Sonoridades luso-afro-brasileiras

Sonoridades luso-afro-brasileiras
Categoria: 
ISBN: 
978-972-671-130-8
Data de publicação: 
2004/Oct
Dimensão: 
16x20
Nº Páginas: 
382
Formato: 
Capa Mole
25,20 €22,68 €

Este livro é um cais de partida para viagens por sonoridades que nos ecoam desde os tempos em que Pedro Álvares Cabral aportou na baía Cabrália e as buzinas dos índios Tupiniquim se cruzaram com as trombetas dos navegadores portugueses. Teremos ressonâncias do Brasil musical dos tempos coloniais e do Império. Iremos ao encontro de danças a musicalidades africanas em diferentes latitudes e paragens. Andaremos na peugada do rasga, da umbigada, de lundús e landús. Veremos que os instrumentos musicais são intérpretes de diferentes apropriações e crições culturais, como acontece com a viola caipira. Perceberemos que a própria linguagem caipira expressa uma tensão de relações de poder que se traduz numa dança de vogais e consoantes ou mesmo em expressividades feitas de silêncios. Não deixaremos de atentar em novas identificações locais que se recriam sob o signo da globalização, como acontece com o rap ou a música evangélica cigana. Exploraremos imaginários sociais (como os do samba e do fado) e a relação da escuta com as ressonâncias da alteridade. Estas são algumas das rotas de viagem que este livro propõe, sem esquecer as que resultam da investigação em rede, via Internet.

José Machado Pais, Investigador Coordenador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Foi Professor Visitante em várias universidades europeias e sul-americanas e Professor Catedrático Convidado do ISCTE/Instituto Universitário de Lisboa. Coordenou o Observatório Permanente da Juventude Portuguesa e o Observatório das Actividades Culturais. Foi consultor da União Europeia e do Conselho da Europa, tendo sido Vice-Presidente do Youth Directorate of the Council of Europe. Foi Director da revista Análise Social e da editora Imprensa de Ciências Sociais e Subdiretor do ICS-ULisboa (três mandatos). Foi também Vice-Presidente da Associação Internacional de Ciências Sociais e Humanas de Língua Portuguesa.   Em 2003, recebeu o Prémio Gulbenkian de Ciências Sociais e, em 2012, o Prémio ERICS (Prémio Estímulo e Reconhecimento da Internacionalização em Ciências Sociais). Em 2018 foi agraciado com um doutoramento Honoris Causa, pela Universidade de Manizales (Colômbia). 

Tem dirigido vários projetos internacionais em  diferentes domínios das Ciências Sociais e publicado em revistas internacionais de referência. Publicou cerca de 40 livros – mais de 20 de autoria individual

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