Portugal Ingovernável?

Portugal Ingovernável?
Da maioria absoluta à absoluta minoria
ISBN: 
978-972-671-776-8
Idioma: 
Português
Data de publicação: 
2024/Abr
Dimensão: 
23x15
Nº Páginas: 
223
Coleção: 
​Observatórios ICS
Formato: 
Capa Mole
15,00 €13,50 €

Numa época em que a ideia e a prática da democracia enfrentam desafios críticos nos domínios político, económico, social e cultural, este livro pretende contribuir para o debate público fundamentado sobre as particularidades da política portuguesa e do mundo lusófono. Apresenta-se como um trabalho colaborativo, que reúne conceituados cientistas políticos e jovens investigadores desta disciplina, com o objetivo de estabelecer uma ligação entre os domínios da investigação académica e o público em geral, promovendo a discussão sobre o funcionamento e os desafios da democracia contemporânea.

A presente edição cobre o período que vai desde os inícios do ano de 2023, com o país liderado por um governo de maioria absoluta e condições de governabilidade em termos gerais positivas, até ao terramoto eleitoral das eleições antecipadas de março de 2024, que resultaram num cenário político inédito e de potencial ingovernabilidade. 

 

 

 

Autores e organizadores  p. 15
Apresentação p. 19
   
CENÁRIO PÓS-ELEITORAL  
   
O comportamento eleitoral nas eleições legislativas de março de 2024. Entrevista a Pedro Magalhães
Maria Gomes da Silva, André Marinha, João Gaio e Silva, Margarida Estevão,
Gonçalo Mendes Pinto
p. 23
Fazer história para mudar a História? Novos e velhos atores políticos em Portugal. Entrevista a Filipa Raimundo
André Marinha, João Gaio e Silva, Maria Gomes da Silva, Margarida Estevão,
Gonçalo Mendes Pinto
p.27
Cobertura dos média e campanhas dos partidos nas eleições legislativas de março de 2024. Entrevista a José Santana Pereira
João Gaio e Silva, André Marinha, Maria Gomes da Silva, Margarida Estevão,
Gonçalo Mendes Pinto
p. 33
   
O MELHOR, O PIOR E O QUE ESTÁ PARA VIR  
   
Democracia dos líderes: velhos e novos atores
Marco Lisi
p. 43
A eleição direta do primeiro-ministro
Carlos Jalali
p.49
Demissões e exonerações no governo
Patrícia Calca
p. 53
Desvios institucionais e o colapso da confiança: o valor das lideranças e das boas práticas em democracia
Luís Lobo-Fernandes
p.59
O desencontro institucional: a crise entre Belém e São Bento
Bruno Ferreira da Costa
p. 63
A reconfiguração da direita europeia e o fim da exceção portuguesa
Teresa Nogueira Pinto
p.69
A importância das palavras e dos tópicos: uma análise do CHEGA no Twitter
Susana Salgado e Afonso Biscaia
p. 75
O PREC da direita portuguesa
André Azevedo Alves
p. 79
JMJ 2023: laboratório das relações Estado-Igreja
Jorge Botelho Moniz
p. 83
Que lugar para Portugal na defesa do multilateralismo e da paz internacional?
Daniela Nascimento
p. 89
(Re)pensar a regionalização para além da «bolha doméstica»: um olhar crítico sobre a mobilização regional e local portuguesa em Bruxelas
Sandrina Antunes
p. 93
Onde habita a democracia?
Guya Accornero
p. 99
O ano de 2023 e o futuro próximo
David Pimenta
p. 105
Terramoto eleitoral, triunfo da ultradireita e refluxo das esquerdas
André Freire
p. 109
   
DEMOCRACIAS LUSÓFONAS  
   
CONVERSAS
 
 
Reis, sultões e guerrilheiros. Entrevista a José Eduardo Agualusa
João Gabriel de Lima
p. 117
Repensar o conceito de «democracias lusófonas». Entrevista a Edalina Rodrigues Sanches
Beatriz Ribeiro
p. 127
   
PONTO DE SITUAÇÃO  
   
Angola: regime autoritário eleitoral
David Boio e Carlos Pacatolo
p. 141
Brasil: crise e resiliência
Angelina Cheibub
p. 149
Cabo Verde: perspetivas
Vlademiro Moreira Furtado
p. 157
Moçambique: eleições e qualidade democrática?
José Jaime Macuane
p. 163
São Tomé e Príncipe: «o povo põe, o povo tira»
Gerhard Seibert
p. 171
Timor-Leste: entre a turbulência e o retorno às convenções fundadoras
Rui Graça Feijó
p. 179
   
CIÊNCIA POLÍTICA À PORTUGUESA  
   
A produção indexada 2022-2023
João Moniz e Nelson Santos
p. 191
Politólogos na imprensa escrita
Lúcio Hanenberg e David Pimenta
p. 199
O olhar dos mais jovens
Pablo Ariel Cabas e Eduardo Gonçalves
p. 205
Avaliação de políticas públicas e democracia: um diagnóstico exploratório
Roberto Falanga e Camila Costa
p. 209
Jovens trabalhadores inseguros, pensionistas desprotegidos?
Rui Branco
p. 215

 

Marcelo Camerlo é doutorado em Ciência Política pela Universidade de Florença e investigador principal no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Coordena os projetos de investigação «The Presidential Cabinets Project»; «The South European Governments Project»; e «Ciência Política à Portuguesa». É coordenador dos programas de estudos RSCool e METODICS, do Programme Director of EuroSud Erasmus Mundus International Master e do Observatório da Qualidade da Democracia do ICS-IUL.

João Grabriel de Lima é doutorando em Política Comparada no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e investigador no Observatório da Qualidade da Democracia. É mestre em jornalismo, colaborador da revista Piauí, do jornal O Estado de São Paulo e da rádio Nova Brasil, além de professor na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Os seus principais interesses de investigação são o debate público nas democracias, a participação política da sociedade civil e as diversas formas do autoritarismo contemporâneo. É autor de O Burlador de Sevilha (Companhia das Letras/São Paulo e Temas e Debates/Lisboa) e Carnaval (Editora Objetiva/Rio de Janeiro).

Lúcio Hanenberg é doutorando em Política Comparada no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e bolseiro de doutoramento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Nova de Lisboa, onde também concluiu a licenciatura. Investigador do Observatório da Qualidade da Democracia, os seus principais interesses de investigação focam-se na competição partidária face a legados autoritários, assim como na polarização.

David Pimenta é doutorando em Política Comparada no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e bolseiro de investigação em Ciência Política na Fundação para a Ciência e a Tecnologia. É investigador no Observatório da Qualidade da Democracia e editor no Politikon - IAPSS Journal of Political Science. Anteriormente ocupou diversas funções de gestão em várias organizações. O seu trabalho de investigação atual centra-se em política comparada, nacionalismo e conflitos étnicos.

Teresa Ruel é professora auxiliar convidada no ISCSP, Universidade de Lisboa.