Rescuing Democracy from Political Corruption in Digital Societies
Rescuing Democracy from Political Corruption in Digital Societies
A corrupção e as influências indevidas na esfera política geram desconfiança e insatisfação com a democracia, e comprometem a qualidade da democracia a longo prazo. O que é a corrupção política e como funciona exatamente? Quais os impactos no normal funcionamento da democracia e nas avaliações do seu desempenho? Em que medida os esforços de prevenção e combate à corrupção podem ajudar a fortalecer o apoio à democracia, recuperar a imagens das instituições representativas centrais à democracia, promover um clima ético de governação, e o compromisso dos cidadãos com a ética na vida pública e a sua recusa de comportamento e ações antiéticas e antidemocráticas? Para enfrentar estes desafios cruciais para a democracia, o projeto RESPOND propõe uma avaliação inovadora e interdisciplinar da corrupção política, entendida como um conjunto diferenciado de comportamentos e práticas desviantes dos valores e propósito(s) da democracia, com enfoque em quatro formas de influência política: financiamento político, lobbying, portas giratórias/conexões políticas e captura de meios de comunicação social. Num primeiro plano, o projeto procura compreender quando e como é que estas formas de influência poderão estar associadas a padrões específicos de corrupção política, portanto, afetando o processo eleitoral, limitando a participação nos processos de tomada de decisão, aumentando a probabilidade de favorecimentos com prejuízo das regras de concorrência e circunscrevendo a liberdade de expressão e de imprensa. Num segundo plano, procura compreender a corrupção política como construto social, avaliando o grau de convergência do entendimento que as elites políticas e os cidadãos têm de corrupção e qual o papel que a comunicação social e a educação têm nesse processo. Num terceiro plano, procura compreender os impactos da corrupção política, e das respostas ao problema, na legitimidade e credibilidade da democracia, explorando de que forma as tecnologias digitais, estabelecidas e emergentes, podem contribir para a melhoria das estratégias e medidas anticorrupção, tanto a nível nacional como transfronteiriço. Num quinto plano, o projeto procura, através da cocriação, desenvolver um conjunto de ferramentas de monitorização e avaliação de riscos de integridade. Através da conjugação de várias abordagens disciplinares e métodos de investigação, o projeto RESPOND procura estudar a relação entre corrupção política, confiança nas instituições políticas e apoio à democracia, nos 27 países da UE e em 11 países da política de vizinhança. A investigação será desenvolvida, ao longo dos próximos 5 anos, por um consórcio de 16 instituições académicas e da sociedade civil, coordenado pela Universidade de Bolonha, do qual o Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa (ICS-Ulisboa) é parceiro. O consórcio inclui também as seguintes entidades: Anti-Corruption Research and Education Centre (UKR), Central European University (AT), Government Transparency Institute (HU), University of Gothenburg (SE), Institute for Global Analytics (BG), King's College London (UK), Libera(IT), Sciences Po (FR), Sustainable Communication (BE), Net7 (IT), Tele Radio City (IT), University of Amsterdam (NL), University of Duisburg-Essen (DE), Università Cattolica del Sacro Cuore (IT).
Integridade; Sistemas e instituições políticas, governação; Corrupção transfronteiriça; Tomada de decisões; Retrocesso democrático; Meios digitais; Aplicações de IA; Política; Ciclo político; Influências indevidas; Anti-corrupção; Sociedade civil; Jornalismo
A corrupção e as influências indevidas na esfera política geram desconfiança e insatisfação com a democracia, e comprometem a qualidade da democracia a longo prazo. O que é a corrupção política e como funciona exatamente? Quais os impactos no normal funcionamento da democracia e nas avaliações do seu desempenho? Em que medida os esforços de prevenção e combate à corrupção podem ajudar a fortalecer o apoio à democracia, recuperar a imagens das instituições representativas centrais à democracia, promover um clima ético de governação, e o compromisso dos cidadãos com a ética na vida pública e a sua recusa de comportamento e ações antiéticas e antidemocráticas? Para enfrentar estes desafios cruciais para a democracia, o projeto RESPOND propõe uma avaliação inovadora e interdisciplinar da corrupção política, entendida como um conjunto diferenciado de comportamentos e práticas desviantes dos valores e propósito(s) da democracia, com enfoque em quatro formas de influência política: financiamento político, lobbying, portas giratórias/conexões políticas e captura de meios de comunicação social. Num primeiro plano, o projeto procura compreender quando e como é que estas formas de influência poderão estar associadas a padrões específicos de corrupção política, portanto, afetando o processo eleitoral, limitando a participação nos processos de tomada de decisão, aumentando a probabilidade de favorecimentos com prejuízo das regras de concorrência e circunscrevendo a liberdade de expressão e de imprensa. Num segundo plano, procura compreender a corrupção política como construto social, avaliando o grau de convergência do entendimento que as elites políticas e os cidadãos têm de corrupção e qual o papel que a comunicação social e a educação têm nesse processo. Num terceiro plano, procura compreender os impactos da corrupção política, e das respostas ao problema, na legitimidade e credibilidade da democracia, explorando de que forma as tecnologias digitais, estabelecidas e emergentes, podem contribir para a melhoria das estratégias e medidas anticorrupção, tanto a nível nacional como transfronteiriço. Num quinto plano, o projeto procura, através da cocriação, desenvolver um conjunto de ferramentas de monitorização e avaliação de riscos de integridade. Através da conjugação de várias abordagens disciplinares e métodos de investigação, o projeto RESPOND procura estudar a relação entre corrupção política, confiança nas instituições políticas e apoio à democracia, nos 27 países da UE e em 11 países da política de vizinhança. A investigação será desenvolvida, ao longo dos próximos 5 anos, por um consórcio de 16 instituições académicas e da sociedade civil, coordenado pela Universidade de Bolonha, do qual o Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa (ICS-Ulisboa) é parceiro. O consórcio inclui também as seguintes entidades: Anti-Corruption Research and Education Centre (UKR), Central European University (AT), Government Transparency Institute (HU), University of Gothenburg (SE), Institute for Global Analytics (BG), King's College London (UK), Libera(IT), Sciences Po (FR), Sustainable Communication (BE), Net7 (IT), Tele Radio City (IT), University of Amsterdam (NL), University of Duisburg-Essen (DE), Università Cattolica del Sacro Cuore (IT).









