Uma História Agrária de Portugal, 1000-2000

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Este livro acompanha a renovação da história económica europeia oferecendo uma interpretação unificada sobre as fontes de crescimento e de estagnação. Para compreender melhor a diversidade dos padrões de crescimento devemos ir além do estudo da industrialização das economias dominantes e explorar os séculos que a antecederam. A agricultura portuguesa raramente esteve na vanguarda da tecnologia e da produtividade da Europa e, ao longo do segundo milénio, a distância do país em relação às economias próximas variou substancialmente. Contudo, se tivermos em conta os períodos da Reconquista Cristã, a recuperação da Peste Negra, a resposta à globalização do Renascimento, o iluminismo económico do século XVIII ou a industrialização do século XIX, poderemos concluir que, neste país da periferia europeia, a agricultura foi com frequência dinâmica e adaptativa. Considerando em conjunto a longa trajetória de 1000 anos, o facto de o atraso económico não ter sido superado no final do período deixou de ser o aspeto mais relevante dessa história.
Autores: Amélia Branco, Ana Maria Rodrigues, António Castro Henriques, Dulce Freire, Ester Gomes da Silva, Jaime Reis, José Vicente Serrão, Luciano Amaral, Margarida Sobral Neto, Pedro Lains e Susana Münch Miranda.
| Índice | |
| Agradecimentos | p. 15 |
| Autores e organizadores | p. 17 |
| Nota introdutória à edição portuguesa | p. 19 |
| Introdução | p. 25 |
| PARTE 1 FORMAÇÃO DO ESTADO E CRESCIMENTO MALTHUSIANO |
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| Capítulo 1 A Reconquista e o seu legado, 1000-1348 António Castro Henriques Introdução |
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| p. 37 | |
| A Reconquista | p. 40 |
| Desenvolvimentos institucionais | p. 51 |
| Cidades, mercados e agrovilas | p. 60 |
| Produção e produtividade | p. 64 |
| Conclusão | p. 68 |
| Capítulo 2 A Peste Negra e a recuperação, 1348-1500 Ana Maria S. A. Rodrigues Introdução |
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| p. 75 | |
| Peste, guerra e declínio demográfico | p. 76 |
| A inversão de fortunas | p. 83 |
| Comercialização | p. 87 |
| O impacto da primeira expansão ultramarina | p. 93 |
| Conclusão | p. 95 |
| PARTE 2 NOVAS FRONTEIRAS, CRISE E CRESCIMENTO |
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| Capítulo 3 Lidando com a Europa e o Império, 1500-1620 Susana Münch Miranda Introdução |
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| p. 105 | |
| Pressão populacional e expansão urbana | p. 106 |
| Quadro institucional e ciclos de produção agrícola | p. 112 |
| A paisagem rural e a estrutura de produção | p. 121 |
| O mercado | p. 128 |
| Conclusão | p. 131 |
| Capítulo 4 Conflito e declínio, 1620-1703 Margarida Sobral Neto Introdução |
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| p. 141 | |
| População nacional e emigração | p. 143 |
| Comércio colonial | p. 145 |
| A agricultura de subsistência e o mercado | p. 149 |
| Ciclos de produção | p. 162 |
| Conclusão | p. 170 |
| Capítulo 5 Crescimento extensivo e integração no mercado, 1703-1820 José Vicente Serrão Introdução |
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| p. 177 | |
| A paisagem rural | p. 180 |
| O contexto macroeconómico | p. 185 |
| Produção e mercado de cereais | p. 196 |
| Direitos de propriedade | p. 204 |
| Conclusão | p. 211 |
| Capítulo 6 Produto agrícola bruto: uma perspetiva quantitativa e unificada, 1550-1850 Jaime Reis Introdução |
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| p. 225 | |
| Método e dados | p. 229 |
| Tendência, ciclos e flutuações de curto prazo | p. 239 |
| Serão consistentes os resultados? | p. 250 |
| Conclusão | p. 257 |
| Apêndice estatístico | p. 259 |
| PARTE 3 CRESCIMENTO, MUDANÇA ESTRUTURAL E POLÍTICA ECONÓMICO |
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| Capítulo 7 Crescimento, mudança institucional e inovação, 1820-1930 Amélia Branco e Ester Gomes da Silva Introdução |
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| p. 273 | |
| Terra, produção e produtividade | p. 275 |
| Mudança institucional | p. 284 |
| Inovação | p. 289 |
| Conclusão | p. 295 |
| Capítulo 8 Política agrícola, crescimento e declínio, 1930-2000 Luciano Amaral e Dulce Freire Introdução |
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| p. 303 | |
| O crescimento da produção e da produtividade | p. 306 |
| Proteção do Estado | p. 312 |
| Os efeitos da Política Agrícola Comum | p. 323 |
| O Estado, o sistema corporativo e outras organizações | p. 331 |
| Conclusão | p. 335 |
| PARTE 4 LIÇÕES DO SEGUNDO MILÉNIO |
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| Capítulo 9 Agricultura e desenvolvimento económico na fronteira europeia, 1000-2000 Pedro Lains Introdução |
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| p. 343 | |
| Lições da fronteira europeia | p. 346 |
| Convergência com a agricultura europeia | p. 359 |
| Conclusão | p. 375 |
| Apêndice Mapas e gráficos sobre o clima, o relevo, as divisões administrativas, a urbanização e as infraestruturas em Portugal, 1000-2000 |
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| p. 383 | |
| Índice remissivo | p. 407 |
Dulce Freire ( Universidade de Coimbra), é professora auxiliar de História Económica e Social na Faculdade de Economia e investigadora principal do projeto ERC-StG ReSEED – Rescuing seed’s heritage: engaging in a new framework of agriculture and innovation since the 18th century no Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Coimbra. Tem desenvolvido pesquisa em temáticas da história rural, agrária e da alimentação na Península Ibérica. Nos últimos anos, tem coordenado vários projetos de investigação relacionados com as mudanças na agricultura, alimentação, sociedade, economia e políticas públicas desde o século XVIII, cruzando investigadores e estudantes com diferentes formações científicas, como História, Antropologia, Sociologia, Geografia, Arquitetura ou Biologia.
Pedro Lains foi investigador coordenador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, professor convidado da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica, e membro do Instituto Laureano Figuerola da Universidad Carlos III de Madrid. Foi professor visitante da Faculdade de Economia da UNL, das Universidades Carlos III de Madrid, Brown e Évora; e presidente da Associação Portuguesa de História Económica e Social, diretor da Imprensa de Ciências Sociais, secretário-geral da European Historical Economics Society, e diretor da revista Análise Social. Tem como área principal de investigação a História Económica dos séculos XIX e XX, preocupando-se sobretudo com o estudo do crescimento económico no longo prazo de Portugal e dos países periféricos da Europa, com o estudo da integração europeia e com os problemas atuais da economia portuguesa.



