Inquérito postal por questionário a uma amostra de 3.000 indivíduos representativos dos arquitectos portugueses, sobre as suas características sócio-demográficas, condições de acesso e de exercício da profissão, bem como as suas atitudes e opiniões sobre a profissão e sobre a Ordem dos Arquitectos.
Objectivos:
O actual objectivo do projecto é escrever um livro sobre «A arquitectura como vocação e como profissão» com base nos resultados do inquérito realizado junto de uma amostra representativa dos arquitectos portugueses inscritos na Ordem. O inquérito permitiu conhecer a composição sócio-demográfica desses profissionais, quais as suas condições de inserção na vida activa e as suas modalidades de trabalho, bem como os seus valores e atitudes. São três as conclusões principais do estudo: (1) a principal característica do <em>ethos</em> da Arquitectura reside numa tensão recorrente entre vocação e profissão, que remete para uma dimensão artística que a distingue das outras profissões liberais e a aproxima da «classe criativa»; (2) em segundo lugar, tal como acontece noutros países, os arquitectos portugueses exercem uma fraca «competência jurisdicional» sobre a prática da arquitectura; (3) finalmente, o ideal-tipo do exercício da arquitectura continua a ser, em Portugal, o do «profissional liberal».