Acompanhamento, análise e pesquisa de opinião pública e sentimentos
Acompanhamento, análise e pesquisa de opinião pública e sentimentos
Este projecto tem dois objectivos principais. O primeiro é a concepção de um sistema de extracção de opinião capaz de medir, quase em tempo real, os sentimentos em relação aos actores políticos e à economia no conteúdo dos media convencionais baseados na web (jornais on-line) e nos chamados media sociais (blogues e micro-blogues). O segundo é utilizar os dados recolhidos de forma a explorar e explicar a relação entre, por um lado, as diferentes tendências nos sentimentos expressos nos media convencionais e sociais e, por outro, os dados recolhidos através de inquéritos de opinião em Portugal. O conceito de "opinião pública" que prevalece nas ciências sociais modernas consiste na agregação das atitudes, preferências e crenças dos indivíduos, tal como capturadas por inquéritos a amostras seleccionadas aleatoriamente. Isso, no entanto, não nos deve levar a crer que os inquéritos possam ser a única fonte de dados teórica e empiricamente relevantes para o estudo da "opinião pública". Por um lado, como meios de captar crenças e atitudes, eles vêm enfrentando dificuldades em lidar com enviesamentos causados por problemas de cobertura em inquéritos telefónicos - o aumento dos domicílios "cell only" - e crescentes taxas de não-resposta. Por outro lado, compreender e explicar a opinião pública tem sempre exigido mais do que o uso de inquéritos. O conteúdo dos media não é apenas um objecto relevante de estudo em si mesmo para os estudiosos da comunicação, mas também pode fornecer informações cruciais sobre as fontes da opinião pública. Serão as atitudes dos indivíduos de algum modo explicadas pelas mensagens dos media a que estão expostos? Serão os conteúdos noticiosos e editoriais igualmente influentes, e será a distinção entre eles clara? Será a "opinião pública" de facto impulsionada pelas pistas e enquadramentos fornecidos pela "opinião publicada"? Ou pelo contrário, serão as opiniões transmitidas pelas elites e pelos agentes dos media determinadas pelas preferências do público em geral? Responder a tais perguntas exige a recolha de dados para além dos fornecidos pelos inquéritos de opinião. A relação entre os factos políticos e económicos e a forma como os cidadãos acabam por apreendê-los e reagir-lhes tornou-se mais complexa com a ascensão dos chamados media sociais. Blogues e micro-blogues (como o Twitter) desempenham várias funções nesta relação. Primeiro, eles podem constituir fontes adicionais de informação e estímulos politicamente relevantes para os cidadãos. Segundo, eles são fontes de informação política também para os jornalistas e as elites políticas, levantando a possibilidade de que as mensagens e conversas nos media sociais possam influenciar a opinião pública indirectamente, muito para além do que a dimensão da sua audiência directa possa sugerir.
Finalmente, elas podem fornecer uma janela para a opinião pública em si mesma: apesar de bloggers, micro-bloggers e aqueles que se envolvem na comunicação online não serem certamente um segmento representativo da população em geral, há um número ainda pequeno mas crescente de estudos sugerindo que o teor dessas mensagens e sua frequência podem fornecer indicações válidas das tendências da opinião pública e até mesmo, em alguns casos, ajudar a prever resultados eleitorais. Como notam Drezner e Farrell, um dos problemas enfrentados pelos estudiosos a este respeito é o facto de "a exploração adequada destes dados requerer habilidades e conhecimentos especializados de um tipo que os cientistas sociais muitas vezes não têm". De forma a ultrapassar este problema, o projecto integra uma verdadeira equipa multidisciplinar composta por engenheiros informáticos, linguistas, cientistas políticos e economistas com os conhecimentos técnicos e teóricos necessários para atingir os objectivos principais do projecto.
Opinião pública; Prospecção da Web Social; Sentimentos em linha; Séries temporais
Este projecto tem dois objectivos principais. O primeiro é a concepção de um sistema de extracção de opinião capaz de medir, quase em tempo real, os sentimentos em relação aos actores políticos e à economia no conteúdo dos media convencionais baseados na web (jornais on-line) e nos chamados media sociais (blogues e micro-blogues). O segundo é utilizar os dados recolhidos de forma a explorar e explicar a relação entre, por um lado, as diferentes tendências nos sentimentos expressos nos media convencionais e sociais e, por outro, os dados recolhidos através de inquéritos de opinião em Portugal. O conceito de "opinião pública" que prevalece nas ciências sociais modernas consiste na agregação das atitudes, preferências e crenças dos indivíduos, tal como capturadas por inquéritos a amostras seleccionadas aleatoriamente. Isso, no entanto, não nos deve levar a crer que os inquéritos possam ser a única fonte de dados teórica e empiricamente relevantes para o estudo da "opinião pública". Por um lado, como meios de captar crenças e atitudes, eles vêm enfrentando dificuldades em lidar com enviesamentos causados por problemas de cobertura em inquéritos telefónicos - o aumento dos domicílios "cell only" - e crescentes taxas de não-resposta. Por outro lado, compreender e explicar a opinião pública tem sempre exigido mais do que o uso de inquéritos. O conteúdo dos media não é apenas um objecto relevante de estudo em si mesmo para os estudiosos da comunicação, mas também pode fornecer informações cruciais sobre as fontes da opinião pública. Serão as atitudes dos indivíduos de algum modo explicadas pelas mensagens dos media a que estão expostos? Serão os conteúdos noticiosos e editoriais igualmente influentes, e será a distinção entre eles clara? Será a "opinião pública" de facto impulsionada pelas pistas e enquadramentos fornecidos pela "opinião publicada"? Ou pelo contrário, serão as opiniões transmitidas pelas elites e pelos agentes dos media determinadas pelas preferências do público em geral? Responder a tais perguntas exige a recolha de dados para além dos fornecidos pelos inquéritos de opinião. A relação entre os factos políticos e económicos e a forma como os cidadãos acabam por apreendê-los e reagir-lhes tornou-se mais complexa com a ascensão dos chamados media sociais. Blogues e micro-blogues (como o Twitter) desempenham várias funções nesta relação. Primeiro, eles podem constituir fontes adicionais de informação e estímulos politicamente relevantes para os cidadãos. Segundo, eles são fontes de informação política também para os jornalistas e as elites políticas, levantando a possibilidade de que as mensagens e conversas nos media sociais possam influenciar a opinião pública indirectamente, muito para além do que a dimensão da sua audiência directa possa sugerir.
Finalmente, elas podem fornecer uma janela para a opinião pública em si mesma: apesar de bloggers, micro-bloggers e aqueles que se envolvem na comunicação online não serem certamente um segmento representativo da população em geral, há um número ainda pequeno mas crescente de estudos sugerindo que o teor dessas mensagens e sua frequência podem fornecer indicações válidas das tendências da opinião pública e até mesmo, em alguns casos, ajudar a prever resultados eleitorais. Como notam Drezner e Farrell, um dos problemas enfrentados pelos estudiosos a este respeito é o facto de "a exploração adequada destes dados requerer habilidades e conhecimentos especializados de um tipo que os cientistas sociais muitas vezes não têm". De forma a ultrapassar este problema, o projecto integra uma verdadeira equipa multidisciplinar composta por engenheiros informáticos, linguistas, cientistas políticos e economistas com os conhecimentos técnicos e teóricos necessários para atingir os objectivos principais do projecto.






