Trabalho de Campo

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O que é o trabalho de campo antropológico? O que o distingue na Antropologia? E distingue a Antropologia? Obriga a «estar lá» por períodos longos? Culminando ou relacionado sempre com a etnografia? Entre a objectividade e a subjectividade, a evidência empírica e a reflexividade, o trabalho de campo é sempre para o antropólogo uma experiência única – (ainda) o seu rito de passagem para a maioridade na disciplina. Será? E o que acontece nesse espaço-tempo «liminal»? Contá-lo na sua imensa diversidade e completude torna-se, quase sempre, difícil pelo próprio eclecticismo da prática e pela ruptura com convenções e grelhas rígidas demasiado formais. Nesta colecção, os autores revelam as dificuldades e as oportunidades com as quais se depararam em processos irrepetíveis de pesquisa e ficamos a conhecer pessoas, contextos, situações, encontros, eventos, sensações, sentimentos e emoções que marcam uma metodologia de envolvimento no mundo.
| Introdução Trabalho de campo antropológico: (con)vivendo e conhecendo com muitos outros Humberto Martins e Paulo Mendes |
p.17 |
| Capítulo 1 Quando o campo são emoções e sentidos. Apontamentos de etnografia sensorial Chiara Pussetti |
p.39 |
| Capítulo 2 Dos nós na garganta e outros registos dos diários de campo: «São Tomé e Príncipe é como sangrar clorofila» Joana Areosa Feio |
p.57 |
| Capítulo 3 Memorando das invisibilidades: fragmentos da memória de um trabalho de campo entre os felupes da Guiné Luís Costa |
p.79 |
| Capítulo 4 Regimes de informalidade no trabalho de campo em Angola: desafios, dificuldades e estratégias Margarida Paredes |
p.101 |
| Capítulo 5 Dilemas e desafios do trabalho de campo em contextos institucionais Cristina Santinho |
p.119 |
| Capítulo 6 A etnografia encontra o swing: reflexões do trabalho de campo sobre a troca de casais Maria Silvério |
p.159 |
| Capítulo 7 O método etnográfico e os judeus: acesso, ética e intersubjectividade Marina Pignatelli |
p.159 |
| Capítulo 8 Localizações e itinerâncias: crónica de um trabalho de campo transatlântico Octávio Sacramento |
p.179 |
| Capítulo 9 A persona do antropólogo na etnografia como acção: o jogo dos papéis, do registo, e as metodologias teatrais Ricardo Seiça Salgado |
p.201 |
| Capítulo 10 Aparentemente no mesmo terreno. Notas sobre trabalho de campo colaborativo Rita Cachado e Inês Lourenço |
p.221 |
| Capítulo 11 Investigação de imagens e turismo em Kolkata, Índia: trabalho de campo com metodologias visuais participativas Sandra C. S. Marques |
p.241 |
Humberto Martins é professor auxiliar na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e investigador do CRIA. Licenciado em Sociologia pela Universidade Nova de Lisboa, mestre em Ciências Sociais pela Universidade de Lisboa, mestre em Antropologia Visual pela Universidade de Manchester e doutor em Antropologia Social (com uso de meios visuais), igualmente pela Universidade de Manchester (2005). Tem como principais interesses de investigação a antropologia visual e os estudos das áreas protegidas. A sua tese de doutoramento incidiu sobre relações de fronteira e memória e teve como palco de investigação a zona de fronteira luso-espanhola em Montalegre.
Paulo Mendes doutorado pelo ISCTE-IUL, docente na UTAD e investigador do CRIA. Os seus principais interesseres são a antropologia do ambiente, nomeadamente a reintegração ecológica do social, alterações climáticas, antropologia marítima e antropologia aplicada.


