APagar
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A) Qual a forma de propriedade das empresas portuguesas (i.e. sociedades anónimas de responsabilidade limitada). Eram empresas de propriedade concentrada, dispersa, ou empresas familiares, etc? Será que esse padrão é diferente do que se observa em países mais avançados durante, por exemplo, o final do séc. XX? Iremos analisar um modelo que utiliza como factores explicativos não só a idade, escala das firmas, o sector a que pertencem e a sua localização, mas também as características dos seus respectivos sistemas de governança e algumas das características da sua função de gestão (Hilt, 2008).
B) Como é que eram geridas as empresas? Tomaremos como ponto de partida o grau de separação que existia entre a propriedade e a gestão. O séc. XIX é ainda hoje um período obscuro em relação a esta questão. Esta parte do projecto irá determinar os factos referentes a Portugal e ainda estabelecer até que ponto a gestão se encontrava então profissionalizada. Seria isso apanágio apenas das economias desenvolvidas? Estas características das empresas serão relacionadas com os seus perfis globais, conforme referido na secção A.
C) Como é que eram controladas as empresas? Nesta secção serão examinadas as regras mais importante da governança empresarial das empresas amostradas. A análise abrange, para cada caso, os estatutos da empresa que estão firmados na lei e os que foram escolhidos livremente pelos seus autores. Destes, os mais importantes e debatidos na literatura referem-se ao conjunto de regras que estabelecem os poderes que os accionistas poderão deter. Existem ainda muitos outros estatutos que também são importantes: regras de transparência e de distribuição dos lucros, o controlo e equilíbrio existente entre a entidade gestora e as entidades de monitorização interna, a dimensão dos conselhos de administração, etc. A parte essencial desta secção é não só realizar um levantamento destas características, mas também relacioná-las de forma causal com a estrutura de propriedade (A), o perfil da firma (A) e o grau de separação da gestão (B).
D) As empresas e o mercado para as suas acções. Esta secção aborda dois aspectos desta relação, nomeadamente a liquidez das acções de uma empresa e o seu desempenho no mercado bolsista. É de uma importância central para se compreender até que ponto se assistiu em Portugal, no séc. XIX, ao desenvolvimento de uma espécie de "capitalismo popular", que terá envolvido um grande número de pequenos accionistas relativamente pouco sofisticados e mal preparados para se tornarem nos pequenos proprietários de grandes empresas. A evolução das cotações nas bolsas de valores e a sua relação com os dividendos e lucros representa uma das facetas desta questão. A possibilidade de transaccionar determinadas acções com facilidade no mercado é outro aspecto extremamente relevante para a tomada de decisão dos investidores com portefólios pequenos e possibilidades reduzidas para diversificarem de forma adequada os riscos.
A) Qual a forma de propriedade das empresas portuguesas (i.e. sociedades anónimas de responsabilidade limitada). Eram empresas de propriedade concentrada, dispersa, ou empresas familiares, etc? Será que esse padrão é diferente do que se observa em países mais avançados durante, por exemplo, o final do séc. XX? Iremos analisar um modelo que utiliza como factores explicativos não só a idade, escala das firmas, o sector a que pertencem e a sua localização, mas também as características dos seus respectivos sistemas de governança e algumas das características da sua função de gestão (Hilt, 2008).
B) Como é que eram geridas as empresas? Tomaremos como ponto de partida o grau de separação que existia entre a propriedade e a gestão. O séc. XIX é ainda hoje um período obscuro em relação a esta questão. Esta parte do projecto irá determinar os factos referentes a Portugal e ainda estabelecer até que ponto a gestão se encontrava então profissionalizada. Seria isso apanágio apenas das economias desenvolvidas? Estas características das empresas serão relacionadas com os seus perfis globais, conforme referido na secção A.
C) Como é que eram controladas as empresas? Nesta secção serão examinadas as regras mais importante da governança empresarial das empresas amostradas. A análise abrange, para cada caso, os estatutos da empresa que estão firmados na lei e os que foram escolhidos livremente pelos seus autores. Destes, os mais importantes e debatidos na literatura referem-se ao conjunto de regras que estabelecem os poderes que os accionistas poderão deter. Existem ainda muitos outros estatutos que também são importantes: regras de transparência e de distribuição dos lucros, o controlo e equilíbrio existente entre a entidade gestora e as entidades de monitorização interna, a dimensão dos conselhos de administração, etc. A parte essencial desta secção é não só realizar um levantamento destas características, mas também relacioná-las de forma causal com a estrutura de propriedade (A), o perfil da firma (A) e o grau de separação da gestão (B).
D) As empresas e o mercado para as suas acções. Esta secção aborda dois aspectos desta relação, nomeadamente a liquidez das acções de uma empresa e o seu desempenho no mercado bolsista. É de uma importância central para se compreender até que ponto se assistiu em Portugal, no séc. XIX, ao desenvolvimento de uma espécie de "capitalismo popular", que terá envolvido um grande número de pequenos accionistas relativamente pouco sofisticados e mal preparados para se tornarem nos pequenos proprietários de grandes empresas. A evolução das cotações nas bolsas de valores e a sua relação com os dividendos e lucros representa uma das facetas desta questão. A possibilidade de transaccionar determinadas acções com facilidade no mercado é outro aspecto extremamente relevante para a tomada de decisão dos investidores com portefólios pequenos e possibilidades reduzidas para diversificarem de forma adequada os riscos.




