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2015
com deficiência (Nunes; Aiello, 2008). Em um estudo realizado por Pinto (1991), em
Portugal, investigando irmãos de crianças com deficiência entre elas a Paralisia
Cerebral, moradores das cidades de Porto, Lisboa e Faro, e citado no estudo de França
(2000), o autor sugere que crescer em uma família onde haja uma criança com
deficiência pode ser uma oportunidade para aprender e desenvolver atitudes sociais
positivas nos irmãos, especialmente as que se referem ao empenho em problemas e
questões sociais. A disponibilidade de apoio social da família, seu tamanho,
juntamente com a idade dos irmãos, pode exercer um efeito indireto na forma como
os irmãos com desenvolvimento típico reagem à presença e se relacionam com o
irmão com deficiência física. Em famílias desprovidas economicamente é frequente o
cuidado da pessoa com deficiência ficar sob a responsabilidade do seu irmão não
deficiente, independentemente do gênero, da idade ou da sua posição na prole.
Cada indivíduo dá significado à vivência com um irmão deficiente segundo seus
recursos e história de vida. As estratégias de
coping
irão depender do gênero, da
idade dos irmãos, e das informações sobre a deficiência e seu prognóstico, podendo
modificar-se durante fases de uma situação estressante, não podendo ser considerada
boa ou má. Em um estudo com díade de irmãos em que um deles tinha o diagnóstico
clinico de Espinha Bífida, realizado por Belin e Rice (2009), foi observado que irmãos do
mesmo sexo tinham um relacionamento mais próximo, enquanto o fator idade e
severidade eram inversamente proporcionais, ou seja, quanto mais próxima a idade
entre os irmãos e quanto menor a severidade da patologia maiores eram os conflitos.
Por outro lado, o estudo realizado por França (2000), com fratrias de crianças com
Paralisia Cerebral não encontrou nenhuma relação linear entre a severidade da
deficiência e o mau ajustamento dos irmãos. O modo como esses irmãos irão acolher a
criança com deficiência, aceitando-a ou rejeitando-a está ligado ao modelo
apresentado por seus pais (Messa; Fiamenghi Júnior, 2010; Nunes; Aiello, 2008;
Antonoazzi; Dell’aglio; Bandeira, 1998).
Os irmãos necessitam de orientação, informações e acompanhamento psicológico que
os auxilie na relação com o irmão deficiente em diferentes etapas da vida. Os pais
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