Corrupção

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Depois de um longo período de quase clandestinidade, o combate à corrupção tornou-se, nos últimos anos, uma obsessão de política pública. E, como todas as obsessões, também esta é muito pouco saudável, traduzida numa hiperatividade legislativa superficial, apressada e reativa, sem fundamentação das soluções, ou sequer um diagnóstico sólido dos problemas. Falta contexto, ponderação e conhecimento – uma espécie de inércia feita de movimento. E, no entanto, também as inações têm consequências: este livro mostra que a crise de soluções, associada à crise económica, abala os fundamentos da democracia, no ano em que, em Portugal, ela celebra os seus 50 anos. É uma leitura imprescindível para a nossa maturidade democrática. Para que os eleitos saibam traçar o caminho das reformas - e para que os eleitores saibam o que exigir dessa agenda tantas vezes prometida, mas tão poucas vezes concretizada.
João Paulo Batalha (vice-presidente da Frente Cívica).
| Índice | |
| Autores | p. 11 |
| Introdução Felippe Clemente, Luís de Sousa, Pedro Magalhães |
p. 15 |
| Capítulo 1 Exposição à corrupção e valores democráticos: dois perfis sociais Raquel Rego, Felippe Clemente, Luís de Sousa |
p. 23 |
| Capítulo 2 Corrupção sem filtro: o que «dizem» os portugueses sobre a corrupção? Gustavo Gouvêa Maciel, Inês F. Santos |
p. 43 |
| Capítulo 3 O que é a corrupção para os portugueses? A definição social de corrupção num contexto normal (2006) e excecional (2021) de governação democrática Carlos Eduardo Bento, Felippe Clemente |
p. 59 |
| Capítulo 4 Perspetivas geracionais da corrupção em Portugal: uma visão comparada entre jovens e seniores Felippe Clemente, Luís de Sousa |
p. 75 |
| Capítulo 5 Corrupção e o interesse no futebol em Portugal: variáveis relevantes Carlos Seixas, Marcelo Moriconi, Patrícia Calca |
p. 99 |
| Capítulo 6 As perceções ibéricas sobre a corrupção: uma análise comparativa entre Espanha e Portugal Adrián Megías, Gustavo Gouvêa Maciel, Fernando Jiménez, Luís de Sousa |
p. 115 |
| Conclusão | p. 151 |
| Anexo | p. 155 |
Felippe Clemente doutorou-se em 2016 em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, Brasil, com uma tese sobre evasão fiscal. Foi investigador internacional na Universidade Goethe de Frankfurt, Alemanha (2015). Entre 2016 e 2019 foi investigador assistente no Departamento de Economia da Universidade Federal de Viçosa. Também foi professor júnior na Universidade de Viçosa, sob a égide do Departamento de Economia, durante o período de 2018-2019. Os seus interesses de investigação atuais centram-se em corrupção e crises económicas, evasão fiscal, economia do crime e economia política na Europa e no estrangeiro. Está integrado no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.
Luís de Sousa, Investigador Auxiliar do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. É o coordenador responsável da rede de investigação sobre agências anti-corrupção (ANCORAGE-NET) e membro fundador e antigo presidente da Transparência e Integridade - Associação Cívica (TIAC), representação portuguesa da Transparency International. É consultor internacional e investigador correspondente da Comissão Europeia sobre políticas de controlo à corrupção.
Pedro Magalhães é investigador principal no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. É doutorado em Ciência Política pela Ohio State University. Faz investigação sobre opinião pública e comportamentos políticos, com especial ênfase no uso de inquéritos por questionário.
