Normal
Fecundidade e Contracepção
Tomando como ponto de partida a queda da fecundidade em Portugal nas últimas décadas, e procurando descobrir que percursos, representações e saberes, do ponto de vista dos actores protagonistas, estão por detrás desta mudança, este livro apresenta e discute percursos de saúde reprodutiva das mulheres portuguesas, na sua tripla vertente de sexualidade, procriação e contracepção.
Mulheres em Tempos Sombrios
A oposição ao Estado Novo contou também com a participação das mulheres. Pode mesmo dizer-se que houve um protagonismo feminino singular, tanto na área das actividades humanitárias, pacifistas e feministas, como na acção mais explicitamente política. Através das histórias de vida de algumas mulheres das classes médias urbanas, a autora observa as circunstâncias em que aquelas despertaram para a política e iniciaram o seu envolvimento oposicionista, analisando também o modo como estas actividades e preocupações influenciaram a sua vida familiar e quotidiana.
Salazarismo e Cultura Popular (1933-1958)
A política cultural do Estado Novo tinha subjacente a vontade de transformar a cultura do povo. A sua intervenção fez-se sentir sobretudo nas Casas do Povo, nos ranchos folclóricos, no artesanato, nos museus etnográficos, na literatura popular e nas marchas populares (criadas em Lisboa mas depois disseminadas por todo o país, incluindo as colónias).
Antropologia e Império
O que foi, na época forte da expansão imperial europeia, o colonialismo português? Que relação existiu entre as formas de poder colonial e a antropologia desse período? Confrontando perspectivas recentes dos estudos pós-coloniais e dos estudos sociais da ciência, o autor analisa as práticas de conhecimento antropológico das populações coloniais, concentrando-se num caso: a campanha de pacificação da região de Satari, Goa, em 1895-1896, merecendo especial relevo as investigações de «antropologia física» então realizadas na Índia pelo capitão de infantaria Artur da Fonseca Cardoso.



