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2015
materiais que a gente tinha em casa, não é? bicicleta em casa,
tipo botava uma rodinha, tirava uma rodinha, fazia uma
ergométrica em casa, o andador a gente fazia um carrinho de
madeira...” (Tiago)
Em um estudo realizado por Pietsrzak e Facion (2006), com irmãos de crianças autistas,
foram observados efeitos positivos identificados como: maior maturidade,
responsabilidade, altruísmo, autonomia e flexibilidade para ajustar-se às dificuldades,
e efeitos negativos como: aumento de tensão e estresse. Outro estudo realizado no
Brasil sobre a família da criança com lesão cerebral observou que no momento da
escolha profissional uma grande porcentagem destes irmãos opta pela área da saúde
que primordialmente se caracteriza pela assistência e pelo cuidado (Forman, 2008). Tal
fato corrobora com os estudos de pesquisadores inspirados por Adler (s/d) que
previram que o tipo de carreira que se escolhe quando adulto muitas vezes se reflete
em uma de suas primeiras lembranças. Dos nossos 05 (cinco) entrevistados, dois deles
universitários, reconheceram que a convivência com o irmão com deficiência
influenciou na escolha da profissão.
“É... tanto que hoje em dia eu faço arquitetura e eu tenho muita
vontade de me especializar em acessibilidade, porque eu vejo
quanto é difícil pra uma família e pra um deficiente, é... se
locomover numa cidade, principalmente Salvador, então eu...”
(Clara)
“Só que... quando eu comecei a presenciar as fisioterapias dela,
e, e ver o quanto ela tava se desenvolvendo, e que ela realmente
era uma pessoa especial, pra mim foi assim... foi, maravilhoso! é
tanto que... é... hoje eu escolhi fazer fisioterapia justamente por
causa disso, porque eu vi o crescimento é... da minha irmã, o
desenvolvimento em tudo assim...” (Marta)
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