EuroLifeNet: Ambiente, Saúde e Cidadania
EuroLifeNet: Ambiente, Saúde e Cidadania
O Projecto EuroLifeNet visa experimentar e testar uma metodologia participativa de monitorização da exposição pessoal a partículas finas, procurando desencadear a mobilização e a sensibilização ambiental e fortalecer as raízes de uma cidadania responsável e duradoura entre os participantes do projecto (maioritariamente alunos do ensino secundário) e, através deles, das suas famílias.
A componente nuclear deste projecto consiste na solicitação de dados científicos sobre exposição pessoal a micropartículas em suspensão na atmosfera feita pelo núcleo de investigadores à rede nacional de escolas aderentes, utilizando como colaboradores de produção científica um grupo relativamente disperso de alunos, inicialmente seleccionado em função do local de residência e do meio de transporte utilizado na deslocação para a instituição de ensino. Cada um destes alunos transporta durante 24 horas um medidor de partículas portátil e um GPS e regista sistematicamente no "diário de bordo" os ambientes frequentados e os percursos efectuados durante as campanhas de monitorização da qualidade do ar, contributo essencial para a interpretação dos dados recolhidos.
A vertente sociológica consiste na análise dos efeitos na população estudantil participante, tentando aferir como o envolvimento neste projecto-piloto contribui para modelar os valores e as representações sociais relativas à qualidade do ar e conferir visibilidade à temática.
A componente nuclear deste projecto consiste na solicitação de dados científicos sobre exposição pessoal a micropartículas em suspensão na atmosfera feita pelo núcleo de investigadores à rede nacional de escolas aderentes, utilizando como colaboradores de produção científica um grupo relativamente disperso de alunos, inicialmente seleccionado em função do local de residência e do meio de transporte utilizado na deslocação para a instituição de ensino. Cada um destes alunos transporta durante 24 horas um medidor de partículas portátil e um GPS e regista sistematicamente no "diário de bordo" os ambientes frequentados e os percursos efectuados durante as campanhas de monitorização da qualidade do ar, contributo essencial para a interpretação dos dados recolhidos.
A vertente sociológica consiste na análise dos efeitos na população estudantil participante, tentando aferir como o envolvimento neste projecto-piloto contribui para modelar os valores e as representações sociais relativas à qualidade do ar e conferir visibilidade à temática.
Estatuto:
Entidade participante
Financiado:
Não
Rede:
EuroLifeNet
Keywords:
Poluição atmosférica, Ciência, Cidadania
O Projecto EuroLifeNet visa experimentar e testar uma metodologia participativa de monitorização da exposição pessoal a partículas finas, procurando desencadear a mobilização e a sensibilização ambiental e fortalecer as raízes de uma cidadania responsável e duradoura entre os participantes do projecto (maioritariamente alunos do ensino secundário) e, através deles, das suas famílias.
A componente nuclear deste projecto consiste na solicitação de dados científicos sobre exposição pessoal a micropartículas em suspensão na atmosfera feita pelo núcleo de investigadores à rede nacional de escolas aderentes, utilizando como colaboradores de produção científica um grupo relativamente disperso de alunos, inicialmente seleccionado em função do local de residência e do meio de transporte utilizado na deslocação para a instituição de ensino. Cada um destes alunos transporta durante 24 horas um medidor de partículas portátil e um GPS e regista sistematicamente no "diário de bordo" os ambientes frequentados e os percursos efectuados durante as campanhas de monitorização da qualidade do ar, contributo essencial para a interpretação dos dados recolhidos.
A vertente sociológica consiste na análise dos efeitos na população estudantil participante, tentando aferir como o envolvimento neste projecto-piloto contribui para modelar os valores e as representações sociais relativas à qualidade do ar e conferir visibilidade à temática.
A componente nuclear deste projecto consiste na solicitação de dados científicos sobre exposição pessoal a micropartículas em suspensão na atmosfera feita pelo núcleo de investigadores à rede nacional de escolas aderentes, utilizando como colaboradores de produção científica um grupo relativamente disperso de alunos, inicialmente seleccionado em função do local de residência e do meio de transporte utilizado na deslocação para a instituição de ensino. Cada um destes alunos transporta durante 24 horas um medidor de partículas portátil e um GPS e regista sistematicamente no "diário de bordo" os ambientes frequentados e os percursos efectuados durante as campanhas de monitorização da qualidade do ar, contributo essencial para a interpretação dos dados recolhidos.
