Seminários GI

Devem as mulheres falar ou calar? Os custos e benefícios sociais de confrontar sexismo

Neste seminário, irão ser apresentados estudos sobre os custos sociais associados à denúncia de episódios de preconceito e discriminação. Nomeadamente, irão ser analisados os factores que poderão moderar os efeitos de se confrontar o sexismo e a discriminação de género.

Manuela Barreto doutorou-se em Psicologia Social pela Universidade Livre de Amsterdão em 2000.
Professora Associada na Universidade de Leiden até 2008, é actualmente investigadora do Centro de Investigação e Intervenção Social (CIS) no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa.

Memória colectiva e identidades sociais: estudos comparativos

Frequentemente as memórias de conflitos passados constituem um entrave ao diálogo entre grupos e comprometem as suas relações futuras. A boa gestão das memórias colectivas constitui um elemento crucial para o sucesso dos processos de reconciliação entre grupos.
Neste seminário, iremos discutir o papel das memórias do passado colonial na estruturação das narrativas identitárias pós-coloniais a partir dos resultados preliminares de estudos comparativos realizados em Angola, Cabo Verde,  Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal.

Realidade ou mito: o poder do carisma na política

Sumário: A liderança carismática tem estado no centro de muitas discussões, teorizações e demonstrações empíricas. Originalmente um termo religioso, "dom ou graça", a introdução do carisma no mundo das ciências sociais deve-se a Max Weber. O sociólogo alemão definiu a relação carismática como uma relação pessoal e emocional entre líder e seguidores, a qual implica a "rendição" dos seguidores às qualidades heróicas e salvíficas do líder, em tempos de crise e convulsão.

Constitutional Design and Judicial Stability in Latin America

Sumário: This paper explores how the design of judicial institutions has affected the stability in office of Supreme Court and Constitutional Tribunal justices in 17 Latin American countries between 1900 and 2009. The paper discusses the legal evolution of Latin American high courts during the twentieth century, and presents a statistical analysis of the survival of justices in office. The conclusions emphasize the impact of institutional rules and non-institutional factors on judicial independence, and the relevance of judicial stability for democracy.