Internacionalismo e Império: as politicas da diferença no império colonial português numa perspectiva comparada (1920-1975)
Internacionalismo e Império: as politicas da diferença no império colonial português numa perspectiva comparada (1920-1975)
Partindo de uma perspectiva histórica comparativa, este inovador projecto internacional procura compreender a formulação e desenvolvimento das políticas da diferença no Império Colonial Português desde 1919. Explorará ainda a interacção entre as doutrinas e os enquadramentos institucionais do internacionalismo e a transformação do imperialismo no pós-guerra. Na sequência de importantes processos no final de oitocentos (p.ex. a Conferência de Berlim de 1884-1885), a internacionalização das questões imperiais intensificou-se nas primeiras décadas do século vinte, por via da expansão dos debates internacionais e transnacionais e a multiplicação das instituições intergovernamentais e não-governamentais que se debruçavam sobre questões imperiais e coloniais. Este envolvimento crescente com o modus operandi dos impérios europeus condicionou a formulação, implantação e avaliação das políticas da diferença, ou seja, dos repertórios de dominação colonial que promoveram processos políticos, económicos e socioculturais de incorporação, diferenciação e exclusão empregues pelos Estados-império para governar as situações coloniais, através dos enquadramentos e dos mecanismos institucionais do Estado colonial. Colocado numa perspectiva comparativa, o Império Colonial Português será interrogado a partir destas questões.
Partindo de uma perspectiva histórica comparativa, este inovador projecto internacional procura compreender a formulação e desenvolvimento das políticas da diferença no Império Colonial Português desde 1919. Explorará ainda a interacção entre as doutrinas e os enquadramentos institucionais do internacionalismo e a transformação do imperialismo no pós-guerra. Na sequência de importantes processos no final de oitocentos (p.ex. a Conferência de Berlim de 1884-1885), a internacionalização das questões imperiais intensificou-se nas primeiras décadas do século vinte, por via da expansão dos debates internacionais e transnacionais e a multiplicação das instituições intergovernamentais e não-governamentais que se debruçavam sobre questões imperiais e coloniais. Este envolvimento crescente com o modus operandi dos impérios europeus condicionou a formulação, implantação e avaliação das políticas da diferença, ou seja, dos repertórios de dominação colonial que promoveram processos políticos, económicos e socioculturais de incorporação, diferenciação e exclusão empregues pelos Estados-império para governar as situações coloniais, através dos enquadramentos e dos mecanismos institucionais do Estado colonial. Colocado numa perspectiva comparativa, o Império Colonial Português será interrogado a partir destas questões.





