Seminário GI Diversidades
Vimos anunciar o início do ano lectivo dos Seminários do GI Diversidades, no próximo dia 26 de setembro, entre as 11h e as 13h, na Sala Maria de Sousa.
Teremos connosco o Rolando Silla, investigador do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET); Instituto de Altos Estudios Sociales (EIDAES), Universidad Nacional de San Martin (UNSAM) e do EDGES, que trará para nossa reflexão o tema: As origens de uma etnologia fenomenológica na Argentina.
O encontro será presencial na Sala Maria de Sousa do ICS-ULisboa ou, para os que não puderem estar presencialmente, online aqui
RESUMO
Entre as décadas de 1960 e 1970, o antropólogo ítalo-argentino Marcelo Bórmida desenvolveu um tipo de pesquisa sobre os povos nativos da América do Sul com base nos princípios da fenomenologia, algo bastante inovador para a época. Ela se baseava na questão da experiencialidade e existencialidade das culturas. Com foco nas narrativas míticas, especialmente das populações indígenas do Chaco, ele promulgou o princípio de que, para essas populações, mito e verdade eram sinônimos, bem como as consequências existenciais do fato de que essas populações não distinguiam a divisão entre natureza e cultura ou entre sociedades humanas e animais. Essas são abordagens que, embora pertençam ao século passado, têm um ar de semelhança com os debates atuais na antropologia sobre posições como a virada ontológica.
BIOGRAFIA
Doutor em Antropologia Social pelo Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brasil (2005); Mestre pela Universidad Nacional de Misiones (2000); e Bacharel pela Universidad de Buenos Aires (1997) - Argentina; Pós-doutorado, University of Aberdeen (2011) - UK. É pesquisador independente do CONICET e Professor Titular Interino de Antropologia Social e Cultural na Universidad Nacional de San Martín. Especializou-se em antropologia da religião, estudos de fronteira, território e habitat em populações camponesas, indígenas e rurais da Pampa e Patagônia. Também lida com questões de teoria e história antropológica, particularmente a Escola Histórico-Cultural (difusionismo alemão) e correntes fenomenológicas na Argentina. Seus outros interesses são os debates atuais entre a relação entre natureza e cultura e as associações entre humanos e não humanos.




