Instituições, Poder e Sociedade (séculos XVI-XIX). A monarquia portuguesa num contexto global
Instituições, Poder e Sociedade (séculos XVI-XIX). A monarquia portuguesa num contexto global
O eixo central é a história comparativa do processo de statebulding de Portugal, articulado com a sua inserção na história global, o que pressupõe uma atenção particular à sua integração internacional (relações externas). O espaço de análise é o da monarquia portuguesa de Antigo Regime, o que, depois de 1640, implica a ponderação da sua dimensão multi-continental, progressivamente articulada sobretudo com o seus territórios no Atlântico. O fulcro da análise situa-se no estudo das relações de poder e dos mecanismos de comunicação política da monarquia, em estreita conexão com os processos de estruturação, mobilidade e reprodução social das elites, numa escala que envolve uma grande diversidade de contextos e de territórios.
Com esta temática central se cruza, assim, uma enorme diversidade de objectos de análise, bem traduzida nas publicações do autor, em muitos casos de colaboração com outros investigadores, sobre diversos grupos de elite (como a primeira nobreza, as elites municipais, o clero, os diplomatas, os governadores do império), sobre espaços políticos e sociais centrais (como a corte), tal como sobre espaços periféricos (região do Rio da Prata). A diversidade das metodologias, que vão da biografia de indivíduos (rei D. José, 2º Duque de Lafões) até à prosopografia e á reconstituição de famílias (Óptima Pars, História da Vida Privada), não é, assim, incompatível com a unidade e a coerência das problemáticas discutidas e estudadas. De resto, os âmbitos cronológicos não são rígidos, podendo recuar até finais da Idade Média e alargar-se até ao presente (estudo sobre os sobre-nomes). Os âmbitos espaciais, também não, estendendo-se da análise comparativa das elites ibéricas, por exemplo, à análise do impacto das políticas de reforma no Brasil setecentista.
O eixo central é a história comparativa do processo de statebulding de Portugal, articulado com a sua inserção na história global, o que pressupõe uma atenção particular à sua integração internacional (relações externas). O espaço de análise é o da monarquia portuguesa de Antigo Regime, o que, depois de 1640, implica a ponderação da sua dimensão multi-continental, progressivamente articulada sobretudo com o seus territórios no Atlântico. O fulcro da análise situa-se no estudo das relações de poder e dos mecanismos de comunicação política da monarquia, em estreita conexão com os processos de estruturação, mobilidade e reprodução social das elites, numa escala que envolve uma grande diversidade de contextos e de territórios.
Com esta temática central se cruza, assim, uma enorme diversidade de objectos de análise, bem traduzida nas publicações do autor, em muitos casos de colaboração com outros investigadores, sobre diversos grupos de elite (como a primeira nobreza, as elites municipais, o clero, os diplomatas, os governadores do império), sobre espaços políticos e sociais centrais (como a corte), tal como sobre espaços periféricos (região do Rio da Prata). A diversidade das metodologias, que vão da biografia de indivíduos (rei D. José, 2º Duque de Lafões) até à prosopografia e á reconstituição de famílias (Óptima Pars, História da Vida Privada), não é, assim, incompatível com a unidade e a coerência das problemáticas discutidas e estudadas. De resto, os âmbitos cronológicos não são rígidos, podendo recuar até finais da Idade Média e alargar-se até ao presente (estudo sobre os sobre-nomes). Os âmbitos espaciais, também não, estendendo-se da análise comparativa das elites ibéricas, por exemplo, à análise do impacto das políticas de reforma no Brasil setecentista.





