Sá da Bandeira e o Fim da Escravidão

Sá da Bandeira e o Fim da Escravidão
Vitória da moral, desforra do interesse
Categoria: 
ISBN: 
978-972-671-223-7
Idioma: 
Português
Data de publicação: 
2008/Nov
Dimensão: 
14x20
Nº Páginas: 
140
Coleção: 
Colecção Breve
Formato: 
Capa Mole
13,90 €12,51 €

No último quartel do século XIX Portugal e outros países abolicionistas assentaram a exploração dos territórios africanos em formas de trabalho e de domínio muito próximas da escravidão - que se supunha abolida. No caso português aceita-se, geralmente, que essa situação paradoxal tenha surgido apenas na parte final do século, devido às pressões politicas e económicas da época. Teria sido então que se invertera o caminho libertador laboriosamente aberto por Sá da Bandeira - a figura que personifica a luta contra a escravidão no Portugal de Oitocentos. O autor contesta essa visão, afirmando que o processo de abolição da escravidão nas colónias portuguesas foi, desde o seu início, uma via de progressiva cedência dos abolicionistas (e do próprio Sá da Bandeira) aos seus opositores. Este livro traça essa via e mostra como e por que razão, no decorrer do século XIX, a cedência se foi afirmando, configurando e dimensionando.
 

Introdução p.11
1 - Seriam os escravos imprescindíveis? p.19
2 - Sondar o terreno: as primeiras iniciativas de Sá da Bandeira p.37
3 - Um falso unanimismo: os abolicionistas e os seus opositores p.57
4 - Tudo a postos, nada em ordem: as medidas abolicionistas da década de 1850 p.69
5 - O refluxo da maré abolicionista p.87
6 - Coerção em vez de emancipação: a tutela do africano p.103
7 - Sintetizar a matéria: a lei de 1875 p.113
Epílogo p.125
Bibliografia p.131
Índice remissivo p.137

 

João Pedro Marques, Historiador e investigador do Instituto de Investigação Cientifica Tropical