A Circulação do Conhecimento

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Este volume resulta de uma longa interlocução envolvendo historiadores, antropólogos, sociólogos e vários especialistas em ciências da saúde baseados em Portugal e no Brasil.
Em quatro blocos - «A escrita e o trânsito do conhecimento médico», «Substâncias de cura: águas e aguardentes», «Redes transnacionais de pesquisa e intervenção» e «Colonial, rural, total: a experiência da Malária» -, Cristina Bastos, Renilda Barreto, Luiz Otávio Ferreira, Betânia G. Figueiredo e Evandro C. G. de Castro, Patrick Figueiredo, Maria Manuel Quintela, Flávio Coelho Elder, JaimeBenchimol, Jorge Varanda, Philip J. Havik, Mónica Saavedra e Vitor Faustino oferencem-nos diferentes perspectivas sobre produção e circulação do conhecimento médico em contextos luso-brasileiros, entendidos estes de uma forma ampliada e extensível a espaços africanos afectados por políticas coloniais portuguesas.
| Índice | |
| Introdução Cristiana Bastos e Renilda Barreto |
p. 15 |
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Parte I |
p. 27 |
| Capítulo 2 A «ciência do parto» e a atuação de Joaquim da Rocha Mazarém (século XIX) Renilda Barreto |
p. 55 |
| Capítulo 3 O viajante estático: José Francisco Xavier Sigaud e a circulação das ideias higienistas no Brasil oitocentista (1830-1844) Luiz Otávio Ferreira |
p. 73 |
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Parte II |
p. 93 |
| Capítulo 5 A «Água de Inglaterra» em Portugal Patrick Figueiredo |
p. 113 |
| Capítulo 6 Armando Narciso: um «doutrinador» da hidrologia médica e do termalismo português (1919-1948) Maria Manuel Quintela |
p. 131 |
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Parte III Capítulo 7 |
p. 151 |
| Capítulo 8 Hideyo Noguchi e a Fundação Rockefeller na campanha internacional contra a febre amarela (1918-1928) Jaime Benchimol |
p. 171 |
| Capítulo 9 A asa protectora de outros: as relações transcoloniais do Serviço de Saúde da Diamang Jorge Varanda |
p. 287 |
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Parte IV Capítulo 10 |
p. 317 |
| Capítulo 11 Mosquitos envenenados: os arrozais e a malária em Portugal Mónica Saavedra |
p. 351 |
| Capítulo 12 Controlo populacional e erradicação da malária: o caso dos ranchos migratórios Vítor Faustino |
p. 365 |
Cristiana Bastos (PhD CUNY 1996) é antropóloga e o seu trabalho intersecta as disciplinas de antropologia, história e estudos sociais de ciência, tecnologia e medicina. É investigadora do quadro do Instituto de Ciências Sociais, onde coordena o Grupo de Investigação Identidades, Culturas, Vulnerabilidades. Em projectos anteriores investigou dinâmicas de população, mobilidades transnacionais, biopolíticas coloniais, medicina e império, história social da saúde e bem-estar, com pesquisa de campo e arquivo em Portugal, Brasil, Estados Unidos, India e Moçambique. Actualmente coordena o projectoThe Colour of Labour(ERC AdG 695573),onde está directamente envolvida nas linhas de pesquisa sobre a Guiana, Hawaii, Nova Inglaterra e Angola.
