Português
Igrejas e Ditaduras no Mundo Lusófono
Tendo implícita a análise da natureza, dos propósitos e dos limites das competências do Estado e das Igrejas em diferentes contextos geográficos e temporais, o estudo das relações entre o Estado e as confissões religiosas sempre se revestiu de particular interesse. As profundas transformações (políticas, económicas, sociais e culturais) que se operam, no Brasil e em Portugal, sob o signo das ditaduras, complexificam a interação entre religião e política e, consequentemente, as relações entre as Igrejas e o Estado.
A Empresa Agrícola
Este livro centra-se na evolução da empresa agrícola – na sua estrutura e nos seus resultados – no decurso do século xx. Começa por um breve enquadramento histórico da agricultura, do ensino e da investigação social agrária. Da administração agrícola, tal como se configurava nos primeiros anos do século, à avaliação ambiental prevalecente no seu termo, vai todo um caminho de afinamento conceptual, de inventariação de métodos e técnicas conducentes à medição da eficiência económica do processo produtivo.
Monarquias Ibéricas em Perspectiva Comparada (Sécs. XVI-XVIII)
Dispor de uma análise dos quadros jurídico-políticos e administrativos das duas monarquias ibéricas na época moderna é fundamental para o investigador que pretende estudar os processos históricos nos quais estas foram protagonistas, bem como os agentes neles envolvidos. O livro Monarquias Ibéricas em Perspectiva Comparada.
Histórias Cruzadas
Desde os anos 1990, estudos comparativos abordando instituições do Brasil e de Portugal vêm demonstrando quanto a independência brasileira não constituiu um efetivo distanciamento entre as duas nações. Ao invés disso, percebe-se, nos séculos XIX e XX, um estreito diálogo entre governantes, políticos e intelectuais dos dois lados do Atlântico, do qual resultou um variado e importante conjunto de realizações.
A Arte de Governar
A interação entre os governos — que são partidários — e a estrutura administrativa é fundamental no funcionamento da democracia. Os partidos no governo delegam grande parte da sua responsabilidade na cúpula dirigente da administração pública.
Guerra contra a Pirataria
Este livro propõe uma reflexão crítica sobre a mobilização internacional orquestrada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas contra a pirataria somali. O argumento central do livro é que a pirataria somali foi submetida a um processo de securitização, o que explica a sua prioridade na agenda internacional de segurança e o tratamento de excecionalidade dado ao problema.
Sustentabilidade
Este livro resulta do primeiro grande inquérito realizado à escala nacional sobre o tema da sustentabilidade. As ruturas ambientais e sociais resultantes do modelo de crescimento económico prevalecente têm-se feito sentir de forma progressiva em todo o mundo nos últimos anos, sobretudo a partir da crise financeira mundial de 2008, com particulares repercussões em Portugal entre 2011 e 2014. Nunca os valores da sustentabilidade foram tão decisivos e nunca estiveram em situação tão crítica como agora.
O Arqueólogo Cordial
O Estado Novo, uma ditadura de cariz fascista, foi marcado pelo corporativismo. De acordo com os seus princípios, a nação correspondia a uma sociedade organicamente hierarquizada que o Estado deveria espelhar e regular através das suas instituições. A Junta Nacional da Educação veiculou a atitude corporativa e foi instituída de forma a representar cada grupo de agentes culturais no país, incluindo organizações que promoviam investigação arqueológica.
O Regresso dos Mortos
Este livro narra um conjunto de micro-histórias de doadores que beneficiaram a Misericórdia do Porto a partir dos territórios da expansão ibérica, ou que, testando a partir da cidade, revelam contactos com os mundos transoceânicos. Centrada nos séculos XVI e XVII, a análise visa dois objetivos principais: compreender as transformações das estruturas familiares operadas pela emigração para os impérios ibéricos, e o modo como a cultura material dos portuenses foi afetada pelo consumo de objetos e substâncias de proveniência colonial.
Geração Milénio?
O título deste livro é intencionalmente interrogativo. Questiona se os jovens frequentemente designados como Milénio serão, de facto, uma geração no sentido sociológico do termo. Estarão os portugueses nascidos depois dos anos 80 a forjar novas formas de transição para a idade adulta? Estarão a moldar novas culturas de trabalho e de lazer? Estarão a criar novas formas de participação cívica e social? Existirá, de facto, em Portugal, uma geração Milénio?



