Este livro explora as relações entre natureza, ciência e colonialismo através da história dos projetos de colonização agrícola e de administração florestal que foram postos em marcha pela administração colonial portuguesa em Goa, entre o final do século XVIII e o princípio do século XX. Este período foi marcado, a uma escala global, pela expansão do colonialismo europeu e pela afirmação de novas formas de conhecer, explorar e rentabilizar o mundo natural. No caso de Goa, esses processos culminaram numa multiplicidade de experiências de ocupação de terrenos baldios ou incultos, de introdução de novas culturas agrícolas e de demarcação e gestão florestal, que tiveram como palco privilegiado as regiões conhecidas como Novas Conquistas.
Centrada nas intervenções coloniais nestas regiões e nos saberes técnico-científicos que mobilizaram, a análise mostra ainda o modo como estas foram contestadas, frustradas e reapropriadas por diferentes grupos locais, colocando em evidência a complexidade das relações entre Estado, populações e natureza num contexto colonial.