 meses
Concluído