A diversidade de relacionamentos casuais e suas implicações para o uso da protecção sexual
A diversidade de relacionamentos casuais e suas implicações para o uso da protecção sexual
O uso do preservativo diminui à medida que o relacionamento passa de novo/casual a regular [MaDeArHo00]. As explicações enfatizam o papel da longevidade do relacionamento no aumento da intimidade e confiança entre os parceiros [MiFiFi97]. Contudo, as taxas de uso do preservativo nos relacionamentos casuais não atingem 50% [ReHeScSaDoFo10] e estudos recentes identificam relacionamentos casuais longos, com parceiros bem conhecidos, numa variedade de manifestações de intimidade emocional e sexual [WeRe14]. Pode a baixa utilização do preservativo ser explicada pelo facto de os relacionamentos casuais serem mais longos? Como e em que condições podem experiências variáveis em dimensões emocionais e de familiaridade entre os parceiros afetar o não uso do preservativo nestes relacionamentos? As respostas abrem uma nova perspetiva de análise do comportamento sexual que está por fazer. A questão essencial é então a da existência de mais semelhanças do que diferenças nas características de alguns relacionamentos casuais e regulares que dificulta o uso do preservativo. As implicações socioemocionais do carácter híbrido dos relacionamentos casuais têm sido estudadas, mas não o seu impacto na proteção sexual. É objetivo principal do CRUSh aprofundar a diversidade de relacionamentos casuais entre adultos emergentes (18-29 anos), suas características relacionais e uso do preservativo, enquadrado pela teoria dos guiões [ScAb77]. Considera-se que este estudo contribui para: clarificar a pequena diferença no uso do preservativo entre relacionamentos casuais e regulares; uma nova explicação dos níveis similares de uso do preservativo baseada em semelhanças entre relacionamentos casuais e regulares e; a teoria dos guiões, através do papel do contexto e das características individuais na distinção entre guiões. Pretende contribuir-se para intervenções cientificamente robustas a fim de aumentar a proporção de indivíduos que refere usar preservativo em relacionamentos ocasionais, inscrito no Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do VIH/Sida [PNVIH12]. A investigação tem discriminado tipos de relacionamentos casuais, eixos para a sua caracterização [WeRe11], diferenças de género, preditores [GrWeHa06] e associação à saúde mental [Vr15]. Como resultado deste estádio exploratório e co-relacional da investigação, as comparações para determinar o uso do preservativo resultantes de disparidades entre os vários relacionamentos casuais e semelhanças com os regulares, em estudos qualitativos e quantitativos, com desenhos longitudinais e experimentais, estão por realizar. Assim como o estudo dos mediadores do uso do preservativo nos diversos relacionamentos casuais e estudos observacionais mais detalhados para análise desta proteção nas transições entre estatutos relacionais. Esta é a estratégia proposta para atingir os objetivos, organizada em onze estudos, para os quais a complementaridade da equipa em comportamentos sexuais e métodos de investigação contribui.
Relacionamentos casuais, uso do preservativo, teoria dos scripts, transições
O uso do preservativo diminui à medida que o relacionamento passa de novo/casual a regular [MaDeArHo00]. As explicações enfatizam o papel da longevidade do relacionamento no aumento da intimidade e confiança entre os parceiros [MiFiFi97]. Contudo, as taxas de uso do preservativo nos relacionamentos casuais não atingem 50% [ReHeScSaDoFo10] e estudos recentes identificam relacionamentos casuais longos, com parceiros bem conhecidos, numa variedade de manifestações de intimidade emocional e sexual [WeRe14]. Pode a baixa utilização do preservativo ser explicada pelo facto de os relacionamentos casuais serem mais longos? Como e em que condições podem experiências variáveis em dimensões emocionais e de familiaridade entre os parceiros afetar o não uso do preservativo nestes relacionamentos? As respostas abrem uma nova perspetiva de análise do comportamento sexual que está por fazer. A questão essencial é então a da existência de mais semelhanças do que diferenças nas características de alguns relacionamentos casuais e regulares que dificulta o uso do preservativo. As implicações socioemocionais do carácter híbrido dos relacionamentos casuais têm sido estudadas, mas não o seu impacto na proteção sexual. É objetivo principal do CRUSh aprofundar a diversidade de relacionamentos casuais entre adultos emergentes (18-29 anos), suas características relacionais e uso do preservativo, enquadrado pela teoria dos guiões [ScAb77]. Considera-se que este estudo contribui para: clarificar a pequena diferença no uso do preservativo entre relacionamentos casuais e regulares; uma nova explicação dos níveis similares de uso do preservativo baseada em semelhanças entre relacionamentos casuais e regulares e; a teoria dos guiões, através do papel do contexto e das características individuais na distinção entre guiões. Pretende contribuir-se para intervenções cientificamente robustas a fim de aumentar a proporção de indivíduos que refere usar preservativo em relacionamentos ocasionais, inscrito no Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do VIH/Sida [PNVIH12]. A investigação tem discriminado tipos de relacionamentos casuais, eixos para a sua caracterização [WeRe11], diferenças de género, preditores [GrWeHa06] e associação à saúde mental [Vr15]. Como resultado deste estádio exploratório e co-relacional da investigação, as comparações para determinar o uso do preservativo resultantes de disparidades entre os vários relacionamentos casuais e semelhanças com os regulares, em estudos qualitativos e quantitativos, com desenhos longitudinais e experimentais, estão por realizar. Assim como o estudo dos mediadores do uso do preservativo nos diversos relacionamentos casuais e estudos observacionais mais detalhados para análise desta proteção nas transições entre estatutos relacionais. Esta é a estratégia proposta para atingir os objetivos, organizada em onze estudos, para os quais a complementaridade da equipa em comportamentos sexuais e métodos de investigação contribui.
CRUSh





