Sexualidades Media e Revolução dos Cravos

Sexualidades Media e Revolução dos Cravos
Autor(es): 
Categoria: 
ISBN: 
978-972-671-596-2
Idioma: 
Português
Ano da primeira edição: 
2020
Data de publicação: 
2020/Jul
Dimensão: 
23x15
Nº Páginas: 
294
Coleção: 
Colecção Geral
Formato: 
Capa Mole
20,50 €18,45 €

Que temas da intimidade afetiva e sexual entram na agenda mediática com a chegada da Revolução dos Cravos? Amor livre, feminismo, homossexualidade, pornografia, educação sexual, contraceção, aborto e terapia sexual são alguns dos assuntos identificados numa amostra de 1 500 artigos rastreados entre 1968 e 1978, em quatro publicações: Diário de Lisboa, Expresso, Crónica Feminina e Modas & Bordados. Para além desta análise quantitativa que reflete sobre a evolução dos discursos acerca da sexualidade na transição para a democracia, analisa-se qualitativamente a polémica gerada por uma carta enviada à Modas & Bordados, no pós-revolução. Gisela, uma jovem de 14 anos, inicia-se sexualmente na noite de 25 de Abril de 1974, «contagiada» pela celebração da liberdade nas ruas de Lisboa. As leitoras da revista não ficam indiferentes. Ao longo de ano e meio discutem o direito à sexualidade feminina e a sua importância para a construção democrática. O estudo da agenda mediática das sexualidades neste momento de mudança política e social é um contributo para a reflexão sobre a cidadania da intimidade em Portugal, em (re)equação permanente até aos nossos dias.

 

Prefácio p. 14
Introdução p. 15
Capítulo 1: Enquadramento teórico-metodológico p. 25
Capítulo 2: Enquadramento histórico e social da intimidade em Portugal entre 1960 e 1970 p. 69
Capítulo 3: Análise do agendamento da intimidade no Expresso, Diário de Lisboa, Modas & Bordados e Crónica Feminina (1968-1978)  p. 95
Capítulo 4: Análise da carta de Gisela, uma jovem portuguesa (Modas & Bordados 1975-1976)  p. 189
Conclusão p. 267
Bibliografia p. 281

 

Isabel Freire é investigadora auxiliar no projeto «Mulheres e Associativismo em Portugal, 1914-1974», desenvolvido no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e financiado por fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P. (projeto PTDC/HAR-HIS/29376/2017). Trabalhou como jornalista entre 1999 e 2012 (Expresso, Público, Diário de Notícias, Grande Reportagem e Visão), investigando preferencialmente a sexualidade e o género. É autora de Amor e Sexo no Tempo de Salazar (Esfera dos Livros, 2010); de Fantasias Eróticas – Segredos das Mulheres Portuguesas (Esfera dos Livros, 2007); e de Damas d’Ama (2003), texto dramático sobre gravidez na adolescência em comunidades afro-descendentes da Grande Lisboa. É co-autora e jornalista do documentário Enxoval (Prémio Melhor Filme Português sobre Arte 2013, Festival Temps d’Images).