Globalization, Cultural Values and Social Conflicts - South East Alentejo and Vicentine Coast Natural Park: between local pressures and global interests

Globalization, Cultural Values and Social Conflicts - South East Alentejo and Vicentine Coast Natural Park: between local pressures and global interests

Sixteen years after the creation of the Protected Area of the South East Alentejo and Vicentine Coast we witness today a growing confrontation of interests, that jeopardize core values assumed at the creation of the Natural Park. This project's objective is to comprehend how the confrontation between local interests (who are committed to the growth of an industry equivalent to the Algarve's successful case in the short term) and global interests (based on the values of nature conservation, but that are seen as somewhat strange in terms of local realities and even as obstacles to the normal local development) are established and on which side the national central government will position itself since, in spite of the assumed commitments, it has shown some openness to the development demands of the local tourism lobbies.

Estatuto: 
Proponent entity
Financed: 
No
Keywords: 

Conservação da natureza, desenvolvimento local, desenvolvimento sustentável, participação e cidadania

Sixteen years after the creation of the Protected Area of the South East Alentejo and Vicentine Coast we witness today a growing confrontation of interests, that jeopardize core values assumed at the creation of the Natural Park. This project's objective is to comprehend how the confrontation between local interests (who are committed to the growth of an industry equivalent to the Algarve's successful case in the short term) and global interests (based on the values of nature conservation, but that are seen as somewhat strange in terms of local realities and even as obstacles to the normal local development) are established and on which side the national central government will position itself since, in spite of the assumed commitments, it has shown some openness to the development demands of the local tourism lobbies.

Objectivos: 
To understand how this confrontation between local interests (who are committed to the growth of an industry that, in neighbouring Algarve, has been successful in the near term) and global interests (based on the values of nature conservation, but that are seen as somewhat strange in terms of local realities and even as obstacles to the normal local development) are established and on which side the national central government will position itself since, in spite of the assumed commitments, it has shown some openness to the development demands of the local tourism lobbies.
State of the art: 
<p>O estado de conserva&ccedil;&atilde;o invej&aacute;vel, que uma situa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica &uacute;nica e os condicionalismos hist&oacute;rico-sociais particulares determinaram, levou ao reconhecimento da enorme import&acirc;ncia natural da faixa que se estende por mais de 74.788 ha, entre Sines e o Barlavento Algarvio. Em 1988 foi, assim, criada a &Aacute;rea de Paisagem Protegida do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina que em 1995 foi elevado &agrave; categoria de Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV) (DR 26/95 de 21 de Setembro). As inst&acirc;ncias de governan&ccedil;a internacional n&atilde;o s&atilde;o, por outro lado, alheias a estas op&ccedil;&otilde;es governamentais. Uma &aacute;rea de 134 ha, na Ponta de Sagres, est&aacute; classificada como Reserva Biogen&eacute;tica pelo Conselho da Europa. O Parque est&aacute; ainda inclu&iacute;do em outras diversas redes europeias de conserva&ccedil;&atilde;o: S&iacute;tio de Especial Interesse para a Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza; Zona da Protec&ccedil;&atilde;o Especial para avifauna (ZPE) no &acirc;mbito da Directiva Aves; Zona Especial de Conserva&ccedil;&atilde;o (ZEC) da Costa Vicentina no &acirc;mbito da Directiva Habitats, inserindo-se desta forma na Rede NATURA 2000. Acresce, ainda em termos internacionais, que o parque, e especificamente as esp&eacute;cies que nele ocorrem, est&aacute; igualmente abrangido pela Conven&ccedil;&atilde;o de Berna, pela Conven&ccedil;&atilde;o de Bona e ainda pela Conven&ccedil;&atilde;o CITES. <br />Este processo de valoriza&ccedil;&atilde;o/classifica&ccedil;&atilde;o foi, no entanto, desde o seu in&iacute;cio, pejado de conflitos e dificuldades que derivam de uma animosidade - ora mais aguda, ora mais latente - resultante, por um lado, da press&atilde;o imobili&aacute;ria permanente que os empreendimentos tur&iacute;sticos t&ecirc;m representado e, por outro lado, da forma de implementa&ccedil;&atilde;o levado a cabo pela administra&ccedil;&atilde;o central que, em larga medida, a imp&ocirc;s &agrave;s comunidades locais sem levar em conta as suas aspira&ccedil;&otilde;es, raz&otilde;es e opini&otilde;es, e sem um esfor&ccedil;o (pelo menos com resultados palp&aacute;veis) de envolvimento e implica&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es envolvidas. <br />Ao contr&aacute;rio, exacerbadas pela crescente procura das propriedades algarvias no mercado imobili&aacute;rio, as expectativas locais (n&atilde;o fosse a exist&ecirc;ncia do PNSACV) eram de que a desejada rentabiliza&ccedil;&atilde;o de propriedade e oportunidades de neg&oacute;cio se iriam multiplicar e, finalmente, repercutir nos bolsos e nos estilos de vida das popula&ccedil;&otilde;es locais, at&eacute; ent&atilde;o, largamente afastadas dos benef&iacute;cios da modernidade. Tendo, assim, por refer&ecirc;ncia o crescimento da actividade tur&iacute;stica no Algarve em geral, desde cedo os agentes locais se mostraram avessos a modelos de desenvolvimento que, pelo menos de forma imediata, impediriam o acesso ao el dorado que os empreendimentos tur&iacute;sticos representavam e, muito provavelmente, representam ainda para muitos dos agentes locais presentes. <br />A popula&ccedil;&atilde;o, as autarquias, os propriet&aacute;rios, a imprensa local... todos, de uma forma geral, parecem ter rejeitado o processo de classifica&ccedil;&atilde;o e consequentes entraves ao desenvolvimento local. De facto, a instala&ccedil;&atilde;o do PNSACV jamais correspondeu a qualquer reivindica&ccedil;&atilde;o local (seja das popula&ccedil;&otilde;es, seja das autarquias), decorrendo, isso sim, de uma vontade imposta do poder central para ordenar o territ&oacute;rio e criar uma zona preservada ao crescimento descontrolado dos empreendimentos urban&iacute;sticos que amea&ccedil;avam (e amea&ccedil;am ainda) os valores ecol&oacute;gicos que o relativo isolamento ajudara a preservar.</p>

PNSACV

Coordenador 
Start Date: 
01/04/2005
End Date: 
31/12/2008
Duração: 
44 meses
Closed