Trajectórias Conjugais e Vida Familiar: dinâmicas e identidades segundo o género
Trajectórias Conjugais e Vida Familiar: dinâmicas e identidades segundo o género
Face às transformações das estruturas e das dinâmicas conjugais, que o aumento do divórcio, da coabitação e de novas formas de família sinalizam, pretende-se investigar a diversificação dos padrões de construção da conjugalidade, bem como as modalidades de intersecção entre percurso conjugal e laços sociais (familiares, amicais, de apoio). Tomando o indivíduo como unidade de análise procuram identificar-se diferentes perfis de trajectória conjugal numa óptica longitudinal atenta às novas formas de entrada e saída da conjugalidade. Comparando homens e mulheres com diferentes trajectórias conjugais, desde aqueles que permanecem numa primeira conjugalidade (com/sem filhos) aos que vivem uma situação pós-ruptura conjugal (sozinhos, em monoparentalidade), visa apreender-se o impacto de diferentes trajectos na estruturação dos laços sociais e da identidade dos indivíduos. Observam-se as relações de apoio e sociabilidade; os modelos normativos de relacionamento familiar; a articulação entre família/profissão; a identidade de género e as referências-chave (públicas/privadas) de definição da individualidade. Este projecto tem assim por principal objectivo investigar o impacto das mudanças operadas na sociedade portuguesa nas formas como homens e mulheres constroem as suas trajectórias conjugais, os seus laços familiares e sociais e as suas identidades. Em primeiro lugar, observam-se, de maneira extensiva, as principais transformações da conjugalidade, identificando diferentes perfis de trajectória conjugal, consoante o tipo de transições efectuadas pelos indivíduos numa série de momentos-chave: desde a entrada na vida conjugal (formal/informal) e na parentalidade, passando pela vivência de rupturas/recomposições, até à situação familiar presente. Avalia-se assim a diversificação das trajectórias conjugais, bem como a emergência de novos tipos de família. Pretende-se, numa segunda etapa, pesquisar em profundidade as dinâmicas de fabrico dos laços sociais e das identidades de homens e mulheres com diferentes biografias conjugais. Parte-se do pressuposto que ter vivido certas transições conjugais (como o divórcio) produz efeitos decisivos na (re)estruturação das normas, das práticas e das relações levadas a cabo pelos indivíduos na sua vida privada, sendo importante analisar: as redes de apoio e sociabilidade, de parentesco e amizade, que suportam o universo relacional do indivíduo; os modelos normativos de família, mais ou menos igualitários, individualizados, afectivos; a articulação entre vida familiar e profissional, questão central no exame das relações entre géneros; as identidades de género, que enunciam diferenciações entre homens e mulheres e maneiras particulares de construir a individualidade, mais centrada em papéis e domínios privados ou públicos. Investiga-se uma população de homens e mulheres que entraram na vida adulta a seguir ao 25 de Abril, nos anos setenta/oitenta ou já nos anos noventa, ou seja, num tempo social marcado por mudanças rápidas na vida familiar. Metodologicamente combina-se a análise de estatísticas oficiais (recenseamentos, estatísticas demográficas) e de inquéritos realizados com uma abordagem qualitativa (entrevistas em profundidade a homens e mulheres com diferentes trajectórias conjugais).
Face às transformações das estruturas e das dinâmicas conjugais, que o aumento do divórcio, da coabitação e de novas formas de família sinalizam, pretende-se investigar a diversificação dos padrões de construção da conjugalidade, bem como as modalidades de intersecção entre percurso conjugal e laços sociais (familiares, amicais, de apoio). Tomando o indivíduo como unidade de análise procuram identificar-se diferentes perfis de trajectória conjugal numa óptica longitudinal atenta às novas formas de entrada e saída da conjugalidade. Comparando homens e mulheres com diferentes trajectórias conjugais, desde aqueles que permanecem numa primeira conjugalidade (com/sem filhos) aos que vivem uma situação pós-ruptura conjugal (sozinhos, em monoparentalidade), visa apreender-se o impacto de diferentes trajectos na estruturação dos laços sociais e da identidade dos indivíduos. Observam-se as relações de apoio e sociabilidade; os modelos normativos de relacionamento familiar; a articulação entre família/profissão; a identidade de género e as referências-chave (públicas/privadas) de definição da individualidade. Este projecto tem assim por principal objectivo investigar o impacto das mudanças operadas na sociedade portuguesa nas formas como homens e mulheres constroem as suas trajectórias conjugais, os seus laços familiares e sociais e as suas identidades. Em primeiro lugar, observam-se, de maneira extensiva, as principais transformações da conjugalidade, identificando diferentes perfis de trajectória conjugal, consoante o tipo de transições efectuadas pelos indivíduos numa série de momentos-chave: desde a entrada na vida conjugal (formal/informal) e na parentalidade, passando pela vivência de rupturas/recomposições, até à situação familiar presente. Avalia-se assim a diversificação das trajectórias conjugais, bem como a emergência de novos tipos de família. Pretende-se, numa segunda etapa, pesquisar em profundidade as dinâmicas de fabrico dos laços sociais e das identidades de homens e mulheres com diferentes biografias conjugais. Parte-se do pressuposto que ter vivido certas transições conjugais (como o divórcio) produz efeitos decisivos na (re)estruturação das normas, das práticas e das relações levadas a cabo pelos indivíduos na sua vida privada, sendo importante analisar: as redes de apoio e sociabilidade, de parentesco e amizade, que suportam o universo relacional do indivíduo; os modelos normativos de família, mais ou menos igualitários, individualizados, afectivos; a articulação entre vida familiar e profissional, questão central no exame das relações entre géneros; as identidades de género, que enunciam diferenciações entre homens e mulheres e maneiras particulares de construir a individualidade, mais centrada em papéis e domínios privados ou públicos. Investiga-se uma população de homens e mulheres que entraram na vida adulta a seguir ao 25 de Abril, nos anos setenta/oitenta ou já nos anos noventa, ou seja, num tempo social marcado por mudanças rápidas na vida familiar. Metodologicamente combina-se a análise de estatísticas oficiais (recenseamentos, estatísticas demográficas) e de inquéritos realizados com uma abordagem qualitativa (entrevistas em profundidade a homens e mulheres com diferentes trajectórias conjugais).





