Essa Terra que Tomo de Conta

Essa Terra que Tomo de Conta
Parentesco e Territorialidade na Zona da Mata de Pernambuco
Autor(es): 
Categoria: 
ISBN: 
978-972-671-375-3
Idioma: 
Português
Data de publicação: 
2016/Sep
Dimensão: 
23x15
Nº Páginas: 
233
Coleção: 
Colecção Geral
Formato: 
Capa Mole
18,00 €16,20 €

Este livro apresenta uma problematização das práticas familiares relacionadas com o uso e posse da terra nos assentamentos de reforma agrária do Nordeste do Brasil. O trabalho descreve o processo como se constitui um assentamento rural ao longo do tempo, partindo das experiências vividas dos seus habitantes e enfatizando a forma como a terra tem sido incorporada nos projectos familiares dos antigos moradores dos engenhos de cana-de-açúcar na Zona da Mata de Pernambuco. Trata-se de uma etnografia sobre a vivência da reforma agrária onde as problemáticas antropológicas da apropriação da terra e das relações de parentesco subjacentes à conjugalidade, género, parentalidade e transmissão são situadas nas novas dinâmicas sociais e territoriais decorrentes deste momento importante de reorganização dos espaços rurais.

 

Agradecimentos p. 13
1. Introdução de uma assentada p. 21
2. A constituição da Zona da Mata de Pernambuco como contexto antropológico nas ciências sociais brasileiras p. 39
3. De engenho a assentamento: desaproprieações e apropriações da terra em Arupema p. 71
4. A casa na parcela: domesticidade e construção do lugar p. 109
5. Andar pelo meio do mundo:género e territorialidades nas dinâmicas familiares p. 147
6. "Essa terra que tomo de conta": a posse e a transmissão da terra p. 173
7. Conclusão p. 205
Bibliografia p. 215
Anexos p. 229
   
   
   
   
   

 

Ana Luísa Micaelo doutorou-se em Antropologia pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Desde Outubro de 2015 está integrada no CRIA-IUL como investigadora de pós-doutoramento, continuando a desenvolver pesquisa sobre a relação entre família e propriedade.