A vertente sociológica consiste na análise dos efeitos na população estudantil participante, tentando aferir como o envolvimento neste projecto-piloto contribui para modelar os valores e as representações sociais relativas à qualidade do ar e conferir visibilidade à temática.
Objectivos:
O objectivo do Programa EuroLifeNet é testar uma metodologia participativa de monitorização da exposição pessoal a partículas (poluente atmosférico com graves efeitos na saúde) que procura desencadear a mobilização e a sensibilização ambiental e fortalecer as raízes de uma cidadania responsável e duradoura entre os participantes do projecto (maioritariamente alunos do ensino secundário) e, através deles, das suas famílias.
State of the art:
O carácter mutável quer da convenção acerca do nível de poluição aceitável, quer das fontes emissoras, quer da natureza dos próprios poluentes em presença na atmosfera, tem contribuído para que a percepção da poluição do ar enquanto ameaça ? seja ambiental, epidemiológica, social, política ou económica ? continue ainda hoje em construção. Como sublinha a socióloga Melanie DuPuis na colectânea Smoke and Mirrors: ?[?] the emergence of air pollution as ?problem? is still a work-in-progress? (2004: 9). <br />Efectivamente, enquanto problema, a poluição de ar tem desafiado as abordagens mais simplistas: poder-se-á considerá-la acidental ou quotidiana, inevitável ou controlável, um sinal de progresso económico ou de deterioração urbana. Estas múltiplas posturas por parte de diferentes actores sociais ? sejam as entidades responsáveis pela avaliação e gestão institucional dos riscos (administração pública, órgãos de decisão e instituições de controlo e fiscalização); os membros de organismos técnicos e científicos (peritos e cientistas); os responsáveis e os profissionais dos órgãos de comunicação social; os representantes da sociedade civil (activistas das Organizações Não Governamentais) ou as próprias populações ? indiciam que a temática da qualidade de ar, uma vez que envolve valores e percepções sociais, conhecimentos leigos e científicos, tensões e conflitos de poder e significado, exige uma aproximação que ultrapasse o domínio técnico-científico para integrar leituras mais compreensivas da sua complexidade sociopolítica. Como defende Melanie DuPuis, na obra já anteriormente citada, a poluição atmosférica é, afinal, o espelho da sociedade, reflecte cultura, política e prioridades colectivas (2004). <br />Na actualidade, a agressão à qualidade do ar, e sequentes riscos para a saúde e impactos na qualidade de vida das populações, está inextrincavelmente associada ao novíssimo contexto societal, essecialmente urbano, cujo padrão de desenvolvimento se caracteriza, na viragem do milénio, por uma dispersão territorial, funcional e socialmente diferenciada: ?[a]ir pollution is a growing problem because of rising urban populations, unchecked urban and industrial expansion and the phenomenal surge in the number and use of motor vehicles? (Bickerstaff e Walker, 1999: 133). <br />Sendo uma tendência mundial, o caso europeu não será excepção. Na Europa cerca de 80% dos cidadãos vivem em zonas urbanas e aí sentem mais fortemente os efeitos de muitos dos problemas ambientais: à má qualidade do ar, juntam-se em geral o ruído, o tráfego intenso, a negligência quanto ao ambiente construído, a má gestão ambiental e a falta de planeamento estratégico que têm como resultado problemas de saúde e uma diminuição da qualidade de vida. Por conseguinte, não é surpreendente que a ?poluição nas cidades? seja a imagem que os europeus associam mais frequentemente ao ambiente (Cf. The European Opinion Research Group, 2002). <br />Este contexto tem estimulado a produção de estudos científicos pluridisciplinares, cuja relevância ultrapassa em larga medida o conhecimento académico, sendo vitais como elementos de suporte à decisão política em moldes que permitam conciliar desenvolvimento económico e social, protecção do ambiente e/ou da saúde pública e participação democrática.
EuroLifeNet
Coordenador ICS

Data Inicio:
01/08/2006
Data Fim:
29/02/2008
Duração:
18 meses
Concluído





