METAMORFOSE RELIGIOSA E O DESAFIO ÀS CIÊNCIAS SOCIAIS
Os estudos sobre as religiões, que outrora foram marginalizados pela academia brasileira, encontraram centralidade no esforço científico dos fieis das mais variadas religiões, seja no cristianismo – pela tradição católica ou protestante - seja nas religiões afro-brasileiras Umbanda e Candomblé. Calha que os estudos sobre as religiões e suas manifestações socioculturais ganharam espaço no campo científico, principalmente a partir da década de 1990, com a consolidação do movimento neopentecostal, da proliferação de produtos evangélicos no mercado e a expansão de templos religiosos dos mais variados modelos e estilos. Na atualidade, as pesquisas sobre as religiões e as religiosidades têm ganhado atenção entre os historiadores, cientistas sociais e filósofos a partir dos mais variados matizes. Assim, a sociologia da religião tem a responsabilidade de se debruçar sobre as novas metamorfoses do fenómeno religioso e analisar suas relações com a sociedade contemporânea. Desta forma, partimos de uma possível compreensão sociológica da religião e de suas implicações no que se refere às esferas da política, da cultura e da economia brasileira. Compreendemos que a religião se manifesta numa mão dupla com a sociedade, isto é, ela exerce influência no social e nas mentalidades, e por estes é influenciada.
1ª SESSÃO "Cristianismos: as várias facetas de uma religião no Brasil"
“Religiosidade Neopentecostal e o Neoliberalismo: relações de interdependência ”
Edson Elias de Morais (Docente da UEL)
“Teologia da Libertação e Renovação Carismática: análise do catolicismo brasileiro.”
Luiz Ernesto Guimarães (Docente da UEL)
Organização:
Simone Frangella (ICS-ULisboa)




