Portugal, Brasil e a Europa Napoleónica

Portugal, Brasil e a Europa Napoleónica
Categoria: 
ISBN: 
978-972-671-282-4
Idioma: 
Português
Data de publicação: 
2010/Dez
Nº Páginas: 
573
Coleção: 
Colecção Geral
Formato: 
Capa Mole
31,01 €27,91 €

Este livro reúne um conjunto de 24 contribuições originais que trazem novos elementos para a compreensão de um período crucial da história de Portugal e do seu império. Nas primeiras décadas do século XIX, Portugal não era apenas um pequeno reino de dimensão europeia. Era também a cabeça de uma monarquia que abrangia um vasto império ultramarino, no qual se destacava o território brasileiro. Se a história de Portugal não pode ser entendida fora do contexto europeu, igualmente o não pode ser fora do contexto imperial.

 

Introdução
José Luís Cardoso, Nuno Gonçalo Monteiro e José Vicente Serrão
p.13
Parte I
Portugal na Europa
 
Capítulo 1 - Napoleão e a Europa depois de Tilsit 
Jacques Oliver Boudon
p.25
Capítulo 2 - Bloqueio Continental e desbloqueio marítimo: o Brasil no contexto global das Guerras Napoleónicas 
José Luís Cardoso
p.39
Capítulo 3 - Diplomacia económica em tempos de crise: Portugal e a Escandinávia, 1801-1807 
Miguel Alexandre da Cruz 
p.61
Capítulo 4 - «Paz, amizade e liberdade»: Portugal e a Prússia no Congresso de Viena
Ana Maria Homem Leal de Faria
p.83
Capítulo 5 - O olhar mútuo: Portugal e Espanha na Guerra Peninsular (1807- -1814)
Antonio Moliner Prada
p.109
Parte II
Política e instituições em transição
 
Capítulo 6 - D. João VI e o conceito de transição política
Mendo Castro Henriques 
p.141
Capítulo 7 - «Considerações sobre a Revolução Política de 1808»: um inédito de Vicente José Ferreira Cardoso da Costa 
Lúcia Maria Bastos Pereira das Neves
p.167
Capítulo 8 - O exercício governativo de D. Miguel Pereira Forjaz, no contexto da Guerra Peninsular 
Ana Canas Delgado Martins
p.187
Capítulo 9 - Entre o reino e o império: os Açores e a viragem de 1807-1808
José Damião Bastos Pereira das Neves e Ricardo Manuel Madruga da Costa
p.211
Capítulo 10 - Uma personagem em meio ao Atlântico: Miguel António de Melo, governador dos Açores, 1806-1810
Guilherme Pereira das Neves
p.229
Capítulo 11 - Conselho Supremo Militar e de Justiça: idéias e práticas de uma cultura jurídica de Antigo Regime (1808-1831)
Adriana Barreto
p.249
Capítulo 12 - Instituições científicas em trânsito: Portugal – Brasil, 1808-1821
Maria de Fátima Nunes
p.273
Capítulo 13 - A Corte no Rio de Janeiro: o perigo francês, o perigo espanhol e o poderio inglês
Maria Beatriz Nizza da Silva
p.297
Capítulo 14 - 1808: «Rio de Janeiro, única capital imperial das Américas» 
Maria de Fátima da Silva Gouvêa
p.323
Parte III
Economia e sociedade em mudança
 
Capítulo 15 - Nobreza titulada e elites na monarquia portuguesa antes e depois de 1808 
Nuno Gonçalo Monteiro 
p.349
Capítulo 16 - Uma casa nos trópicos: a Casa Real portuguesa no Rio de Janeiro (1808-1821) 
Santiago Silva de Andrade
p.367
Capítulo 17 - 1808: a guerra contra os botocudos e a recomposição do Império português nos trópicos 
Vânia Maria Lousada Moreira
p.391
Capítulo 18 - As raças contra a nação: reflexões do médico Francisco Soares Franco
Ronald Raminelli
p.415
Capítulo 19 - Descontentamentos e protestos: territorialização da Coroa e direito à terra na América portuguesa
Márcia Maria Menendes Motta
p.435
Capítulo 20 - A Real Junta do Comércio do Rio de Janeiro: livre-comércio e  política manufatureira 
Tereza Cristina Kirschner
p.457
Parte IV
Entre a memória e representação
 
Capítulo 21 - O sebastianismo nas Guerras Peninsulares: a guerra sebástica contra as tropas francesas 
Jacqueline Hermann
p.483
Capítulo 22 - A guerra das cartas: da manipulação à sedição 
Sofia Geraldes
p.511
Capítulo 23 - Portugal na Guerra Peninsular: uma perspectiva britânica 
Charles Esdaile
p.529
Capítulo 24 - A ida da corte para o Brasil nos documentos do Arquivo Histórico Ultramarino: séries Brasil 
Érika Dias
p.553
Notas bibliograficas  p.569

 

José Luís Cardosoinvestigador coordenador (aposentado) do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, onde exerceu os cargos de subdiretor (2010-2014) e de diretor (2014-2018). É presidente da Classe de Letras da Academia das Ciências de Lisboa desde janeiro de 2022, tendo sido presidente desta instituição nos anos de 2022 a 2024. Foi presidente da European Society for the History of Economic Thought entre 2014 e 2016. É autor de várias obras – publicadas nas principais revistas e editoras internacionais da sua especialidade – sobre história das ideias e instituições económicas e políticas, dando especial atenção ao estudo do caso português em perspetiva comparada. Os seus ensaios históricos incidem, sobretudo, sobre a época da Ilustração e das revoluções liberais e suas repercussões no Brasil e sobre o período de entre guerras do século XX.

Nuno Gonçalo Monteiro, doutorado e agregado em História, é investigador coordenador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, onde é também professor. A sua área preferencial de investigação é a história social e institucional do Antigo Regime e dos primeiros liberalismos numa perspetiva transcontinental. Foi professor visitante em diversas universidades, coordenou vários projetos científicos internacionais e realizou numerosas conferências e comunicações. Entre mais de duzentos títulos publicados, é autor de Elites e Poder (4.ª ed.2024), D. José (3.ª ed., 2025), coautor da História de Portugal (11.ª ed., 2021) e cocoordenador de Um Reino e suas Repúblicas no Atlântico (2017), de Political Thought in Portugal and its Empire, c. 1500-1800 (2021), do livro 1822. Das Américas Portuguesas ao Brasil (2022), e do Dicionário Crítico da Revolução Liberal (1820-1834) (2025).