A Europeização da Democracia Portuguesa

A Europeização da Democracia Portuguesa
ISBN: 
978-972-671-396-8
Idioma: 
Português
Data de publicação: 
2017/Jun
Dimensão: 
23x15
Nº Páginas: 
250
Coleção: 
Colecção Geral
Formato: 
Capa Mole
18,00 €16,20 €

Em quatro décadas de democracia em Portugal, europeização e democratização funcionaram como duas faces da mesma moeda: a europeização constituiu um fator de consolidação da democracia, como a democratização constituiu um fator de legitimação da Europa. Ora, foi esse pressuposto fundamental que a crise europeia e, sobretudo, a forma como a União Europeia a geriu vieram pôr em causa. É esse o objeto central deste livro. Até onde foi o processo de europeização da democracia portuguesa? O governo, o parlamento, os tribunais e a sociedade civil? O consenso sobre a opção europeia? E até que ponto a crise o pôs em causa e gerou um processo inverso de «deseuropeização»?

 

Prefácio p. 15

1. Portugal e a integração europeia, 1974-2015: uma introdução histórica

Nuno Severiano Teixeira

p. 19

2. Entre Portugal e a Europa: dinâmicas e tendências de europeização do governo português

Carlos Jalali

p. 35

3. A implementação do Tratado de Lisboa: o parlamento português enquanto ator na esfera legislativa europeia

Madalena Meyer Resende e Maria Teresa Paulo

p. 59

4. A europeização dos tribunais portugueses

Nuno Piçarra e Francisco Pereira Coutinho

p. 87

5. A europeização de grupos de interesse portugueses? Associaçãoes sindicais e profissionais

Sebastián Royo

p. 113

6. Integração europeia e alinhamentos partidários: o caso português como exemplo para as novas democracias do Leste europeu

André Freire e José Santana Pereira

p. 147

7. As elites políticas portuguesas e a União Europeia

João Pedro Ruivo, Diogo Moreira, António Costa Pinto e PedroTavares de Almeida

p. 179

8. O apoio à integrassão europeia em Portugal: dimensões e tendências

Pedro Magalhães

p. 203

9. Portugal, a União Europeia e a crise

Teresa de Sousa e Carlos Gaspar

p. 223

10. Conclusões: europeização e democratização em Portugal - brotheres-in-arms ou frères ennemis?

Maarten Peter Vink

p. 241

 

Nuno Severiano Teixeira é diretor do Instituto Português de Relações Internacionais, professor catedrático e vice-reitor da Universidade Nova de Lisboa. As suas principais áreas de interesse são  a história das relações internacionais, história militar, integração europeia, segurança e defesa.

António Costa Pinto, investigador coordenador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. As suas obras têm incidido sobretudo sobre o autoritarismo e fascismo, as transições democráticas  e a "justiça de transição"  em Portugal e na Europa. A longevidade do Estado Novo português levou-o inicialmente ao estudo comparado dos sistemas autoritários. Mais recentemente dedicou-se ao estudo do impacto da União Europeia na Europa do Sul. Outro tema a que se tem dedicado é o das elites políticas e as mudanças de regime. É autor de mais de 50 artigos em revistas académicas portuguesas e internacionais. Foi consultor científico do Museu da Presidência da República portuguesa e tem colaborado regularmente na imprensa, rádio e televisão.