Portugal Ingovernável?

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Numa época em que a ideia e a prática da democracia enfrentam desafios críticos nos domínios político, económico, social e cultural, este livro pretende contribuir para o debate público fundamentado sobre as particularidades da política portuguesa e do mundo lusófono. Apresenta-se como um trabalho colaborativo, que reúne conceituados cientistas políticos e jovens investigadores desta disciplina, com o objetivo de estabelecer uma ligação entre os domínios da investigação académica e o público em geral, promovendo a discussão sobre o funcionamento e os desafios da democracia contemporânea.
A presente edição cobre o período que vai desde os inícios do ano de 2023, com o país liderado por um governo de maioria absoluta e condições de governabilidade em termos gerais positivas, até ao terramoto eleitoral das eleições antecipadas de março de 2024, que resultaram num cenário político inédito e de potencial ingovernabilidade.
| Autores e organizadores | p. 15 |
| Apresentação | p. 19 |
| CENÁRIO PÓS-ELEITORAL | |
| O comportamento eleitoral nas eleições legislativas de março de 2024. Entrevista a Pedro Magalhães Maria Gomes da Silva, André Marinha, João Gaio e Silva, Margarida Estevão, Gonçalo Mendes Pinto |
p. 23 |
| Fazer história para mudar a História? Novos e velhos atores políticos em Portugal. Entrevista a Filipa Raimundo André Marinha, João Gaio e Silva, Maria Gomes da Silva, Margarida Estevão, Gonçalo Mendes Pinto |
p.27 |
| Cobertura dos média e campanhas dos partidos nas eleições legislativas de março de 2024. Entrevista a José Santana Pereira João Gaio e Silva, André Marinha, Maria Gomes da Silva, Margarida Estevão, Gonçalo Mendes Pinto |
p. 33 |
| O MELHOR, O PIOR E O QUE ESTÁ PARA VIR | |
| Democracia dos líderes: velhos e novos atores Marco Lisi |
p. 43 |
| A eleição direta do primeiro-ministro Carlos Jalali |
p.49 |
| Demissões e exonerações no governo Patrícia Calca |
p. 53 |
| Desvios institucionais e o colapso da confiança: o valor das lideranças e das boas práticas em democracia Luís Lobo-Fernandes |
p.59 |
| O desencontro institucional: a crise entre Belém e São Bento Bruno Ferreira da Costa |
p. 63 |
| A reconfiguração da direita europeia e o fim da exceção portuguesa Teresa Nogueira Pinto |
p.69 |
| A importância das palavras e dos tópicos: uma análise do CHEGA no Twitter Susana Salgado e Afonso Biscaia |
p. 75 |
| O PREC da direita portuguesa André Azevedo Alves |
p. 79 |
| JMJ 2023: laboratório das relações Estado-Igreja Jorge Botelho Moniz |
p. 83 |
| Que lugar para Portugal na defesa do multilateralismo e da paz internacional? Daniela Nascimento |
p. 89 |
| (Re)pensar a regionalização para além da «bolha doméstica»: um olhar crítico sobre a mobilização regional e local portuguesa em Bruxelas Sandrina Antunes |
p. 93 |
| Onde habita a democracia? Guya Accornero |
p. 99 |
| O ano de 2023 e o futuro próximo David Pimenta |
p. 105 |
| Terramoto eleitoral, triunfo da ultradireita e refluxo das esquerdas André Freire |
p. 109 |
| DEMOCRACIAS LUSÓFONAS | |
| CONVERSAS |
|
| Reis, sultões e guerrilheiros. Entrevista a José Eduardo Agualusa João Gabriel de Lima |
p. 117 |
| Repensar o conceito de «democracias lusófonas». Entrevista a Edalina Rodrigues Sanches Beatriz Ribeiro |
p. 127 |
| PONTO DE SITUAÇÃO | |
| Angola: regime autoritário eleitoral David Boio e Carlos Pacatolo |
p. 141 |
| Brasil: crise e resiliência Angelina Cheibub |
p. 149 |
| Cabo Verde: perspetivas Vlademiro Moreira Furtado |
p. 157 |
| Moçambique: eleições e qualidade democrática? José Jaime Macuane |
p. 163 |
| São Tomé e Príncipe: «o povo põe, o povo tira» Gerhard Seibert |
p. 171 |
| Timor-Leste: entre a turbulência e o retorno às convenções fundadoras Rui Graça Feijó |
p. 179 |
| CIÊNCIA POLÍTICA À PORTUGUESA | |
| A produção indexada 2022-2023 João Moniz e Nelson Santos |
p. 191 |
| Politólogos na imprensa escrita Lúcio Hanenberg e David Pimenta |
p. 199 |
| O olhar dos mais jovens Pablo Ariel Cabas e Eduardo Gonçalves |
p. 205 |
| Avaliação de políticas públicas e democracia: um diagnóstico exploratório Roberto Falanga e Camila Costa |
p. 209 |
| Jovens trabalhadores inseguros, pensionistas desprotegidos? Rui Branco |
p. 215 |
Marcelo Camerlo é doutorado em Ciência Política pela Universidade de Florença e investigador principal no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Coordena os projetos de investigação «The Presidential Cabinets Project»; «The South European Governments Project»; e «Ciência Política à Portuguesa». É coordenador dos programas de estudos RSCool e METODICS, do Programme Director of EuroSud Erasmus Mundus International Master e do Observatório da Qualidade da Democracia do ICS-IUL.
João Gabriel de Lima é doutorando em Política Comparada no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e investigador no Observatório da Qualidade da Democracia. É mestre em jornalismo, colaborador da revista Piauí, do jornal O Estado de São Paulo e da rádio Nova Brasil, além de professor na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Os seus principais interesses de investigação são o debate público nas democracias, a participação política da sociedade civil e as diversas formas do autoritarismo contemporâneo. É autor de O Burlador de Sevilha (Companhia das Letras/São Paulo e Temas e Debates/Lisboa) e Carnaval (Editora Objetiva/Rio de Janeiro).
Lúcio Hanenberg é doutorando em Política Comparada no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e bolseiro de doutoramento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Nova de Lisboa, onde também concluiu a licenciatura. Investigador do Observatório da Qualidade da Democracia, os seus principais interesses de investigação focam-se na competição partidária face a legados autoritários, assim como na polarização.
David Pimenta é doutorando em Política Comparada no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e bolseiro de investigação em Ciência Política na Fundação para a Ciência e a Tecnologia. É investigador no Observatório da Qualidade da Democracia e editor no Politikon - IAPSS Journal of Political Science. Anteriormente ocupou diversas funções de gestão em várias organizações. O seu trabalho de investigação atual centra-se em política comparada, nacionalismo e conflitos étnicos.
Teresa Ruel é professora auxiliar convidada no ISCSP, Universidade de Lisboa.




