Um Império de Conflitos

Um Império de Conflitos
O Conselho Ultramarino e a Defesa do Brasil
Categoria: 
ISBN: 
978-972-671-351-7
Idioma: 
Português
Data de publicação: 
2015/May
Dimensão: 
23x15
Nº Páginas: 
430
Coleção: 
Colecção Geral
Formato: 
Capa Mole
27,00 €24,30 €

Este livro debruça-se sobre um dos mais importantes conselhos da monarquia portuguesa no Antigo Regime, o Conselho Ultramarino. Demonstra que apesar das dificuldades iniciais (provocadas por um sistema político avesso a inovações), o tribunal conseguiu assumir um papel decisivo na administração da América portuguesa, nomeadamente no que tocava às matérias militares. Nesse sentido, a burocracia associada à nomeação de militares ficou grandemente submetida ao Conselho, que durante décadas procurou manter o império sob o signo do concurso. E o mesmo aconteceu com a gestão dos recursos financeiros necessários à defesa do Brasil, o que só foi possível no âmbito de uma arquitetura de poderes favorável e cuja evolução se acompanha de perto até às inovações pombalinas. À mesa do Conselho também subiram os problemas com populações nativas e com colonos descontentes, convertendo o tribunal num espaço privilegiado para a discussão das margens do poder da coroa. Na verdade, os argumentos então veiculados denunciam a gradual renovação dos paradigmas políticos do império e os impulsos centralizadores da monarquia, e que aqui também se retomam e reavaliam.

 

Agradecimentos p.13
Regras de transcrição p.15
Glossário de siglas e abreviaturas p.17
Introdução p.19
Parte I - A anatomia da decisão política em tempos de crise na América portuguesa p.25
Capítulo 1 - O Conselho Ultramarino e a guerra com os holandeses p.29
Capítulo 2 - A arquitetura de poderes e as ameaças externas no Brasil colonial p.45
Capítulo 3 - O Conselho Ultramarino entre levantes e a resistência indígena p.99
Parte II - O Conselho Ultramarino e os custos da defesa do Brasil p.155
Capítulo 4 - O reforço do dispositivo militar americano no rescaldo da Restauração p.159
Capítulo 5 - Tempos de protagonismo político e institucional (1671-1730) p.177
Capítulo 6 - Reconfigurações políticas e financeiras do Atlântico português p.213
Capítulo 7 - «Entre o mar e a terra»: fraturas institucionais na política colonial joanina p.253
Capítulo 8 - Iniciativas centralizadoras e a logística militar do império (1730-1761) p.275
Parte III - O Conselho Ultramarino e o controlo político dos provimentos militares p.287
Capítulo 9 - O provimento de postos à luz das dinâmicas políticas cortesãs (1642-1672) p.295
Capítulo 10 - Os provimentos e a decisão política à escala atlântica na segunda metade de Seiscentos p.307
Capítulo 11 - O crepúsculo de um sistema burocrático: modalidades de provimento na primeira metade de Setecentos p.337
Conclusão p.387
Fontes e bibliografia  p.401
Índice onomástico p.421

 

Miguel Dantas da Cruz é  investigador no Instituto de Ciências Sociais (Universidade de Lisboa) e doutorado em História Moderna (Especialidade Impérios, colonialismo e pós-colonialismo) pelo Programa Interuniversitário de Doutoramento em História (2013). Tem-se dedicado à história das relações internacionais no final do Antigo Regime, com destaque para as questões políticas e económicas. Publicou diversos trabalhos sobre a neutralidade portuguesa na Europa Revolucionária e sobre o comércio externo de Portugal com estados do Atlântico Norte (entre os quais se incluem os E.U.A. e os países escandinavos).