O Arqueólogo Cordial

O Arqueólogo Cordial
A Junta Nacional da Educação e o Enquadramento Institucional da Arqueologia Portuguesa durante o Estado Novo (1936-1974)
Autor(es): 
Categoria: 
ISBN: 
978-972-671-486-6
Idioma: 
Português
Data de publicação: 
2018/May
Dimensão: 
23x15
Nº Páginas: 
153
Coleção: 
Colecção Geral
Formato: 
Capa Mole
15,00 €13,50 €

O Estado Novo, uma ditadura de cariz fascista, foi marcado pelo corporativismo. De acordo com os seus princípios, a nação correspondia a uma sociedade organicamente hierarquizada que o Estado deveria espelhar e regular através das suas instituições. A Junta Nacional da Educação veiculou a atitude corporativa e foi instituída de forma a representar cada grupo de agentes culturais no país, incluindo organizações que promoviam investigação arqueológica. Paralelamente à criação da Junta, o Estado tomou uma série de iniciativas legislativas em torno do património cultural, através das quais procurou envolver todos os que nele estivessem interessados. Assim, o Estado patrocinou uma comunidade arqueológica inspirada pelo mito corporativo e articulada por uma economia de afetos que teve consequências de longa duração. Tudo isso correspondeu à emergência do «arqueológo cordial», o arqueólogo cujo coração governou tanto a sua vida pessoal como os seus projetos. De modo a explicá-lo, analisamos legislação e documentação associadas às atividades da Junta, assim como debates, conversas e histórias produzidas entre arqueólogos no decurso de cerca de quarenta anos.

Prefácio

Manuel Loff

p.13
Prólogo p. 21
1. Introdução p. 25
2. Antecendentes em ditadura p. 31
3. Arqueologia à mesa da Junta Nacional da Educação p. 51
4. Instituições e a economia dos afectos p. 93
5. Conclusão p. 125
Arquivos, fontes e bibliografia p. 135

 

Rui Gomes Coelho, é arqueólogo e trabalha no programa de Cultural Heritage and Preservation Studies do Departamento de História de Arte de Rutgers University, Estados Unidos. Dedica-se à arqueologia moderna e contemporânea, à história social da arqueologia e aos estudos críticos do património.

 

 

Recensão de Vítor Oliveira Jorge  In Práticas da História, Journal on Theory, Historiography and Uses of the Past, n.º 9 (2019), pp. 261-267.

Recensão de Sérgio Gomes In Conimbriga, 58 (2019), pp. 407-410.

Recensão de Katina Lillios In Hist Arch, 53 (2019), pp. 205–206.

Recensão de Francisco Javier González García In GALLÆCIA 37 (2018), pp. 147-151.