Quem somos quando investigamos? Posicionalidade e reflexividade em (des)construção.

Seminários GI
Qua . 13 Maio . 10h30
Sala 3 - ICS-ULisboa
Quem somos quando investigamos? Posicionalidade e reflexividade em (des)construção.
Organização: 
GI LIFE

No dia 13 de Maio, o Grupo de Investigação LIFE organiza uma Oficina com o tema Quem somos quando investigamos? Posicionalidade e reflexividade em (des)construção e que terá como convidadas, as Doutorandas do OpenSoc (Doutoramento Interuniversitário em Sociologia), Bianca Vieira (CICS.NOVA.UÉvora e ICS-ULisboa) e Catarina de Carvalho Lopes (ICS-ULisboa e CICS.NOVA)  A sessão terá lugar pelas 10:30h, na Sala 3 do ICS-ULisboa.

Quem somos quando investigamos? Posicionalidade e reflexividade em (des)construção.

Talvez investigar seja, antes de mais, aprender a deslocarmo-nos. Não investigamos a partir de um lugar neutro, mas mobilizamos corpo, história, relações, equipas e instituições que nos atravessam.

Esta oficina propõe pensar a posicionalidade e a reflexividade como processos relacionais e coletivos em movimento, (des)construídos no encontro com os outros. Através de exercícios de movimento, reflexão e partilha, iremos explorar como é que o espaço, o corpo e dinâmicas coletivas tornam visíveis posições, proximidades, distâncias e tensões na produção de conhecimento, porque investigar também é aprender a mudar de lugar.

Neste encontro pretendemos criar um espaço experimental de reflexão sobre percursos de investigação consolidados, em curso ou ainda por imaginar. Um momento para pensar, em conjunto, sobre como a posicionalidade se (des)constrói na prática e como a reflexividade pode ser co-criada.

Bianca Pires Vieira é socióloga portuguesa (MSc, NOVA FCSH) e investigadora doutoranda no programa OPENSOC, com afiliação ao CICS.NOVA.UÉvora e ao ICS ULisboa. A sua investigação explora de forma inovadora a sociologia da saúde, dando particular enfoque às dinâmicas profissionais, ao trabalho emocional e à integração de inteligência artificial e robótica na prática clínica e na formação de profissionais de saúde. Com experiência consolidada em investigação qualitativa, tem participado em projetos europeus e colaborado em estudos nacionais sobre indicadores de qualidade em saúde, fortalecendo a ponte entre teoria sociológica e prática clínica. Os seus interesses de investigação incluem a sociologia da medicina, o estudo de práticas clínicas mediadas por inteligência artificial e robótica, e as implicações das tecnologias emergentes na organização e experiência dos cuidados de saúde.

Catarina de Carvalho Lopes é licenciada em Artes Plásticas e mestre em Ciências da Comunicação. Desde setembro de 2024 que frequenta o Doutoramento em Sociologia, através do Programa de Doutoramento Interuniversitário OpenSoc. Fez parte da equipa de monitorização do financiamento EEA Grants, na Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género. Paralelamente, tem também desenvolvido trabalho na área das artes, aliando humor e crítica social, através do projeto @cataestrofica. Os seus interesses e trabalho de investigação assentam nas Ciências Sociais, com ênfase em Sociologia, Ciências da Comunicação e Artes, nutrindo interesse por temas como género, ativismo, ritual, máscara e performance e privilegiando, sobretudo, métodos baseados nas artes e colaborativos.