Este livro reflete sobre os diferentes modos de acesso e de apropriação social da terra entre os séculos XVII e XIX, a partir
de contributos teóricos da história económica e social, da nova sociologia económica e da nova economia institucional.
A sua discussão conceptual conjuga uma variedade de casos de estudo internacionais com um amplo conhecimento empírico acerca dos direitos de propriedade, mercados de terra, estruturas agrárias e mecanismos de estratificação e mobilidade social em Portugal, com destaque para o Alentejo, o hinterland rural de Lisboa, e a ilha da Madeira.
Nesta obra de evidente rigor e maturidade intelectual, Rui Santos e os seus co-autores (Benedita Câmara, Rosa Congost, Jorge Gelman
e José Vicente Serrão) contribuem para o entendimento das dinâmicas sociais subjacentes ao acesso à terra, do Antigo Regime à contemporaneidade.