Igrejas e Ditaduras no Mundo Lusófono

Igrejas e Ditaduras no Mundo Lusófono
Categoria: 
ISBN: 
978-972-671-524-5
Idioma: 
Português
Data de publicação: 
2019/Feb
Dimensão: 
23x15
Nº Páginas: 
341
Coleção: 
Colecção Geral
Formato: 
Capa Mole
22,00 €19,80 €

Tendo implícita a análise da natureza, dos propósitos e dos limites das competências do Estado e das Igrejas em diferentes contextos geográficos e temporais, o estudo das relações entre o Estado e as confissões religiosas sempre se revestiu de particular interesse. As profundas transformações (políticas, económicas, sociais e culturais) que se operam, no Brasil e em Portugal, sob o signo das ditaduras, complexificam a interação entre religião e política e, consequentemente, as relações entre as Igrejas e o Estado.
Esta realidade exige que se procurem novos ângulos de abordagem que ultrapassem a análise das relações institucionais, destacando, por exemplo, o lugar das Igrejas no espaço público ou o papel dos católicos na sociedade e no aparelho de Estado. Promovida pela Rede «Conexões Lusófonas: ditadura e democracia em português», a presente obra reúne estudos de académicos cujas obras constituem referências relevantes na temática em apreço (Bruno Cardoso Reis, Cândido Moreira Rodrigues, Gizele Zanotto, Hugo Gonçalves Dores, Leandro Pereira Gonçalves, Marcelo Timotheo da Costa, Maria da Conceição Neto, Maria Inácia Rezola, Nuno Estevão Ferreira, Paulo Fontes, Renato Amado Peixoto, Rita Almeida de Carvalho e Rodrigo Patto Sá Motta).

 

Sob o signo da ditadura: Estado, Igrejas e religiosidade no espaço lusófono

Leandro Pereira Gonçalves e Maria Inácia Rezola

p. 9

1. O anticomunismo católico e a ditadira de 1937 

Rodrigo Patto Sá Motta

p.27

2. O catolicismo no Brasil do período Vargas: imbricações entre religião, política e espacialidade (1930-1945)

Cândida Moreira Rodrigues e Renato Amado Peixoto

p.57

3. Vozes dissonantes no catolicismo em tempos de ditadura (1964-1985)

Gizele Zanotto

p.87

4. Mirando o espelho atlântico: Alceu Amoroso Lima e Portugal - do Estado Novo à Revolução dos Cravos

Marcelo Timotheo da Costa

p. 121

5. Igreja Católica, sociedade e Estado em Portugal no século XX 

Paulo Fontes

p.159

6. "O sagrado vínculo do matrimónio não está sujeito ao arbítrio da vontade humana": a intemporalidade cristã em confronto com a modernidade (séculos XIX-XXI)"

Rita Almeida de Carvalho

p.203

7. Estado Novo e a Igreja Católica: nem paz, nem guerra. A gestão política interna e externa por salazar de uma segunda separação

Bruno Cardoso Reis

p. 219

8. O catolicismo português e o debate sobre o desenvolvimento económico na década de 1960

Nuno Estevão Ferreira

p.249

9. "De utilidade imperial e sentido eminentemente civilizador": a política missionária no Império Colonial Português durante o Estado Novo (c.1930-1960)

Hugo Gonçalves Dores

p.277

10. Uma igreja ambivalente: os católicos angolonas entre a "portugalidade" e a subversão da ordem colonial"

Maria da Conceição Neto

p.307

 

Leandro Pereira Gonçalves, Professor do Departamento de História da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Brasil, e investigador associado ao Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa (CEHR/UCP). As suas pesquisas recentes concentram-se em questões relacionadas com a compreensão do conservadorismo do século XX, o estudo da Direita, cristianismo e autoritarismo, fascismo e integralismo, ações imigrantistas e nos aspetos teorizados através da cultura política, tendo como foco os elementos transnacionais existentes entre a Península Ibérica e a América Latina.  

Maria Inácia Rezola, Professora adjunta na Escola Superior de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Lisboa e investigadora do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde coordena o gupo de investigação "História Política Comparada".  Tem-se dedicado sobretudo ao estudo das transições para a democracia numa perspectiva comparada, comportamento político das Forças Armadas, Igreja, Estado e autoritarismo e à história dos media.