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2015

Integrados de Habitação, da responsabilidade do recém-criado Fundo de Fomento da

Habitação (1969); e desenvolvimento industrial, com destaque para a criação do Pólo

Industrial de Sines, concebido e desenvolvido como uma intervenção territorial integrada

sob promoção direta do Estado através do Gabinete da Área de Sines (1971).

A experiência do III Plano de Fomento é incorporada na preparação do IV Plano de Fomento

(1974-1979), em cujo projeto o ordenamento do território surge, pela primeira vez,

explicitamente identificado como um grande objetivo, associado à correção dos

desequilíbrios regionais. Todavia, o Plano nunca passará à prática, pois o regime político cai

com a revolução democrática de 25 de abril de 1974.

Democratização (1974-86): poder local e (re)valorização da dimensão urbanística

A mudança de regime político operada em abril de 1974 introduz a expectativa de profundas

mudanças na distribuição e na forma de exercício dos poderes do Estado, em particular no

que respeita ao papel das comunidades locais e à participação dos cidadãos na vida pública,

que a Constituição aprovada em 1976 irá acolher. É nesse contexto que emerge o poder

local democrático, baseado em órgãos municipais eleitos por sufrágio direto e universal.

Legitimados pelo voto das suas comunidades, os novos municípios serão um dos motores

principais das transformações económicas, sociais e territoriais até ao presente.

Em 1974, e para padrões europeus, Portugal era um país relativamente subdesenvolvido,

com claras deficiências ao nível das infraestruturas básicas, dos equipamentos sociais e

culturais de proximidade, da habitação para as populações mais carenciadas, e das questões

ambientais e de qualidade de vida. É a estes domínios que os municípios, em especial os das

áreas metropolitanas, se vão dedicar ao longo das duas décadas seguintes. Ao mesmo

tempo, têm que lidar com um sector imobiliário predominantemente especulativo, para

quem o negócio urbanístico continua a ser o único fim, num contexto em que o ciclo do

crescimento urbano estava ainda longe de abrandar.

No domínio da gestão territorial assiste-se entre 1974 e 1986 a uma polarização entre a

cultura centralista do Estado, corporizada pelo organismo nacional que superintendia à

execução da política urbanística (entretanto redenominado de Direção Geral do

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