A Persistência da História

A Persistência da História
Passado e Contemporaneidade em África
Categoria: 
ISBN: 
978-972-671-132-2
Idioma: 
Português
Ano da primeira edição: 
2004
Data de publicação: 
2004/Sep
Dimensão: 
15x23
Nº Páginas: 
393
Formato: 
Capa Mole
25,00 €22,50 €

A relação entre a contemporaneidade na África de hoje e o passado tem sido toldada por numerosas quebras de compreensão e conhecimento, mas o passado não deixou por isso de ser parte activa nas sociedades africanas actuais, conforme afirma Theodore de Bary, "o passado de um povo nunca está totalmente terminado, nunca lhe é completamente dispensável". Os ensaios aqui reunidos examinam os aspectos da história colonial portuguesa e algumas das suas implicações na África Lusófona, explorando a relevância destas para a constituição contemporânea de discursos de identidade social e política. Um primeiro grupo de ensaios explora a relativa fragilidade da constituição do império africano português dos séculos XIX e XX, problematizando-a em termos da sua contextualização global. Na segunda parte, a criação cultural e a afirmação identitária em Cabo Verde são estudadas sob vários ângulos, tendo por referência o desafio da precariedade, tanto face à mudança política como à escassez de recursos. A secção final reúne um grupo de de estudos onde os autores mostram como a sociedade moçambicana pós-colonial molda o seu legado histórico em termos de continuidades e mudanças que perpassam o cismma colonial.

João Pina-Cabral é um antropólogo social com extensa obra etnográfica publicada sobre o Alto Minho, Macau e sobre a Bahia.  A sua obra tem abordado principalmente a questão da pessoa e a sua relação com o poder, focando os aspetos da família, da religião e da etnicidade. É Investigador Coordenador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e Professor Catedrático Emérito da Escola de Antropologia e Conservação da Universidade de Kent (Reino Unido). Foi Presidente fundador da Associação Portuguesa de Antropologia e co-fundador e ex-presidente da Associação Europeia de Antropólogos Sociais.  Os seus principais livros são Filhos de Adão, Filhas de Eva (D. Quixote 1989), Os Contextos da Antropologia (Difel, 1991), Em Terra de Tufões (Instituto Cultural e Macau 1993), Between China and Europe: Person, Culture and Emotion in Macau (Continuum 2002), O Homem na Família (ICS, 2003), Aromas de Urze e de Lama (ICS, 2008), Gente Livre (Terceiro Nome, com V.A. da Silva, 2012) e World: An Anthropological Examination (2017). 

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